Então, quem disse que devia ser fácil?
Contente-se!
Eu sou uma criança mimada e como diria a poetisa "conheço poucas coisas e só o que tenho a meu favor é tudo o que desconheço".
Eu exijo perfeição e maturidade, mas maquio grande parte da verdade que eu sou. Um brinde à infantilidade e insegurança que ainda me acompanham!
Eu falo o desnecessário para muitos, mas pra mim não passa do essencial. Talvez nem fale tudo o que realmente penso, afinal isto só seria mais um tiro no pé. E também pouco falo sobre mim. De quem eu sou. E por mais que esta seja minha estratégia do jogo, também deve-se ao fato de que ainda não diferencio verdades e mentiras. Porque eu sou esse drink duplo mesmo! E só o que eu tenho pra oferecer são minhas palavras pra você.
Eu exijo muito, porque é o meu modo de nunca conseguir. Acho que eu não tô pronto pra conquistar mundos. Não saberia como lidar. Não tô pronto pra acordar.
Como diria meu amigo, alguns medos te acompanham pela vida toda. Já alguma vidas te abandonam pelos teus medos.
Eu sou uma criança que cresceu e trocou os brinquedos pelas pessoas (mas não que estas sejam mais interessantes). Foi uma questão de moda, e faixa etária. E agora eu queria voltar a reclamar de coisas menos banais como equações e mapas geográficos. Porque lidar com as decepções adultas é bem mais deprimente.
Eu sempre achei crianças choronas muito bobas. Beirando ao ridículo. Não vejo o mundo com toda essa compaixão. E também já penso que os meus sentimentos congelaram em algum travesseiro roxo, por aí.
Eu não suporto a falha e a sensação de fraqueza. Não sei como agir ou reagir. Ficar dependente da vontade alheia ou de suas escolhas é enlouquecedor. E fazer-me entender tem sido uma missão quase cármica.
Eu queria viver no mundo que construí. Aquele que só habito nos feriados e quando ninguém tá por perto pra me julgar. Aquela casa da árvores que foi derrubada mas que eu reergui em dimensões estratosfericamente maiores. Queria esse mundo nas segundas e quintas. E com o passar do tempo, integralmente pelas semanas. Porque eu não posso ser um príncipe ou um astro. Eu não tenho amor pra te oferecer. E você não suportaria todas as faltas.
Eu não posso voar nas tuas asas porque meu medo de altura me limita. Tampouco combateria meu enjoo em alto mar. Não faço promessas, e logo a decepção te abraçaria. Eu não sou corrigível. Sequer posso afirmar que mudaria se pudesse. Porque não o faria.
Não imagino um mundo que não seja o meu. E nele tu não acharás espaço ou moradia. Pode ser hipócrita ou simplesmente confuso, mas escrevo dramas porque acredito na alegria aconchegante que eles inspiram.
E nem vou pedir paciência ou tempo. Porque não há prazo pros meus pesadelos, nem despertar pra esta obra. Eu sou uma criança. Inocente demais pra lutar. E inocente de menos pra acreditar.
Eu só posso te convidar pra entrar e brincar um pouco. Mas não estranhe se logo eu te expulsar. Afinal, minhas palavras voam, e logo podem perder o valor, e as noites ficam pra trás.
E de repente, a criança acorda, e só o que lhe resta é o resto todo da vida.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Festa do Pijama e Cirurgia Plástica:
O ponteiro do relógio adormece. E todo um sorriso de carmim parece brotar na face subjetiva da noite, que agora já é banhada pelo beijo rubro escarlate da lua.
Sentado num banco improvisado, com vestes que entregam a inocência da juventude, e a céu aberto, como que numa celebração, conto as estrelas que caem (e junto delas pedaços da realidade).
Entre o plano e o impulso, entre a miragem e a imagem, entre o id e o ego, entre o doce e o amargo, há a sombra.
Agora com o mundo todo paralisado, anestesiado, os anjos sorrateiros das neblinas saem de suas moradias inventadas, vivendo do ócio e da sofreguidão. E eu na festa do pijama que contempla a imensidão no seu apogeu mais visceral, busco canções.
Não quero nada além do malte e da savana desta ilha. Porque aqui é onde as cores têm sabores e os amanheceres trazem gritos abafados de culpa. E eu não desejaria mundo algum ao meu redor.
Mas as pessoas são como porcelanas negras. Uma mancha que se abateu sobre o fracasso natural. E frágeis como são, devem ficar distantes. Pois sou desajeitado e de pouca malícia explícita. E apesar de combater os demônios com piedade, sou agressivo - passional. E elas (as feras aladas) implicam em retornar. Em silêncio. No silêncio. E ainda que este seja o triunfo sobre as psicopatias, eu sei como é temer a própria mente.
O ser humano é o androide vanguardista. Sem cyber peças, fios conectados ou luzes vermelhas. Ficamos só com o coração enferrujado mesmo. E sem sair desta linha de montagem, expomos e propomos um catálogo estético e moral. Um manual de instruções que ficou tão podre e amoral que não poderia ser pendurado em parte alguma, exceto na alma enfraquecida e limitada que nos rendemos.
E tudo sempre foi assim, como um menu de restaurante ou um cartaz de açougue. Onde os sentimentos e os desejos são descartáveis como as vísceras e entranhas do animal abatido. Antes ganhasse a morte, que um cadáver oco!
E só quando lá estive, sob a noite que me prestigiava e com os vagalumes, que como pequenas chamas incendiavam o ritual da noite, foi que renasci milhares de auroras numa madrugada. Donde um dia despertarei nesta caixa azul, com a certeza ainda mais reforçada de que não tenho as peças certas pra caber nesta história.
Onde agora o relógio retoma seu serviço e dá espaço à etimologia das nações: Fique bonito, ou morra tentando!
Sentado num banco improvisado, com vestes que entregam a inocência da juventude, e a céu aberto, como que numa celebração, conto as estrelas que caem (e junto delas pedaços da realidade).
Entre o plano e o impulso, entre a miragem e a imagem, entre o id e o ego, entre o doce e o amargo, há a sombra.
