quinta-feira, 14 de abril de 2011

Excentricidades à Parte...

Então talvez eu não passe de um carente declarado. Ou quem sabe seja um egocêntrico frustrado. Por que é tão difícil aceitar os fatos? Será que isso é teimosia ou uma ânsia incontida em lutar pelo que queremos?

Não há caminhos fáceis, e nem escolhas certas, afinal sempre parecerá que escolhemos as erradas.

Vejo dezenas de pessoas perambulando por aí, como se não estivessem à procura de nada. Será que elas já encontraram o que queria ou desistirar de procurar? Ouvi dizer que quem se define se limita, mas quem consegue se definir? Eu nem sei do que gosto '-' Por que então, mesmo sem sabermos quem somos, passamos a vida toda procurando o Amor? Amar para ser amado. Ou quem sabe ser amado para fingir amar? Ora, sejamos sinceros: Também não sabemos ao certo o que é amor. Apenas temos a ciência de que é uma sensação de felicidade e plenitude, que a qualquer momento pode nos arrebatar. Ah sim, sabemos também que este tal de amor faz as pessoas chorarem, perder o sono, serem infantis, birrentas, tristes, melancólicas... Afinal, amar é viver então!

De fato, é preciso ter amor para sorrir e chorar. Ninguém vivi por nada. Cada um busca, no final das contas o alimento de suas almas (e ao mesmo tempo, um refúgio). Buscam motivos para viver. E dentre tantos motivos, às vezes escolhemos os errados. Ou ainda, diria que gostaríamos de escolher apenas uma vez. Triste comodismo que almejamos! Sim, porque bem lá no fundo, naquele pensamento que não contamos nem para nós mesmo, podemos admitir que não queremos tantos desafios assim.

Por que então citar o amor em qualquer situação torna o momento mais sério ou importante? Dizer "Eu te Amo" vale mais do que a convivência diária e os desafios temperamentais?

Difícil acreditar nisso, depois de ver tantas relações visivelmente fracassadas. Será que o errado sou eu, de não arriscar?

Bem, sinceramente eu gostaria de facilitar tudo. Por um momento, me jogar sem pensar. Mas eu sei que quando abrir os olhos, continuarei acorrentado na insegurança (e talvez até no arrependimento). E também, pudera. O amor não é um mar de rosas, apesar de ter diversos espinhos.

Mas talvez, se jogar numa relação não seja sinal de coragem, e sim de fugacidade. Vai entender né?!



Acho que no final das contas, saberemos o momento certo de agir. E se não soubermos...











... Ora, então que sejamos fugazes...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

À Procura da Felicidade:

Ora, quem nunca desejou ser você mesmo, por um dia ao menos? Esse lance de ser exatamente quem somos, ainda nos levará muito longe. Mentir, omitir, interpretar... Somos todos atores, encenando nossas próprias vidas, sem tempo para ensaiar. Tudo na base do improviso mesmo. E além de tudo, ainda temos que amar, ser amados, trabalhar, estudar... E lidar com tantas outras angústias e desejos. Buscar respeito e respeitar, temos que ter vocações e também inspirar dúvidas.

Dentre tantas relações (e interrelações), temos que lidar com todas nossas orientações (e desorientações) sexuais. Ainda dançamos e cantamos, construindo nossa própria trilha sonora. Buscamos entendimento, e fazer-se entender.

Precisamos ter amigos, para todos os momentos, e de ex-namorados (para os momentos de raiva). Vez que outra, temos que surtar, perder o controle e brigar com todo mundo. Só assim, exerceremos o arrependimento.

Temos que aceitar os erros, e aprender com eles. Fazer algumas promessas e quebrar tantas outras. Nos apaixonamos por quem não devemos, e ferimos alguns corações apaixonados. Mantemos as aparências, e mudamos a nossa diversas vezes.

Saímos de casa sonhadores, e voltamos sonhando mais ainda. Vivemos de refúgios e de certas decepções, e assim escrevemos nossa trajetória, de acordo com nossas escolhas.

E apesar de tudo, às vezes, o mais difícil é ser Quem Somos.



Afinal, não há nada mais subjetivo do que a Busca pela Felicidade.







