sábado, 12 de novembro de 2011

Arrasador de Corações -- Pague-me com sua Vingança:

-- Você sabe que eu só vou te magoar, né? -- Disse ele.
-- Você sabe que eu vou quebrar o seu coração, não é? -- Respondi.


-- Que vença o Melhor!!!



"No jogo, só o que importa é vencer. Ninguém quer amargurar o ego com o gosto do fracasso. A vida não passa de uma roleta-russa diária. Sem regras. Sem remorsos. Viver depende de um aglomerado de partidas, sem volta. Lance seus dados. Blefe com as cartas. Aposte nas roletas. Jogar com a sorte é uma questão de valor. Quanto você está disposto a perder? Um reinado não se sustenta de derrotas (nem de mentiras).
Na vida, vencer significa não ganhar todas. No amor, fracassar é uma questão de tempo. Mas no jogo, só vencem os melhores.
Vamos jogar! "



O tempo todo, tudo foi um jogo. Esquecemos de viver tudo aquilo que dizíamos sentir e mergulhamos num infindável jogo. Tudo, sempre o tempo todo, era um jogo. Brigamos muito pra ver quem estava certo. Se eu pudesse apostar agora, não colocaria minhas fichas em você.
Eu não queria apenas ter asas, eu queria voar. Queria ser melhor do que sou. Queria o amor só pra mim.
Mas agora vejo o quão egoísta fui. Não posso tê-lo incondicionalmente. Então jogo minhas armas ao chão e admito que você estava certo. Ponho um fim na briga pela verdade.
Eu não quero mais ter razão, eu quero ser feliz!



Então vá em frente, abra meu corpo e faça uma cirurgia! Eu não quero mais resistir. Pague-me com sua vingança e sirva meu sangue num cálice de consagração vitoriosa.
Tudo o tempo todo foi uma disputa, um duelo direto de egos. Olhe de novo, e você encontrará meu castelo de cartas no chão.

Acho que agora finalmente poderei devorar tua insensatez e saciar-me com sua malícia (que me enche de tesão), enfim.
O tempo todo, o jogo foi falho. Nossos corpos não mentiam e nossos olhos calavam um ao outro. Eu até poderia fingir que não pensei dezenas de vezes em consumar nossos desejos numa cama qualquer, mas prometi não mais me defender.


No final das contas, acho que só tua alma petrificada pelo abandono pode fervilhar minhas veias e tomar posse da minha mente, deveras racional.
Ponho fim na minha rodada. Como quer jogar?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Minh'Arte:

Eu sou um artista. Pressuposto de arrogância e uma pompa imperial, desferindo indiferença a comentários em vão periodicidade. Escrevo (e assim descrevo) inertes paixões não-românticas alusivas ao ódio e subterfúgio que todos levam consigo. Meus lábios possuem um veneno hipnótico e radiante, tal qual uma fonte eterna de pecados. Minhas verdades são sedutoras, mas minhas mentiras são irresistíveis.


Eu sou filho da vingança e do amor em brasa incandescente. Um incesto cósmico de irmãos barulhentos e hostis. Meu sorriso é capaz de parar uma guerra, mas o sangue sendo derramado me excita.


Tenho uma alma bom-vivant que confronta meus idealismos e surrealismos postos à uma moldura infalível de orgulho e veracidade. Sou um manipulador cruel que usa das palavras para guiar-lhe ao meu covil -- mesmo que por vontade própria -- e minhas presas são navalhas banhadas em medo e fragilidade.


Eu sou um artista, devorador de corações. Gosto das primeiras horas quando não se sabe ao certo se já é dia ou noite ainda. Saboreio cada primavera de traição como que um avassalador estelar.


Meu charme está em tudo que você não pode compreender, e isso te incendeia. Então para de bancar o sentimental abusivo e acorrente-se na minha cama (eu prometo fingir que me importo).


Meu talento é aplaudir cada passo errado que você dá, e singelamente instigar-te a continuar. Minha persuasão ainda destruirá esta nação, talvez...


Eu quero pintar a sua voz retratada em verde-malte e deliciar-me com seu silêncio apaixonado, infinitamente.

sábado, 29 de outubro de 2011

Overdose:

Eu sei que eu tô sozinho, mas não sou só eu. Todos estão sozinhos, cada um no seu canto, e é assim que deve ser. Mesmo aqueles que partilharam da adrenalina comigo. Aquele pessoal do pacto de sangue... Um bando de alienados entregues à sorte. Eu escreveria uma carta a cada um que vi crescendo e perdendo a razão, mas a essa altura minha ausência será um presente mais válido.