Agora com o mundo todo paralisado, anestesiado, os anjos sorrateiros das neblinas saem de suas moradias inventadas, vivendo do ócio e da sofreguidão. E eu na festa do pijama que contempla a imensidão no seu apogeu mais visceral, busco canções.
Não quero nada além do malte e da savana desta ilha. Porque aqui é onde as cores têm sabores e os amanheceres trazem gritos abafados de culpa. E eu não desejaria mundo algum ao meu redor.
Mas as pessoas são como porcelanas negras. Uma mancha que se abateu sobre o fracasso natural. E frágeis como são, devem ficar distantes. Pois sou desajeitado e de pouca malícia explícita. E apesar de combater os demônios com piedade, sou agressivo - passional. E elas (as feras aladas) implicam em retornar. Em silêncio. No silêncio. E ainda que este seja o triunfo sobre as psicopatias, eu sei como é temer a própria mente.
O ser humano é o androide vanguardista. Sem cyber peças, fios conectados ou luzes vermelhas. Ficamos só com o coração enferrujado mesmo. E sem sair desta linha de montagem, expomos e propomos um catálogo estético e moral. Um manual de instruções que ficou tão podre e amoral que não poderia ser pendurado em parte alguma, exceto na alma enfraquecida e limitada que nos rendemos.
E tudo sempre foi assim, como um menu de restaurante ou um cartaz de açougue. Onde os sentimentos e os desejos são descartáveis como as vísceras e entranhas do animal abatido. Antes ganhasse a morte, que um cadáver oco!
E só quando lá estive, sob a noite que me prestigiava e com os vagalumes, que como pequenas chamas incendiavam o ritual da noite, foi que renasci milhares de auroras numa madrugada. Donde um dia despertarei nesta caixa azul, com a certeza ainda mais reforçada de que não tenho as peças certas pra caber nesta história.
Onde agora o relógio retoma seu serviço e dá espaço à etimologia das nações: Fique bonito, ou morra tentando!
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Acorrentado ao Alter Ego:
Comemoro a bênção poética. Uno-me em mãos a todos, como laços enferrujados pela maresia, e caminhamos rumo às sombras, passo a passo. Os entre-laços que aglomeram as nações rugem como feras enjauladas e estremecem com ondas propulsoras de angústias, toda a Terra. Nada a perder, amor mal assombrado.
Tremores alucinógenos que guiam inconscientemente as histórias. A fadiga dos contos sempre narrados com a voz fugitiva do destino, guia ao frenesi todas as iras e convulsões das eras.
E deitado sobre o mesmo chão e sob o mesmo sol, o garoto com olhar abatido, distante e translúcido de uma quimera de cores que é um diamante, pesca artimanhas e recursos maléficos, mal vistos. Jogando com os próprios erros. Cálculos errantes que logo se empilham para erguer uma muralha toda de falhas. E agora cabe a ele derrubá-la, ou não.
Bendito seja aquele que facilmente deita sob o abraço de Morpheu. Porque toda vez que este garotinho sorri, parte nele sucumbe, e eu já nem sei quantos passos lhe restam. Ele é fraco, dissimulado. A sedução barganha e o envolve, como se fosse uma prostituta em busca de seu Moulin Rouge. De que adianta voar se não tens asas?
Então desperto uma vez mais. Ainda de mãos dadas (e mais do que isso, atadas) com a humanidade. Como um enorme grilhão, as pessoas se unem e formam um único exílio. Juntas. Mas individualmente vivendo suas próprias culpas, pragas, mentiras e seus castigos.
O mar e a lua eclodem uma overdose de lembranças. Agora distantes, tomadas e embebidas pelos encargos hostis da madrugada.
Permitem-me, então, um último embriagado beijo. E logo o empunho, como florete que esbanja os venenos do passado.
Pode ser clichê, mas nesta hora outro flashback me atinge...
...E a única pessoa que eu realmente beijaria, há milênios adormeceu, para não mais acordar...
Tremores alucinógenos que guiam inconscientemente as histórias. A fadiga dos contos sempre narrados com a voz fugitiva do destino, guia ao frenesi todas as iras e convulsões das eras.
E deitado sobre o mesmo chão e sob o mesmo sol, o garoto com olhar abatido, distante e translúcido de uma quimera de cores que é um diamante, pesca artimanhas e recursos maléficos, mal vistos. Jogando com os próprios erros. Cálculos errantes que logo se empilham para erguer uma muralha toda de falhas. E agora cabe a ele derrubá-la, ou não.
Bendito seja aquele que facilmente deita sob o abraço de Morpheu. Porque toda vez que este garotinho sorri, parte nele sucumbe, e eu já nem sei quantos passos lhe restam. Ele é fraco, dissimulado. A sedução barganha e o envolve, como se fosse uma prostituta em busca de seu Moulin Rouge. De que adianta voar se não tens asas?
Então desperto uma vez mais. Ainda de mãos dadas (e mais do que isso, atadas) com a humanidade. Como um enorme grilhão, as pessoas se unem e formam um único exílio. Juntas. Mas individualmente vivendo suas próprias culpas, pragas, mentiras e seus castigos.
O mar e a lua eclodem uma overdose de lembranças. Agora distantes, tomadas e embebidas pelos encargos hostis da madrugada.
Permitem-me, então, um último embriagado beijo. E logo o empunho, como florete que esbanja os venenos do passado.
Pode ser clichê, mas nesta hora outro flashback me atinge...
...E a única pessoa que eu realmente beijaria, há milênios adormeceu, para não mais acordar...
sábado, 18 de agosto de 2012
O Enredo Lhe Entrega a Capa:
Sempre achei que de alguma forma, todos buscam verdades. É uma tal sede insaciável de conhecimento que aglutina o ócio da razão pensada, planejada, e que se entrega ao furor descabido de um querer instintivo.
Muitas pessoas são capazes de tudo. Rendem-se aos mais pecaminosos e enganosos desejos e ânsias, a fim de pagar preços altíssimos pela sinceridade. A questão é: E o que esperar do troco? "Ora, apenas sente-se à mesa e aprecie o jantar cósmico das almas".
Todo início se deve a um pouco de honestidade (pra variar). Ao menos consigo próprio. E eu não canso desse refrão. Porque cada vez que eu o repito, sinto como se as mentiras se tornassem verdades.