"Pudera uma vez sequer, jogar tudo pro alto e se desarmar de tantos pudores e defesas. Ouvir as críticas e simplesmente fingir que não é comigo. Aceitar um pedido de namoro e não ter que abdicar da liberdade. Terminar um romance, sem mágoas. Acordar e perceber que o que um dia me feriu, hoje não tem efeito. E ter certeza de que ainda tenho bons motivos para sorrir. Quem dera mentir em busca da verdade, ou quem sabe esquecer as preocupações e deveres, e deliciar-me num utópico desvaneio juvenil...







...Quem me dera, ser Feliz."

quinta-feira, 31 de março de 2011

Amor das Minhas Vidas:

Você se lembra daquele tempo? Quando nossas mãos se tocaram pela primeira vez e nossos olhos se encontraram, pude sentir nossas almas unidas.


Lembra-se daquele outono cinzento?, Tudo parecia tão complicado a ponto de acharmos impossível ficarmos juntos. Algo aconteceu naquele gélido outono. Minha memória parecia fraca, e as minhas pernas tremiam muito, só de te olhar. Éramos tão jovens e inocentes. Perdi muitas noites de sono, pensando em você. Mal te conhecia, mas desde o princípio me senti fortemente conectado a você. Todos duvidaram que um dia seríamos felizes. Tantos imprevistos... Eles tentaram impedir nossa aproximação. Mas vou te confessar uma coisa: Minhas pernas ainda tremem quando te vejo.


E do inverno, lembra-se? Lembro como se fosse ontem da sua pele aveludada, dos seus olhos brilhantes, Nunca vou esquecer do nosso primeiro beijo. Foi tão impulsivo que até pareceu natural. Quando os seus lábios tocaram os meus, foi como um despertar. Mais do que nunca tive certeza dos meus sentimentos. Meu coração pulsava rapidamente e minhas mãos gelaram como nunca. Seu abraço sempre me aqueceu ternamente. Afinal, era realmente inverno? Admito, ainda fecho os olhos e sinto meu coração desparar ao lembrar do teu beijo.


Em seguida, chegou a primavera. Ora, como esquecer da primavera? Meu amor por ti, enfim desabrochou. Não, ele já existia, vivo dentro de mim. Mas com as flores perpetuando e o sol que emanava um radiante suspiro, não pude evitar, e declarei-me. Desde então você passou a fazer parte da minha história de vida. Não poderia mais citar-me como um frágil garoto sozinho no mundo. Senti teu coração batendo e nossas almas conversando.


Chegado o verão, aproveitamos os dias infindáveis e infinitos paa brilharmos com o astro-rei. Saímos, passeamos, cantarolamos e nossas almas estavam a dançar. É, eu nunca me esquecerei daquela noite. Sozinhos e enebriados com o perfume dos céus. Estávamos a contar estrelas. Num lampejo, tudo aconteceu. Deitados, pescando sonhos, e cruzando os dedos veementemente ao ver passar uma estrela cadente. Meu desejo foi óbvio: Que nosso amor perpetuasse pela eternidade. Ao abrir os olhos, não ouvia mais seu coração bater. Minha alma estava desolada, aflita. Meus olhos encharcaram e minha voz emudeceu. Você estava gélido, e eu estático. Acabara de perder meu amor. Meu coração transbordou em lágrimas e pensei rapidamente em unir-me a ti. Foi então que senti o teu calor tentando consolar-me. Nada poderia nos separar... Poetas morrem, mas suas poesias vivem para sempre.






Lembro como se fosse hoje, o dia em que nossas almas se tocaram pela primeira vez...

terça-feira, 29 de março de 2011

Minhas Entrelinhas:

Quando tudo parece estar se resolvendo, lembramos que a vida é guiada por estereótipos. Como num texto, manuscrito por um autor megalomaníaco, a vida é feita de títulos, sub títulos, parágrafos e até pontos finais. Mas para escrever sua própria trajetória não é tão fácil assim. Tampouco se queres ser lembrado. É preciso inovar, renovar e fugir aos padrões na qual todos estão acostumados.

Comecemos então, aceitando o fato de que não vivemos num conto de fadas.

Hoje, esperar pelo príncipe encantado que virá num corsel branco, vestindo uma armadura reluzente, é pura utopia.

Mas sejamos sinceros, quem nunca sonhou acordado? Quem ainda não sonha? Ora, não sonhar é como desistir de amar. Precisamos de certos refúgios.

Meus sonhos às vezes são tão simples que até chego a acreditar que poderão concretizar-se. E de repente, meus sonhos podem ser os seus também. Quem sabe eles sirvam para nos aproximar. Não da realidade, mas sim do irreal.