Chega uma hora que a realidade vem à tona, eu sei, mas vou prolongar isso ao máximo. Só assim conseguirei encarar este perdedor no espelho. Não tô falando de fugir do inevitável. Mas é melhor aproveitar enquanto todo esse barato tem efeito...



Eu só fico pensando se alguém me espera no fim deste túnel, quando esta dor acabar -- se acabar. Quando se entra nesse mundo viciante e alucinógeno, tudo te leva aos extremos: Numa hora tu tá encarando Deus de frente, noutra tu tá abraçando o Diabo...



Chorei demais, sorri demais, fingi demais, briguei demais, amei demais... Acho que fui um exagerado! Fui fraco, e no final das contas afundei nesse subsídio de exageros.


Não carrego a culpa completa! Se não fosse a maldita monotonia... Talvez eu fosse menos imbecil e tivesse parado no primeiro teto preto que bati.



...Já entorpecido num dia verde, ouvi vozes que calaram no escuro, e vi duendes me arrastando pra uma sinfonia que perturbava meus ouvidos.
Malditos sinos! Eles ecoavam em cada dose de tequila que queimava meu exôfago.


Do último vértigo que tive, pouco lembro. Achei que minhas veias brilhavam, como que incendiando, mas as marcas ainda eram as mesmas de meses atrás. Só o que mudara, era uma ou duas tentativas a mais de arrancar o mal pelos pulsos.


Eu sei que eu tô sozinho, e que nunca vou me sentir à vontade num lar.



Quando tudo que tu sempre desejou torna-se real, o irreal parece mais possível de tocar do que nunca.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sob o Último Amanhecer:

Há uma chama ascendendo dentro do meu coração, e cada escolha sufocada pelo seu egoísmo, agora pulsa em minhas veias.
Todos os sonhos que você implantou na minha mente, e todas as mentiras que eu suportei não sustentam mais meus desejos. Pare e veja o que eu faço com cada pedaço seu! Eles desmoronaram como areia, igual aos pilares da Igreja.

Você nunca foi nada mais que um brinquedo confuso. Eu esperei o tempo todo para que você energizasse minha alma com seus suspiros egocêntricos e seu sexo forjado de sombras.


Se o meu corpo estivesse incendiando, você ficaria me vendo queimar? Você me salvaria deste pesadelo?


Mas agora não há nada que controle essa tempestade. Toda noite meu corpo é entregue às pragas do seu passado inóspito... A sombra do fundo do necrotério. Por favor, pare esta dor que vem rastejando e me devorando por dentro!

Guardarei suas cartas com pedidos fúlgidos de desculpa, para que acalentem minha esperança de aventureiro. Quem sabe um dia, relâmpagos rasguem os céus no entristecer do crepúsculo.

Nosso amor alado foi concebido do ódio e da vingança (em cristal de saudade), fincado ás ondas que sepultam na areia todo o tempo de nossas vidas como brisa de abandono.


Apenas deixe-me te abraçar pela última vez, a última chance de sentir de novo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Perdão (Um brinde a isso!)

Por todas as lágrimas que partiram nossas almas e tiraram nosso sossego. Por cada momento que nos sentimos destruídos e vazios. Cada angústia consumida e afagada num copo de uísque vagabundo. Por cada pulso mutilado e fraqueza abnegada. Um brinde a isso!

Em todas as vezes que me apaixonei por você, e em cada dia que você me ignorou. Sempre relutei, e tentei uma vez mais. Cada grito de socorro que fui obrigado a engolir toda vez que queria chorar nos teus braços. Um brinde a isso!

Por cada momento de ingratidão. Cada sorriso ainda assim parecia valer à pena, porque sempre que você me olhava eu tinha um pedaço do céu. Eu te amei do jeito que você é. Achava-te incrível! Por cada momento de mágoa que eu suportei, cada dia dedicado a essa ironia. Um brinde a isso!

Agora brindemos pela morte, e pelo que ela nos ensinou: que podemos ser felizes do nosso jeito. A vida te engana, nem tudo são espinhos (e se forem, aperte-os até não sentir mais os dedos... até não sentir mais nada). O reinício pode ser tardio, mas os fogos ainda não explodiram nas estrelas, então acho que posso brindar a isso também.

Um brinde a todos que vivem do medo, da surpresa, da insegurança. Um brinde a todos que já sofreram, e a todos que amaram. Ergam seus copos e brindem!

Um brinde às estrelas flamejantes, à harpa em ressonância, à escuridão do fundo da mente. Que em cada arranha-céu, cada borboleta traga consigo um pedaço de fé.