Mas realidade demais dói. Tanto para leões covardes quanto para espantalhos desmiolados e androides sem coração.
Um mundo sem fantasia é apenas um poema sem rima.
E por mais que essa busca incessante pela felicidade que nos obrigamos diariamente nos condicione a ser eternos refugiados, aceitamos as novelas e os filmes como referência máxima. Porque não há nada mais verídico do que as ficções que nos propomos a aceitar.
E embora eu quisesse esquecer as tempestades que me assustaram e as palavras que como navalhas me perfuraram, a razão as arquivaria e as estamparia com um cinismo embecado.
Aaahhh emoção, por que perderas para a razão, afinal?!
E no entanto com todas as rimas soando explicitamente atitudes rancorosas e fleumáticas, sempre há espaço para um novo instrumento em meio a esta orquestra desajeitada, desafinada e destoada.
E eu pensando que já havia finalizado a história, me deparo com um novo musicista, que como um capítulo avulso, aleatório do livro, me persegue e me fita.
Até ser rasgado... Ou acolhido.
Muitas pessoas são capazes de tudo. Rendem-se aos mais pecaminosos e enganosos desejos e ânsias, a fim de pagar preços altíssimos pela sinceridade. A questão é: E o que esperar do troco? "Ora, apenas sente-se à mesa e aprecie o jantar cósmico das almas".
Todo início se deve a um pouco de honestidade (pra variar). Ao menos consigo próprio. E eu não canso desse refrão. Porque cada vez que eu o repito, sinto como se as mentiras se tornassem verdades.
Mas realidade demais dói. Tanto para leões covardes quanto para espantalhos desmiolados e androides sem coração.
Um mundo sem fantasia é apenas um poema sem rima.
E por mais que essa busca incessante pela felicidade que nos obrigamos diariamente nos condicione a ser eternos refugiados, aceitamos as novelas e os filmes como referência máxima. Porque não há nada mais verídico do que as ficções que nos propomos a aceitar.
E embora eu quisesse esquecer as tempestades que me assustaram e as palavras que como navalhas me perfuraram, a razão as arquivaria e as estamparia com um cinismo embecado.
Aaahhh emoção, por que perderas para a razão, afinal?!
E no entanto com todas as rimas soando explicitamente atitudes rancorosas e fleumáticas, sempre há espaço para um novo instrumento em meio a esta orquestra desajeitada, desafinada e destoada.
E eu pensando que já havia finalizado a história, me deparo com um novo musicista, que como um capítulo avulso, aleatório do livro, me persegue e me fita.
Até ser rasgado... Ou acolhido.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Relato de Uma Canção, Enfim:
A vida nos deu o sol.
Alguns por ele sorriem. Outros se queimam.
Ganhamos a chuva.
Alguns se irritam e adoecem. Outros com ela dançam e cantam.
E as escolhas vão fluindo, aleatoriamente. E só cabe a nós extrair o melhor.
A vida nos deu as estrelas.
Alguns por elas se apaixonam. Outros as usam como guia.
E ainda há aqueles quem as tenha como confidentes.
A vida trouxe com ela a morte.
Alguns a temem. Outros a respeitam.
E eu a encaro como renovação teatral.
Podemos lidar com o tempo.
Alguns o gastam. Outros aproveitam.
E eu só fico esperando.
A vida é uma escola interminável, cruel.
Tem seus dias brilhantes, mas em geral nos dá tardes acinzentadas e noites prolongadas.
Mas eu ganhei você, e isso é tudo que eu poderia desejar.
Alguns pedem amor. Outros, dinheiro e fama.
Eu só queria uma música e ganhei uma inspiração infinita.
Nem sempre precisamos receber exatamente o que queremos.
As maneiras pra chegar até lá são o que importam.
E por esse labirinto, por onde quer que eu vá, eu chego a ti.
A vida nos deu um nome. Alguns o estampam com orgulho.
Outros o substituem por um apelido (um codinome) para os íntimo, ou não.
E eu escrevo o meu com o teu sorriso.
A vida não nos dá o eterno.
E por isso alguns se desesperam.
Outros sonham além do possível.
E o meu 'pra sempre' só está completo perante teus olhos.
A vida nos deu a natureza, para dela extrair a sobrevivência.
Alguns a destroem, como suicídio terapêutico e mal resolvido.
Outros a defendem, como soldados em plena guerra. Sangue tinge as matas de empáfia.
E eu retiro todo o oxigênio que preciso dos teus lábios, num beijo tácito.
Se tu quer saber, essa vida é tua!
Não cabe mais nada, porque tu preenche meu todo.
Se tu quer saber, a morte é a minha piada favorita!
Porque viver ao teu lado me dá tudo que eu poderia almejar descobrir.
Se tu quer saber, eu dedico os dias à ti.
Porque minhas noites tu já inundou com a tua presença!
Se tu quer saber, o sol já se pôs e eu continuo aqui.
Meu universo nunca mais será o mesmo.
Eu tô contente que tu chegou.
Se tu quer saber, essa canção é mesmo pra você...
Voltar pra mim.
Alguns por ele sorriem. Outros se queimam.
Ganhamos a chuva.
Alguns se irritam e adoecem. Outros com ela dançam e cantam.
E as escolhas vão fluindo, aleatoriamente. E só cabe a nós extrair o melhor.
A vida nos deu as estrelas.
Alguns por elas se apaixonam. Outros as usam como guia.
E ainda há aqueles quem as tenha como confidentes.
A vida trouxe com ela a morte.
Alguns a temem. Outros a respeitam.
E eu a encaro como renovação teatral.
Podemos lidar com o tempo.
Alguns o gastam. Outros aproveitam.
E eu só fico esperando.
A vida é uma escola interminável, cruel.
Tem seus dias brilhantes, mas em geral nos dá tardes acinzentadas e noites prolongadas.
Mas eu ganhei você, e isso é tudo que eu poderia desejar.
Alguns pedem amor. Outros, dinheiro e fama.
Eu só queria uma música e ganhei uma inspiração infinita.
Nem sempre precisamos receber exatamente o que queremos.
As maneiras pra chegar até lá são o que importam.
E por esse labirinto, por onde quer que eu vá, eu chego a ti.