Talvez eu saiba, no fundo da minha alma, que sonhos não passam de fantasias.

Mas imagino quão triste seja uma vida sem eles. Seria como uma dor sem remédio, um amor inóspito ou um amante sem perigo. E deixemos de lado nossos hábitos rotineiros e nossas certeazas que fincamos ao chão e deliremos, porque é da vida a razão perpétua.

Se não fossem os sonhos, quem (ou o quê) nos salvaria do conformismo?

Combustível dos poetas, os sonhos são milagrosos. Profetas insaciáveis e imprevisíveis.

Eis compará-los ao amor: fugas repentinas da realidade. Um é a caça, o outro é o caçador.

E no percurso de escrever (e assim descrever) o que vivemos, basta para isso sonhar. O sonho afaga. Permite-nos eternizar um momento. E deste momento podemos tirar o melhor proveito...






… Ese um dia eu puder sonhar, desejo que você esteja comigo para satisfazer os desejos secretos do meu coração...











...Meu Ponto de Paz <3

segunda-feira, 14 de março de 2011

Amor, Sublime Amor:

E como dizer-se curado de amor?
Não de um amor normal, mas sim do seu primeiro amor. Ou ainda do último amor. Ora, que seja, afinal amor é por si, sempre o primeiro e último – se este for verdadeiro.
Quando se ama, só então quando realmente se ama, este faz de você um completo inexperiente. Por mais amores que tenhas vivido, nada se compara a este. Amor será sempre uma totalidade. E quando ama-se, ama-se então pela primeira vez. Pois a última não foi de fato amor. Apenas quando se ama, saberá que é o primeiro amor. Ou ainda, não o saberás. Mas dentre tantos relutentes sorrisos e afagos, vive-se de amor. Não de amor, somente amor. Mas certamente morre-se por ele.
E como dizer-se curado de algo que nem é uma pestilência?
Por mais doentio – com o perdão do sarcasmo – amor não é nem de longe maléfico. Dói, fere, corrompe e até destrói. Mas não é doença. Afinal, algo abstrato não pode causar dor. A não ser dor de amor. Esta sim, sem dúvidas dói.
E ainda tem quem o procure. Pra quê? Ele te encontra, uma hora ou outra. Ninguém consegue fugir. Uma hora ou outra estarás enfermo. Coração palpitante, suor frio, alucinações, falta de atenção, insônia, angústia... sintomas de mal de amor.
Mas no fim, não há porque buscar uma cura.
E todos sonham em viver isso.
E seja num beijo roubado, ou até naquele há meses planejado, lá vem ele e te arrebata. Ou até mesmo sem beijá-lo. Ora, pra que beijar? Sublime é amar, mesmo sem ser amado. É planejar uma vida a dois, quando se está sozinho. É se sentir íntimo, sem jamais ter lhe dado oi. É amar o que as ondas carregam no pôr-do-sol, e o que os ventos sepultam na areia.

E o mais sublime de tudo, é amar com todas as forças os seus primeiros amores, temendo que estes sejam os últimos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

PASSAtempo:

...E de repente, percebemos que tudo o que restou foram as lembranças de um tempo imaginário, uma era não-cronológica, onde os fatos não fazem sentido algum, e onde as promessas, por mais que sejam cumpridas, jamais saciam os desejos de uma terra sem leis. De repente, notamos que o tempo, arquiinimigo do amor, age impiedosamente, transformando-nos em peças atemporais, inúteis e talvez até descabidas, perante o jogo maior – que é a vida – onde não há um vencedor. Buscamos então, uma saída para nossas tormentas, e prometemos com todas as nossas forças não repetir o erro.
Mas passou-se o tempo de falsas injúrias.
Apelamos para a nossa imaginação fértil, e nossa índole desconjuntada em busca de um culpado para nossas aflições. Achamos sempre uma maneira de incriminar alguém por nossas tolices e desventuras.
Mas passou-se o tempo das calúnias.
Já é chegada a hora de enfrentar-se. Seja alter ego, superego ou bobagens à parte. Passou-se o tempo de fugir e abrigar-se no colo confiável de uma paixão inerte. Não basta estar vivo para admirar os louros de uma vitória; é preciso por a mão na massa mesmo, acreditar no que se está fazendo.
Nada durará para sempre, nem mesmo aquele sorriso verdadeiro, a lágrima outrora significante, a aurora de dias lúcidos (se estes existiram), a coragem de gritar e até mesmo o medo de arriscar. Tudo passa. Até a maior lembrança de uma tarde quente com os amigos, o beijo eternizado de um amor, as juras incabíveis de alguém desnorteado... tudo passa. Nascemos e tentamos viver da maneira mais sonhadora possível. Mas tudo começa com um prazo de validade e por mais que minhas ironias não sejam suficientemente boas, diria que vale a pena aproveitar a vida das maneiras erradas, achando que são as certas, e chorar com as decepções, afinal tudo que te aproxima da realidade é bem vindo.
No final do dia, até a nostalgia de bons momentos passa. E no sonho, durante a noite, enquanto nos reviramos em nossos lençóis, passam também flashbacks de tudo que gostaríamos de viver...nossos medos, vitórias, desejos íntimos, amores e desamores, mal de amores e dissabores.