Que meu ego (e “alter-egos”) imortalizado em palavras, possa ser a salvação de um novo Coração de Leão. Que cada Conto de um novo ser viva. Viva para que um dia possa morrer. Um brinde a isso!




Malucos, racionais, perturbados, medrosos, falsos, bizarros, estranhos, fúteis, hipócritas, insanos, descrentes, idealistas, revolucionários, rebeldes, acomodados, inseguros, desconfiados, astutos, críticos, inovadores, intensos, levianos, impacientes, honestos, egoístas, autoritário, sonhadores, escritores, leitores...


A todos capazes de amar, desarmar e perdoar.
Um brinde!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tributo Cármico:

Despeje sobre mim esse louco amor obsessivo. Eu preciso dessa fúria descabida de um furacão impiedoso. Atinja-me com toda sua paixão, enraizando meu espírito como um cristal translúcido de fino prisma. Estou falando de um sonho aterrador em cemitério de desejos. Cerque-me com seu aroma de bem querer. Eu quero ser posse dessa paixão inflexível. Sou vítima desse estigma do tempo, essa força autodestrutiva que me mantém submisso desse amor.

Algeme-me como refém de uma ira titânica sobre punição de amor perpétuo e infinito. Ate-me na sua malícia imprudente e absorva meus medos com seus lábios doces de pecado.

Eu serei seu anjo de trajes cerimoniais e te levarei sob o abrigo cósmico (posto às asas da eternidade) para as fantasias de perjúrio imperial.

Lance sobre mim os raios que bloqueiam a luz destas flechas derradeiras em abrasão, nesta rouquidão do silêncio atemporal.

Faça de mim seu garoto dos bastidores—seu garoto dourado --. Eu quero seu beijo sujo do couro na areia.

Quero morrer sobre teu amor com sabor de vingança e embriagar-me com sua insensatez de amante suicida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sob à Auréola:

No escuro é onde escondo meus medos, respondi a ele. Quando as luzes se apagam e as cortinas abaixam, a dramaturgia continua em cicatrizes, lágrimas, sorrisos...
No escuro, quando a mentira te consome e a verdade parece congelar a razão, minha criatividade exarceba.
Eu sou um teatro, não pense que sou real. Todas estas respostas foram planejadas. No escuro é quando sentimentos perdem a significância, e o sexo parece mais convidativo.


Uma criança será sempre uma criança, e não há nada que possa mudar isso. Nem o tempo, nem ninguém. No final, tudo não passará de uma mancha tangível na luz.


No escuro é onde as sombras te perseguem, onde nada pode te fazer mais mal do que você mesmo. O suicídio cada vez mais, parece a única solução. Eis o refúgio do poeta solitário, onde as respostas se deseiam por si próprias e flutuam como prismas intercalando-se pelo ar. No escuro é onde o movimento torna-se real e fica fácil acreditar em compaixão.

Meu mundo é um lençol cheio de espinhos. Uma dose de veneno diário, embriagado de luxúria. Meu mundo é coberto por um manto escuro de aflições. Nele não existem espelhos. Apenas um brilho fosco de ingratidão e orgulho.


Acho que o escuro é o meu novo melhor amigo. Diferente do que pensam, não há monstros por aqui. Eu sequer acredito em bruxas (apesar de saber que elas existem). Sob à proteção da luz, fica até fácil arrumar uma boa desculpa pra ser uma má influência. Afinal, todos sabem que não se pode confiar no escuro. Lá é onde os segredos perpetuam e os mistérios renascem. Somente em derradeira escuridão meu mundo será completo e as luzes por fim se extinguirão.


Neste dia, todos serão recompensados por seus pecados inertes e suas almas em rendição. Bendito seja a redenção da santidade!



Enfim meu mundo será verdadeiro e as mentiras reconhecidas.
Eu sou apenas um santo tolo, cúmplice de uma vaidade descabida, mas sei que Você me crucificaria por menos...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Enfim, Adeus:

"Não há nada mais sincero do que viver. Olhar o passado com 'esnobismo', mas acima de tudo com nostalgia. Dentre túmulos agonizantes e um arvorecer de ingratidão, chorar por boas lembranças. Afinal, lembranças sempre serão boas (nada é tão ruim que queiramos selar no tempo).
Afogar as mentiras e afagar as verdades. O que fomos e o que seremos. Fantoches de visual cafona, certezas impregnadas de novos questionamentos, realidades baseadas em utopias.
Tudo, o tempo todo está em mutação, mas hora ou outra cairão naquele velho sono de abandono chamado morte.
E no final, não há nada mais falso do que viver".