A vida nos deu um nome. Alguns o estampam com orgulho.
Outros o substituem por um apelido (um codinome) para os íntimo, ou não.
E eu escrevo o meu com o teu sorriso.
A vida não nos dá o eterno.
E por isso alguns se desesperam.
Outros sonham além do possível.
E o meu 'pra sempre' só está completo perante teus olhos.
A vida nos deu a natureza, para dela extrair a sobrevivência.
Alguns a destroem, como suicídio terapêutico e mal resolvido.
Outros a defendem, como soldados em plena guerra. Sangue tinge as matas de empáfia.
E eu retiro todo o oxigênio que preciso dos teus lábios, num beijo tácito.
Se tu quer saber, essa vida é tua!
Não cabe mais nada, porque tu preenche meu todo.
Se tu quer saber, a morte é a minha piada favorita!
Porque viver ao teu lado me dá tudo que eu poderia almejar descobrir.
Se tu quer saber, eu dedico os dias à ti.
Porque minhas noites tu já inundou com a tua presença!
Se tu quer saber, o sol já se pôs e eu continuo aqui.
Meu universo nunca mais será o mesmo.
Eu tô contente que tu chegou.
Se tu quer saber, essa canção é mesmo pra você...
Voltar pra mim.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Relato de um Bom Homem:
Naquele tempo tudo era tão diferente! Os lugares tinham um gosto diferente e o desconhecido era sexualmente atraente. Acho que quando pouco se conhece, tudo soa excitante. Até minha timidez me mascarava com outro sabor. Um doce que escorria pelos meus lábios enquanto caçavam a visível inocência nos meus olhos.
E agora tudo parece eternizado num sonho. Como que irreal. Alucinógeno. Talvez eu nem tenha de fato tido aquelas brigas, roubado aqueles beijos ou desafiado os perigos. Mas tudo ficou gravado na minha história, como um pedaço arrancado do livro.
Eu até duvidava de tantas bondades. E as vendas que eram postas sobre os elogios velados me confundiam. Mas a adrenalina das descobertas - lentas, mas instigantes - era um tesouro resguardado.
Eu poderia até negar tudo que eu fui, e passar uma tinta branca no passado, dando a ideia de que tudo começou agora. Sem erros. Mas acho que seria inútil, afinal os erros e as ilusões criaram o personagem que hoje eu enceno. E cada parte dos questionamentos foram passos a serem dados. Inevitavelmente.
Eu só sinto falta daqueles amores que eu construía no silêncio. Sob pressão e fugindo dos flashes e das intempéries. Eu preferia aquele gostar inventado, que talvez nem existisse, mas que platonicamente me reinventava. Porque hoje minhas criações se limitaram. O que é, é. Simples e monocromático. Aquela aventura adolescente se extinguiu. E os amores que eu idolatrava, idealizava, não se erguem mais com a imaginação. Tudo que eu tenho a oferecer são minhas palavras pra você.
E talvez este seja um processo embutido da vida. Porque quanto mais eu acho que sei, é que eu percebo que ainda nem entrei no jogo. E como os cabelos que queremos ora longos, curtos, raspados, ondulados, lisos, tingidos, cobertos... O jogo da vida nos propõe a descoberta. E o que ganhamos em troca é a possibilidade de mudar. A metamorfose infinita das ideias. E o ontem que eu me sentia muito bem com cabelos curtos e bagunçados foi deixado pra trás. Não ignorado. Apenas eternizado. O agora me permite ousar, diferenciar. Utilizar o inimaginável. O que antes era incombinável. O que agora é descolado. Porque só o que importa é a busca pela mutação.
E no final é isso que eu almejo. Mais e mais personagens dentro da mesma história. Protagonistas suspeitos, com traços de vilania.
E ainda que o ontem fora mais afável e acolhedor, é pro amanhã que eu me visto. Como nas histórias em quadrinhos. Mas desta vez os heróis não são reconhecidos por usar capa e símbolos estampados no peito. E nem os vilões são tão ruins assim. Porque o tempo será responsável por desvencilhar a impunidade teatral da egomania.
E talvez num momento qualquer tudo volte a ser como antes, ao menos na memória. Onde os doces tem mais açúcar e os confrontos mais sangue derramado...
Exagerado. Eu sou mesmo exagerado!
Procuro um amor inventado...
E agora tudo parece eternizado num sonho. Como que irreal. Alucinógeno. Talvez eu nem tenha de fato tido aquelas brigas, roubado aqueles beijos ou desafiado os perigos. Mas tudo ficou gravado na minha história, como um pedaço arrancado do livro.
Eu até duvidava de tantas bondades. E as vendas que eram postas sobre os elogios velados me confundiam. Mas a adrenalina das descobertas - lentas, mas instigantes - era um tesouro resguardado.
Eu poderia até negar tudo que eu fui, e passar uma tinta branca no passado, dando a ideia de que tudo começou agora. Sem erros. Mas acho que seria inútil, afinal os erros e as ilusões criaram o personagem que hoje eu enceno. E cada parte dos questionamentos foram passos a serem dados. Inevitavelmente.
Eu só sinto falta daqueles amores que eu construía no silêncio. Sob pressão e fugindo dos flashes e das intempéries. Eu preferia aquele gostar inventado, que talvez nem existisse, mas que platonicamente me reinventava. Porque hoje minhas criações se limitaram. O que é, é. Simples e monocromático. Aquela aventura adolescente se extinguiu. E os amores que eu idolatrava, idealizava, não se erguem mais com a imaginação. Tudo que eu tenho a oferecer são minhas palavras pra você.
E talvez este seja um processo embutido da vida. Porque quanto mais eu acho que sei, é que eu percebo que ainda nem entrei no jogo. E como os cabelos que queremos ora longos, curtos, raspados, ondulados, lisos, tingidos, cobertos... O jogo da vida nos propõe a descoberta. E o que ganhamos em troca é a possibilidade de mudar. A metamorfose infinita das ideias. E o ontem que eu me sentia muito bem com cabelos curtos e bagunçados foi deixado pra trás. Não ignorado. Apenas eternizado. O agora me permite ousar, diferenciar. Utilizar o inimaginável. O que antes era incombinável. O que agora é descolado. Porque só o que importa é a busca pela mutação.