Tudo nessa vida passa, e só nos resta o tempo, para saborear um novo amanhecer...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lição do Dia:

Aprendi com o tempo, a valorizar as coisas mais simples. Pouco a pouco, passei a desgostar declaradamente das pessoas. Tudo sempre pareceu tão insincero, que eu nem me culpo por isso.
Mentiras. Percebi que ninguém escapa delas. Uma hora ou outra você fica iludido por algo (ou alguém). O tempo é sempre uma incógnita. O que eu sei, é que mais cedo ou mais tarde o sonho acaba. Já acostumei com isso.
Não me acho sensacionalista nem radicalista. Mas até hoje, todos provaram que no fim, são sempre iguais.
Eu vivo um confronto dualista. Sou fugaz, ou até mesmo bipolar. Ame-me ou me odeie (acredite, no fundo não há diferença alguma).
Cultivo alguns amores. Alguns que amei, outros que ainda amo e uns que um dia amarei. Sou leviano de alma.
Aprendi com o tempo, a deixar meus desejos falarem mais alto. E o mais importante: aprendi a seguí-los. Apesar da insegurança (que faz parte), to aprendendo a viver. Aprendi a deixar meu corpo se entender com outros corpos, afinal os corpos se entendem, as almas não.
Sonho toda noite com um intenso beijo apaixonado (um beijo ainda não beijado).
Sou um canibal, já comi alguns corações.
Admito, já tive o meu coração em pedaços. Acho que já o colei, mas sabe como é, né? Quando se quebra algo, ele jamais volta a ser como era antes.
Eu quero voar (mas tenho medo de altura). Quero brilhar mais que as estrelas *-* . Quero te levar pra passear (A gente pode marcar um dia?). Alguém chame um médico, temos um caso de amor bipolar aqui – disse ele.
Não falarei sobre esse tal de amor. Acho que brigamos, e isto nunca ficou bem resolvido.
Aprendi que tudo tem seu preço (Hey, não estou à venda... mas tudo é negociável :P). Mas às vezes, o preço é alto demais.
Aprendi que nada é real. Ou será que é?
Bem, isso eu ainda não aprendi, mas nada faz muito sentido. As pessoas valorizam coisas tão superficiais...
Eu poderia dizer que consegui concertar o meu coração, enfim. Porém acho que isso também soaria insincero.
Aprendi a me virar sozinho. Um “não” não me fere mais como outrora feriu. Aprendi a me vingar, e aprendi que o jogo nunca para...
Se não acredita, pague pra ver.
Já vi relacionamentos estranhos demais pro meu estômago suportar, mas apesar disso também aprendi algumas coisas com eles:
Por exemplo, aprendi que sair sem o namorado pode causar uma grande briga (não me pergunte onde a CONFIANÇA entra nesta história), e que traição (ou traições) são sim, perdoáveis. Aprendi também que beleza não é tudo, mas que quando vemos alguém feio, nem deixamos ele dar oi. Aaaaahhhhh, e o mais importante: aprendi que dizer “Eu te Amo”, e “Oi” são sinônimos de mesma importância ^^.
(Depois as mulheres que são complicadas).
“Quando estou numa festa, eu fico infectado pelo som, o ritmo invade o meu corpo, e eu deliro” (Se isso for um sonho, POR FAVOR não me acorde).
Não, eu realmente não tive infância, e daí? U.u
Tantos por aí tiveram e são bem piores que eu...
Aprendi que não existe verdade absoluta, nem mentira contada pela metade. Diariamente passamos por cima de valores que um dia foram importantes.
A propósito, se eu pudesse matar pessoas com a mente, estaria preso pela eternidade g.g .
Aconteça o que for, aprendi com o tempo, que um beijo não beijado, e um amor não amado, podem ser incrivelmente inesquecíveis (L’