Hoje numa rua vista em sonho, despertei de uma lembrança há muito tempo maquilada. Versos e poemas que descreviam nossa adoração expectante. E só agora vejo como sinto falta daquela velha bagunça quente, que debaixo dos lençóis me desconcertava. Perdi aquela tal paixão estagnada e vesti-me de um olhar desnudo. Ah, lindos dias foram aqueles... Ora, que estou falando? Ingratos e repudiosos dias foram! Me enganaram. Eu realmente pensei que seria pra sempre. Tá bom, eu não tava pronto, mas ter um pedaço do paraíso por pouco tempo dói mais do que viver no inferno pra sempre.



Você foi meu melhor outono.


Só agora percebo que cada gole daquele uísque que anestesiava meus lábios valeu realmente a pena. Até seus beijos cheios de cinismo e terceiras intenções me tornaram cúmplice desse amor de meia estação.



Eu não sou bom com as palavras, e sei que tudo não passa de um sonho, ou mais um estado de embriaguês, mas ainda assim, largaria esta rua abandonada, beberia aquele uísque vagabundo e faria as pazes com esse passado ingrato. Quem sabe assim ele me enviaria uma overdose ou me condenaria enfim à solidão. Sei que tudo valeria a pena pra ter seu beijo tácito e seus fingimentos de volta na minha vida.



Mas quem sabe um dia, na imperdoável e sarcástica mão do passado, eu possa lembrar de ti com mais exatidão e menos euforia.


Prometo que nesse dia quebrarei minhas promessas e te enviarei uma carta -- mesmo sendo péssimo com as palavras -- e quem sabe você me retorna com um pouco de santidade e um punhal de lágrimas.




PS * Nunca esquecerei das suas mentiras (que eu ainda sustento) e da sua voz (que ainda me perturba).
Em cada momento, por mais que irreal, eu te amei.

sábado, 10 de setembro de 2011

Meu Mundo Celeste:

Atou-se num só suspiro, com a alma em chamas. pôs-se a chorar aliviado, com uma satisfação que incendiara sua face. Agora o desespero fora extasiado por um âmago de amante sem culpa. Dançava ao redor das rosas, anestesiado pelos espinhos. Viu a lua tornar-se sol. Centena de vezes sem êxito. Ainda assim, todas aquelas noites pareciam valer a pena.


Agora com a vaidade em punho e as dúvidas obliteradas, enfim entregou-se por completo. Roleta-russa desregrada.


Agora seus pecados me pertenciam e não havia do que se arrepender. Eu era o destino alado que sombreava sua compaixão.


Meu frágil cupido! Ele jamais saberia a verdade, mas viver aquela utopia o deixara excitado. Maquinou planos e escrevera um futuro para nosso amor em caos selado.


Roubei dos seus lábios a ternura de mil querubins e acendera em seu espírito o prazer pecaminoso da dor e submissão.


Espelhos infalíveis! Arma mortífera da verdade condenatória.


Enfim ele julgara-se vitorioso. Quem sou eu para desiludí-lo? Bastou morder o lábio com sede infinita e perjúrio celeste para que eu lhe desse meu mundo.



Quis viver mais... E viveu!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pecado Rubro:

Faça de mim um pedaço de pecado. Um sonho em consumismo transversal. Como numa orgia à santidade em degradação.

Faça de mim a dor, a mágoa, a raiva e a inveja. Mergulhe na solidão em sombra de julgamento. As luzes lá fora te abandonaram. Amar-me é imperdoável!

Faça de mim o sopro que te espanta, o grito no silêncio e o medo do arrependimento. Serei seu guerreiro, sua espada e escudo. Seu mensageiro em campo inimigo.

Faça de mim o despertar da madrugada e a insônia do sol.

Eu sou teu refúgio. Serei a droga que sustenta teu ego e o hálito que congela teus lábios.

Faça de mim o orgasmo da tua alma, a dose diária de tristeza embriagada.

Faça de mim o sexo descompromissado, a promessa de amor eterno (E eu nem preciso acreditar).

Apenas faça de mim parte da sua vida. Seu objeto de prazer sem regras e sem remorsos. Dançaremos esta noite como se fosse a primeira.

Faça de mim a parte que corrompe teu espírito e eu serei sua noite e seu dia até que o amor acabe.

Eu prometo ser a poesia fora da linha, as estrelas nos teus olhos...


Você pode fazer de mim o seu teatro particular, embora eu seja apenas um ensaio.