E no final é isso que eu almejo. Mais e mais personagens dentro da mesma história. Protagonistas suspeitos, com traços de vilania.
E ainda que o ontem fora mais afável e acolhedor, é pro amanhã que eu me visto. Como nas histórias em quadrinhos. Mas desta vez os heróis não são reconhecidos por usar capa e símbolos estampados no peito. E nem os vilões são tão ruins assim. Porque o tempo será responsável por desvencilhar a impunidade teatral da egomania.
E talvez num momento qualquer tudo volte a ser como antes, ao menos na memória. Onde os doces tem mais açúcar e os confrontos mais sangue derramado...
Exagerado. Eu sou mesmo exagerado!
Procuro um amor inventado...
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Relato Auto-Biográfico de um Príncipe:
Eu dei minha vida. Entreguei a dádiva divina sem pestanejar, sem duvidar. Não tive meias palavras ou o que pensar. Fui assim, logo de cara, ofertando minha vida toda. Embora nem tão longa ou vivida, mas experimentada. E com ela foram-se meus sonhos e minhas vontades mais íntimas e questionáveis.
Sem me importar ou refletir. Sem ao menos pedir. Apenas fiz assim. Entreguei a vida, como símbolo de algo maior. Uma coisa imensurável, inenarrável. Como se fosse bobagem. Entreguei alma e coração, e todos que por eles já passaram. Porque quando doei minha vida, juntos se foram todos aqueles que nela acolhi. E até alguns que reneguei. E daí em diante, a responsabilidade foi outra.
Sou um amador clichê. Poeta falcatrua que não bebe. Só me embriago de arrependimentos. Ébrio de mentiras. Sou um poeta ao meio. Ao inverso. Sem sexo como refúgio. Apenas mais um mergulho inconsequente. Fugaz. Uma dose dupla de orgulho e uma injeção de martini e auto-estima.
E mesmo assim dei toda a vida que assisti. Que contracenei. Que em períodos evasivos foram atuados e banhados de moralismo.
Entreguei minha vida e com ela cada pedaço dessa onomatopeia em versos. Um luto áurico. Inexplicável. Insensível. De paixão mórbida e duvidosa... Só sei que nasci com algo morto em mim.
E toda essa trajetória circular e dependente de uma força centrípeta (como explica a física), nem foi tão interessante. Nem provei de tudo ou de todos. Não fiz nada memorável. Ergui críticas intelectualmente escapistas e escolhi caminhos errados. Me atei num futuro que nunca chegou e deixei o passado desfalecer. Despetalar. Mas ainda assim minha vida foi concedida. Reclusão consensual. Eis um minuto de pausa...
A chuva lá fora já castiga os sonâmbulos noites a dentro. E que noites! Vidas e mais vidas que se vivem em horas. Em minúcias. O escuro acolhe os temores - E os céus.
As luzes se intimidam. Incomodam. Prato cheio pras canções.
E como um leopardo faminto, à espreita, o mundo todo te observa. Até te engolir.
E não resta nada. Porque o castigo que eu oferto a mim soa suficiente. As fomes são saciadas e as sedes extintas.
A vida vai acabando, ao ser entregue, junto com o poema que abandonou as rimas.
E como eles, no final, o príncipe morre.
Sem me importar ou refletir. Sem ao menos pedir. Apenas fiz assim. Entreguei a vida, como símbolo de algo maior. Uma coisa imensurável, inenarrável. Como se fosse bobagem. Entreguei alma e coração, e todos que por eles já passaram. Porque quando doei minha vida, juntos se foram todos aqueles que nela acolhi. E até alguns que reneguei. E daí em diante, a responsabilidade foi outra.
Sou um amador clichê. Poeta falcatrua que não bebe. Só me embriago de arrependimentos. Ébrio de mentiras. Sou um poeta ao meio. Ao inverso. Sem sexo como refúgio. Apenas mais um mergulho inconsequente. Fugaz. Uma dose dupla de orgulho e uma injeção de martini e auto-estima.
E mesmo assim dei toda a vida que assisti. Que contracenei. Que em períodos evasivos foram atuados e banhados de moralismo.
Entreguei minha vida e com ela cada pedaço dessa onomatopeia em versos. Um luto áurico. Inexplicável. Insensível. De paixão mórbida e duvidosa... Só sei que nasci com algo morto em mim.
E toda essa trajetória circular e dependente de uma força centrípeta (como explica a física), nem foi tão interessante. Nem provei de tudo ou de todos. Não fiz nada memorável. Ergui críticas intelectualmente escapistas e escolhi caminhos errados. Me atei num futuro que nunca chegou e deixei o passado desfalecer. Despetalar. Mas ainda assim minha vida foi concedida. Reclusão consensual. Eis um minuto de pausa...
A chuva lá fora já castiga os sonâmbulos noites a dentro. E que noites! Vidas e mais vidas que se vivem em horas. Em minúcias. O escuro acolhe os temores - E os céus.
As luzes se intimidam. Incomodam. Prato cheio pras canções.
E como um leopardo faminto, à espreita, o mundo todo te observa. Até te engolir.
E não resta nada. Porque o castigo que eu oferto a mim soa suficiente. As fomes são saciadas e as sedes extintas.
A vida vai acabando, ao ser entregue, junto com o poema que abandonou as rimas.
E como eles, no final, o príncipe morre.
terça-feira, 3 de julho de 2012
A Última Profecia do Soldado Sociopata, de Peixes:
" Peixes seu destino é finalizar a evolução, guiar a Humanidade ao Nirvana e acabar com os Mistérios "
-- Como toda vida, a paixão tem seus altos e baixos. O que eu naturalmente faço é absorver a pior parte dela e reconstruí-la.
" Eu renego a ordem fisiológica das coisas. Discordo da vida e de suas versões. Não aceito suas teorias, suas práticas ou suas evoluções. Renego o companheirismo obrigatório e o querer disfarço de inimigo. Fogo e terra devem brigar. Ar e água nunca conversar. E por mais que queira, não usar amor como desculpa esfarrapada.
Eu sou o lado quebrado das histórias. O atalho desleal, pecaminoso. Um conto que se passou na Idade Média. Um bárbaro medieval que mergulhou no sangue negro da História e transformou-se num cardume infindável de questionamentos. Aaahhh Peixes!