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As 7 cegueiras:

---Passou-se o tempo, e com ele surge o homem. Um ser capaz de raciocinar e também de enxergar. Era capaz de utilizar de sua inventividade para construir prédios, carros, computador, rádios, escadas, roupas e tudo mais que sustentasse suas necessidades. Este dom veio acompanhado de uma terrível maldição: Por mais que fosse capaz de construir as coisas com o suor do seu trabalho, começou a invejar a habilidade dos outros homens, que utilizavam suas habilidade e criatividade para fornecer demais benefícios desnecessários. Claro, o homem sabia que era capaz de fazer o que quisesse, mas não aceitava o fato de ter outros capazes de produzir mais que ele. Então, tudo passou da mais acomodada paz para uma eterna batalha de egos, onde ganharia aquele que conquistasse o maior território. Era capaz das mesmas proezas, o jogo era o mesmo, mas as cartas do oponente sempre pareceram mais interessantes...

---Esta luta jamais teve fim, e intediados de confrontarem-se, por perceber que nada mais ganhariam, iniciou-se um sentimento de ganância, onde o que mais valia no momento, não era apenas a vitória e sim o quanto ganhariam por ela. O problema não foi só este, acontece que quanto mais batalhas eram vencidas, mais confrontos o homem desejava ganhar, para assim aumentar seu império egocêntrico de falsa satisfação...

---Com tantas vitórias já conquistadas, o homem adquiriu diversos bens, e começou a consolidar sua fortaleza de egoísmo. Apesar de enxergar com perfeição, não abria mais os olhos suficientemente para perceber que tudo poderia se desvair por sua insolência. Riqueza e vitórias o satisfizeram durante muito tempo, mas sua necessidade de apego a elas o corrompeu. Nada poderia ser doado, emprestado... Era como se todo o luxo e poder fizesse parte de sua pútrida alma. Ele conquistou, ele dominará...

---Eis que após todo esse conforto, faltava-lhe a satisfação sexual. O toque carnal ao seu semelhante lhe fazia necessário. Apesar de dominar tudo ao seu redor, o homem não dominava as emoções. Quem dera tivesse aprendido a controlar o êxtase carnal. Uma pessoa não bastara. Era necessária a certeza de que era desejado. Foi fácil atingir seu ego. Abriu-se a brecha para um ponto fraco: O homem precisava de afeto, carinho, sexo. O amor jamais foi encontrado. A neblina da levianidade pairou e acizentou sua visão....

---Sabendo deste novo ponto fraco, o homem viu-se obrigado a encontrar um jeito de desviar sua atenção do pecado da carne. E encontrou. Apaixonou-se por seus próprios olhos, boca, nariz, braços, voz e tudo aquilo que lhe fizera humano. Passou a se auto-vangloriar e começou então o declínio ao seu interior. Seus únicos amantes eram o espelho e a superficialidade. Se achara o bálsamo mais valoroso e a brisa mais fria de uma noite quente. Não temia mais a derrota, apenas a solidão...

---Neste momento, o ódio arrebatou seus pensamentos. Ele foi avisado de que seu grande poder cairia perante seus olhos, mas infelizmente, após perceber sua cegueira, tornou-se tarde demais para notar que também não mais ouvia. Tudo era motivo para irritação: a falta de rivais, a insatisfação carnal, uma pequena ruga que agora avistava na testa, apesar de ter tido a certeza que ontem mesmo ela não estava ali. Culpou a outro, por cobiçar seu poder. Poder? O império humano começou a fraquejar, e sua grande capacidade de inventividade passou a sucumbir. O ódio o dominou, dominou seu raciocínio...

---Foi claro , que o homem sempre teve o poder de tomar decisões e atitudes. Rumou de acordo com o vento que quis. Infelizmente sentiu-se cansado de tentar, achou jamais ser possível amar alguém, e após um erro, conformou-se com a perda. Não achou útil sua presença e trancafiou-se dentro dele mesmo, fugindo de si e dos outros. Ignorou os olhares, e aceitou o engano. Perdeu a fé nos outros homens e passou a se achar feio. Não era mais necessário batalhar nem economizar feitos. Desistiu de odiar, de sorrir, de amar, e de sentir. Claro, o homem foi avisado de que um dia perderia tudo, mas estava ocupado demais, olhando pra si próprio.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Deep in my Soul

Então pense o que quiser, mas não posso mais fingir.
Sempre pensei que declarando o que eu sinto pra alguém,
Seria como perder as forças. Estar indefeso.
Mas não há como negar, sei que o seu sorriso pode pôr fim numa guerra que parecia eterna.
Por que fingir que está tudo igual?
Você é como um sonho, e sempre que você me olha, é como se o meu coração parasse.
Talvez seja fraqueza demonstrar o que se sente,
Mas eu não suporto a sensação de guardar isso só pra mim.
Porque contigo eu posso ser quem sou.
Porque basta o seu toque, e eu acreditarei no seu amor.
Porque por mais confuso que eu esteja,
Eu sei que dançaria eternamente em seus braços.
Se isso não é amor, então alguém me belisque!
Acho que ouvi o meu coração cantando,
Canções flutuantes de um doce novembro.
Se eu não consigo mais esconder de mim mesmo,
Acho que logo todos perceberão,
E isto já nem faz diferença,
Porque sei que por mais que minhas lágrimas tenham secado,
Você reanima toda a vida que eu sempre quis ter.
Eu sonhei com um tempo,
Que dançávamos na chuva, entregues à saudade.
Neste tempo, você era o meu guerreiro,
Minha espada e meu escudo,
Meu exército e meu alicerce,
Tudo que eu precisava.
Neste tempo, eu era os seus olhos,
A sua voz e a sua segurança,
Pois você jamais estaria sozinho.
Eu sonhei com um tempo,
Em que estávamos juntos, sem medo.
Tínhamos apenas um ao outro, mas isto era o suficiente.
Perdemos a vergonha, e ganhamos confiança.
Neste tempo, eu não tinha dúvidas,
Que sim, o amor existia.
E neste tempo, dentro da minha alma,
Se eu procurasse minuciosamente,
Poderia encontrar você lá...



...Eu tive o melhor tempo da minha vida,
E eu sei que devo isso a você!







You're deep in my soul, like a teenage dream...
The best dream of my life!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Diamantes:

Afinal, a vida é assim!
É quente e fria, ela dorme e acorda alvoroçada.
Briga e apazigua, sofre e geme em silêncio.
Trava inúmeras lutas sem desferir golpe algum.
Solene, serena, sincera.
Fulgaz, feroz, fatídica.
Ela gira, contorna, e retorce.
Confunde-nos, atormenta-nos e confunde mais ainda.
Está sempre espreitando.
E de nós,quer tirar o máximo proveito.
Choramos, sorrimos, fingimos e acolhemos.
Esta frágil taça que é a vida...
Refúgio da alma, brilho constante.
É um céu sempre estrelado, um rastro de cometa.
Não há dias nublados ou tempestuosos.
Afinal, o que são tempestades?
A vida não nos dá trégua,
É um fio dourado que nos interliga entre o Divino e o fraco.
E deste fio, surgem tantos outros, e mais, e mais...
No final, tudo não passa de um grande entrelaço de fios,
Comandados pelas mãos da Marionete que é o Destino.
Aquele que gela e que queima.
Que nos dá poder e virtudes.
Que nos derruba e acolhe novamente.
É o poder que faz o sol brilhar.
E a mesma força que faz com que a lua transcenda.
No final, Destino e Vida não passam de irmãos barulhentos,
Neuróticos, infames, justos (ou não).
Colocam-nos frente a frente com nossos medos e angústias.
Quando desejamos ser felizes, descarregam uma grande alegria
(E também uma enorme responsabilidade).
Mas felicidade, de fato.
Energia incondicional.
Costumamos chamar de Amor.
Mas afinal, a vida é assim!
Luta diária de bem-estar e paz.
(Porque ser feliz 'parado' não tem graça)
Estamos em constante movimento. Movimento de fuga.
Fugimos da tristeza para achar a felicidade.
E fugimos da felicidades para achar...uma felicidade maior ainda.
Doce veneno da ganância. Alimento cotidiano do Ego.
E dentre os laços e entrelaços que a vida nos propõe,
Esbarramos por vezes, com Diamantes.
Pessoas que nos mudam, nos aceitam, nos encorajam.
Afinal, é isso o que a vida espera da gente: Coragem.
E para isso, estes Diamantes nos fazem sorrir.
Mas também nos fazem chorar.
Porque a vida não é comodismo.
E o destino...ele se encarrega desta parte!