Sou yin e yang em dúbio relacionamento. Não quero mais nem menos. Quero o todo, partido ao meio.
A fé se alimenta do desespero. Guerras são respostas imediatas. Não temos tempos. Nem caráter.
Meus heróis morreram de overdose. Meus inimigos estão no poder.
A Igreja fora manchada por uma ideologia medíocre, e seus seguidores condenados à uma fé pútrida e dissipada.
Os Deuses estarão lá, num horizonte afastado, inalcançável, de rochas vermelhas e árvores prateadas -- disse ele. Eles serão seu guerreiro, sua espada e seu escudo. Seu missionário em campo rival.
Mas até eles abandonaram os falsos templos. Não tenho mais provas, mas sei que eles não estão lá.
Sou assexual. Atemporal. Um mensageiro sem cartas. Dane-se! Prove o sabor da despedida eterna.
Eu sou a rosa encrostada num jardim de ervas venenosas. O último dos últimos cavaleiros. Carrego a última ponta da tríade marítima. Agora os pilares estão desmoronando e as crenças apodrecendo.
Eu sinto todos se desintegrando, pouco a pouco. E cada novo segundo, o ébrio dilacerar de almas expande sua corrupção. A foice dourada do Anjo Negro está denegrindo os 11 outros fiéis templários. Mídia, status social e estética compraram a Igreja e os abandonados. O mundo todo está de cabeça pra baixo, e não roda mais.
O abraço cansado dos Deuses me persegue. Talvez um fim.
Eu sou o soldado pisciano. Carrego sobre os ombros todo o poder corrosivo dos oceanos sanguinários.
Não quero paz. Não quero dinheiro.
As nações foram erguidas sobre mentiras e trapaças, e o tempo das respostas se avizinha. A redenção virá. Os Deuses novamente dominarão (se tivermos sorte). O caos está alojado em todos os astros.
... As torres serão inundadas, e os cavalos atados.
O Fogo Consumirá os Peões e o Ar sufocará os bispos.
A Terra engolirá as mentiras, e a Rainha não escapará.
Nesta selva perdida, o Rei ascenderá.
Sozinho. '
-- Como toda vida, a paixão tem seus altos e baixos. O que eu naturalmente faço é absorver a pior parte dela e reconstruí-la.
" Eu renego a ordem fisiológica das coisas. Discordo da vida e de suas versões. Não aceito suas teorias, suas práticas ou suas evoluções. Renego o companheirismo obrigatório e o querer disfarço de inimigo. Fogo e terra devem brigar. Ar e água nunca conversar. E por mais que queira, não usar amor como desculpa esfarrapada.
Eu sou o lado quebrado das histórias. O atalho desleal, pecaminoso. Um conto que se passou na Idade Média. Um bárbaro medieval que mergulhou no sangue negro da História e transformou-se num cardume infindável de questionamentos. Aaahhh Peixes!
Sou yin e yang em dúbio relacionamento. Não quero mais nem menos. Quero o todo, partido ao meio.
A fé se alimenta do desespero. Guerras são respostas imediatas. Não temos tempos. Nem caráter.
Meus heróis morreram de overdose. Meus inimigos estão no poder.
A Igreja fora manchada por uma ideologia medíocre, e seus seguidores condenados à uma fé pútrida e dissipada.
Os Deuses estarão lá, num horizonte afastado, inalcançável, de rochas vermelhas e árvores prateadas -- disse ele. Eles serão seu guerreiro, sua espada e seu escudo. Seu missionário em campo rival.
Mas até eles abandonaram os falsos templos. Não tenho mais provas, mas sei que eles não estão lá.
Sou assexual. Atemporal. Um mensageiro sem cartas. Dane-se! Prove o sabor da despedida eterna.
Eu sou a rosa encrostada num jardim de ervas venenosas. O último dos últimos cavaleiros. Carrego a última ponta da tríade marítima. Agora os pilares estão desmoronando e as crenças apodrecendo.
Eu sinto todos se desintegrando, pouco a pouco. E cada novo segundo, o ébrio dilacerar de almas expande sua corrupção. A foice dourada do Anjo Negro está denegrindo os 11 outros fiéis templários. Mídia, status social e estética compraram a Igreja e os abandonados. O mundo todo está de cabeça pra baixo, e não roda mais.
O abraço cansado dos Deuses me persegue. Talvez um fim.
Eu sou o soldado pisciano. Carrego sobre os ombros todo o poder corrosivo dos oceanos sanguinários.
Não quero paz. Não quero dinheiro.
As nações foram erguidas sobre mentiras e trapaças, e o tempo das respostas se avizinha. A redenção virá. Os Deuses novamente dominarão (se tivermos sorte). O caos está alojado em todos os astros.
... As torres serão inundadas, e os cavalos atados.
O Fogo Consumirá os Peões e o Ar sufocará os bispos.
A Terra engolirá as mentiras, e a Rainha não escapará.
Nesta selva perdida, o Rei ascenderá.
Sozinho. '
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O Desapego Libertino, de Aquário:
" Agora tu Aquário! Seu destino é transmitir a liberdade espiritual e o desapego material "
-- Como toda vida a paixão tem seus altos e baixos. E eu só quero ser livre pra procurá-la numa estrada qualquer.
"Eu encerro a tríplice aérea dos astros. Sou o último recurso eólico dos planetas conhecidos. O que restou das tempestades flamejantes, dos terremotos morais e das inundações cataclísmicas.
O servo eterno das alvoradas esquecidas. Mas eu só quero deitar sobre a grama e deixar ser levado. Não estou a procura de brigas ou amores. Quero ir até onde a brisa quiser me guiar.
Sou o escudo de Athena que a acompanha com sofreguidão de um amante amordaçado. Mas eu só quero fechar os olhos e sentir meu corpo todo falar.
Sinto a explosão dos corpos celestes que derramam sobre mim gotículas cósmicas. Tão pequenas que mal as vemos. Mas lá estão elas. Assim como eu. Apenas nadando e emergindo opticamente pelos ares. Um mergulho retrógrado à inexistência.
Eu estou sempre em atividade. Em busca da novidade. A tecnologia é minha nova melhor amiga.
De tempos em tempos o Aquário é derramado sobre a humanidade para mostrar-lhes a elevação espiritual. Não há nada que levaremos nesta viagem, e nada a se contar. As histórias já foram escritas, e eu as quero ler com os lábios, enquanto bebo o drink libertino dos céus.
Eu não quero estar em lugar algum. Aqui mesmo está bom. Roupas não podem cobrir minha alma, e jóias não me farão brilhar (como fogos de artifício). Verdade e justiça me bastam. Porque não há nada mais iluminado que um fim de tarde, sem remorsos.
Eu pratico o desapego. Não quero mais confrontos e provas reais. Fique com a razão pra você. Eu descansarei sobre a rede, embalado pela canção dos ventos.
Nossos mundos colidem. Vejo milhares de esferas violentas e fúteis, rodando. Apenas girando, enquanto todo o resto gira também. Mas eu só quero pular, até onde ninguém pulou, e mergulhar novamente pra de onde eu vim. É desse vai e vem que se faz a vida. Brigas e carícias, amores e guerras, matéria e ilusão. E só quando tudo acabar, veremos que não passou de um conto. Um fábula. E só dependeu de como escreveu.
Bem, eu não quero as melhores poesias nem os melhores perfumes. Quero os piores amantes e as piores noites. Delas que se extrai a alma, num poema. Vou ler minha história de traz pra frente, de baixo pra cima. Desafiar guerreiros e a gravidade. Me permitir chorar, gritar, sorrir, fazer caretas. Eu só quero sentir que vale a pena.
E acima de tudo eu quero me permitir amar homens e mulheres. Vestir, despir. Correr, deitar. Engatinhar, voar. Sentir frio, calor. Reclamar de ambos. Dormir e sonhar - não necessariamente nesta ordem. Quero beber, comer. Me embriagar de paixões. Me afogar em verões. Eu quero mesmo uma bagunça quente, um cachecol bordado e um par de luvar de couro.
E é claro, quero ler muitas vidas por aí, milhares de capítulos. Alguns parecidos comigo. Outros não. E me permitir parar, quando eu quiser. E o mais importante: Quero ser livre pra ler onde puder. Onde não devia. Onde já fui. Onde estou chegando. Onde ainda desconheço.
Só me aguarde... "
-- Como toda vida a paixão tem seus altos e baixos. E eu só quero ser livre pra procurá-la numa estrada qualquer.
"Eu encerro a tríplice aérea dos astros. Sou o último recurso eólico dos planetas conhecidos. O que restou das tempestades flamejantes, dos terremotos morais e das inundações cataclísmicas.
O servo eterno das alvoradas esquecidas. Mas eu só quero deitar sobre a grama e deixar ser levado. Não estou a procura de brigas ou amores. Quero ir até onde a brisa quiser me guiar.
Sou o escudo de Athena que a acompanha com sofreguidão de um amante amordaçado. Mas eu só quero fechar os olhos e sentir meu corpo todo falar.
Sinto a explosão dos corpos celestes que derramam sobre mim gotículas cósmicas. Tão pequenas que mal as vemos. Mas lá estão elas. Assim como eu. Apenas nadando e emergindo opticamente pelos ares. Um mergulho retrógrado à inexistência.
Eu estou sempre em atividade. Em busca da novidade. A tecnologia é minha nova melhor amiga.
De tempos em tempos o Aquário é derramado sobre a humanidade para mostrar-lhes a elevação espiritual. Não há nada que levaremos nesta viagem, e nada a se contar. As histórias já foram escritas, e eu as quero ler com os lábios, enquanto bebo o drink libertino dos céus.
Eu não quero estar em lugar algum. Aqui mesmo está bom. Roupas não podem cobrir minha alma, e jóias não me farão brilhar (como fogos de artifício). Verdade e justiça me bastam. Porque não há nada mais iluminado que um fim de tarde, sem remorsos.
Eu pratico o desapego. Não quero mais confrontos e provas reais. Fique com a razão pra você. Eu descansarei sobre a rede, embalado pela canção dos ventos.
Nossos mundos colidem. Vejo milhares de esferas violentas e fúteis, rodando. Apenas girando, enquanto todo o resto gira também. Mas eu só quero pular, até onde ninguém pulou, e mergulhar novamente pra de onde eu vim. É desse vai e vem que se faz a vida. Brigas e carícias, amores e guerras, matéria e ilusão. E só quando tudo acabar, veremos que não passou de um conto. Um fábula. E só dependeu de como escreveu.
Bem, eu não quero as melhores poesias nem os melhores perfumes. Quero os piores amantes e as piores noites. Delas que se extrai a alma, num poema. Vou ler minha história de traz pra frente, de baixo pra cima. Desafiar guerreiros e a gravidade. Me permitir chorar, gritar, sorrir, fazer caretas. Eu só quero sentir que vale a pena.
E acima de tudo eu quero me permitir amar homens e mulheres. Vestir, despir. Correr, deitar. Engatinhar, voar. Sentir frio, calor. Reclamar de ambos. Dormir e sonhar - não necessariamente nesta ordem. Quero beber, comer. Me embriagar de paixões. Me afogar em verões. Eu quero mesmo uma bagunça quente, um cachecol bordado e um par de luvar de couro.
E é claro, quero ler muitas vidas por aí, milhares de capítulos. Alguns parecidos comigo. Outros não. E me permitir parar, quando eu quiser. E o mais importante: Quero ser livre pra ler onde puder. Onde não devia. Onde já fui. Onde estou chegando. Onde ainda desconheço.
Só me aguarde... "
sexta-feira, 22 de junho de 2012
O Imediato Mundo em Suas Costas, de Capricórnio:
" Prepare-se Capricórnio, seu carma é mostrar à Humanidade o caminho através da paciência "
-- Como toda vida, a paixão tem seus altos e baixos. O problema é que a maioria não consegue diferenciá-los, e quando consegue, torna-se tarde demais pra contorná-los.
" Eu percorreria todo um mundo em busca do que quero. E mais ainda pra provar que estou certo. Às vezes me sinto como as dunas ancestrais que escoram os rochedos petrificados pelo abandono lunar. Mas de certa forma proteger, guiar e aconselhar são minhas virtudes evidentes. Um instinto paterno que me sobressai. E como um tutor, sinto-me no direito de brigar, criticar e até repreender. Tudo pra mostrar o jeito certo de agir e evitar dores e desapontamentos.
Eu não sou dono da razão, nem sabe tudo. Diria até que só sei sobre o meu mundo e a respeito de quem nele habita. Talvez isso me torne dependente direto de um abraço caloroso e curativo que só minha mãe sabe dar. Mas eu não dou o braço a torcer! E diria até que sair da zona de conforto é um desafio mortal. Mas como um guerreiro fiel que sou, necessito da estabilidade de solo firme, familiar, para desenvolver minhas habilidades vorazes.
Como o Capricórnio, símbolo do meu ego e marca dos meus complexos, eu sou a mutação do tempo em torno de sua maturidade. A criatura híbrida que viaja entre os saaras e as cascatas, mas que retorna ao lar com lições aprendidas e ensinadas.
Sinto uma forte necessidade de acolher todos os problemas ao meu redor para solucioná-los. Pra já!
Sou um trabalhador eficiente, dinâmico. Um tijolo por dia para merecer um palácio. Minha impaciência é meu ponto de contradição. E minhas críticas perspicazes podem me tornar aparentemente rigoroso e grosseiro (não que eu não seja).
Eu não admito traições, tampouco imaturidade - apesar do meu orgulho me ofertar quase que uma birra infantil. Minhas relações quase sempre são baseadas no histórico psicológico que eu assumo como meta (mas um companheiro cairia bem).
Não tolero desânimo nem agressividade. Eu tenho minhas temperanças, porém não lido bem com hostilidade e preguiça. Sou o último elemento terreno, e como os demais, transpareço facilmente a imagem de frio e distante. Há quem diga que sou ''anti-sentimentos'', e que estou isolado num beco sem saída, onde as paredes se ergueram sobre às sombras.
Talvez se eu fosse mais natural, menos programado e pragmático eu me divertisse mais. Chegaria a um ponto onde não enxergaria o horizonte. E continuaria.
E quem sabe o total temor de se expor diminuísse.
Eu sei que pareço forte e inatingível, mas nada me assombra mais do que a decepção. A falha. O erro.
E é por isso que refugo as minhas relações e as baseio em egoísmo agudo e cruel. Eu lamento!
Mas eu que surgi das regiões aquáticas mais gélidas do plano físico, e que dominei os campos, terrenos e arenas de guerra com meu inconfundível pulso visionário de moral e caráter, tenho medo do que não controlo.
Medo do desconhecido. E apesar disso soar terrivelmente piegas, tenho mais medo ainda de descobrir que posso amar e mortalizar minha alma. Humanizá-la e enchê-la de nhenhenhéns bobos.
... Há algo sobre este lugar. Algo sobre o teu batom no meu rosto.
Algo sobre você e eu. "
-- Como toda vida, a paixão tem seus altos e baixos. O problema é que a maioria não consegue diferenciá-los, e quando consegue, torna-se tarde demais pra contorná-los.
" Eu percorreria todo um mundo em busca do que quero. E mais ainda pra provar que estou certo. Às vezes me sinto como as dunas ancestrais que escoram os rochedos petrificados pelo abandono lunar. Mas de certa forma proteger, guiar e aconselhar são minhas virtudes evidentes. Um instinto paterno que me sobressai. E como um tutor, sinto-me no direito de brigar, criticar e até repreender. Tudo pra mostrar o jeito certo de agir e evitar dores e desapontamentos.
Eu não sou dono da razão, nem sabe tudo. Diria até que só sei sobre o meu mundo e a respeito de quem nele habita. Talvez isso me torne dependente direto de um abraço caloroso e curativo que só minha mãe sabe dar. Mas eu não dou o braço a torcer! E diria até que sair da zona de conforto é um desafio mortal. Mas como um guerreiro fiel que sou, necessito da estabilidade de solo firme, familiar, para desenvolver minhas habilidades vorazes.
Como o Capricórnio, símbolo do meu ego e marca dos meus complexos, eu sou a mutação do tempo em torno de sua maturidade. A criatura híbrida que viaja entre os saaras e as cascatas, mas que retorna ao lar com lições aprendidas e ensinadas.
Sinto uma forte necessidade de acolher todos os problemas ao meu redor para solucioná-los. Pra já!
Sou um trabalhador eficiente, dinâmico. Um tijolo por dia para merecer um palácio. Minha impaciência é meu ponto de contradição. E minhas críticas perspicazes podem me tornar aparentemente rigoroso e grosseiro (não que eu não seja).
Eu não admito traições, tampouco imaturidade - apesar do meu orgulho me ofertar quase que uma birra infantil. Minhas relações quase sempre são baseadas no histórico psicológico que eu assumo como meta (mas um companheiro cairia bem).
Não tolero desânimo nem agressividade. Eu tenho minhas temperanças, porém não lido bem com hostilidade e preguiça. Sou o último elemento terreno, e como os demais, transpareço facilmente a imagem de frio e distante. Há quem diga que sou ''anti-sentimentos'', e que estou isolado num beco sem saída, onde as paredes se ergueram sobre às sombras.
Talvez se eu fosse mais natural, menos programado e pragmático eu me divertisse mais. Chegaria a um ponto onde não enxergaria o horizonte. E continuaria.
E quem sabe o total temor de se expor diminuísse.
Eu sei que pareço forte e inatingível, mas nada me assombra mais do que a decepção. A falha. O erro.
E é por isso que refugo as minhas relações e as baseio em egoísmo agudo e cruel. Eu lamento!
Mas eu que surgi das regiões aquáticas mais gélidas do plano físico, e que dominei os campos, terrenos e arenas de guerra com meu inconfundível pulso visionário de moral e caráter, tenho medo do que não controlo.
Medo do desconhecido. E apesar disso soar terrivelmente piegas, tenho mais medo ainda de descobrir que posso amar e mortalizar minha alma. Humanizá-la e enchê-la de nhenhenhéns bobos.
... Há algo sobre este lugar. Algo sobre o teu batom no meu rosto.
Algo sobre você e eu. "
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