Escrito no dia 19.04.2012
"Peço desculpa pela sinceridade exagerada que fere e pela falta de atitude que desmotiva.
Sempre tive problemas com auto-estima, e mais ainda com alteração comportamental.
Algo em mim insiste em tentar mais uma vez, e prometer pra si mesmo que fará diferença.
Mas não faço.
Algo em mim tende a um lado corrompido. Fogo e espada se fundem.
Algo em mim morre, todo dia."
Eu tava tão acostumado a estar rodeado de pessoas (mesmo quando isso me repudiava), que agora não há multidão que os substitua. Acho que enfim eu consegui. Desejava tanto o afastamento que conquistei a solidão. Ter cuidado com o que se deseja é a lição do dia, afinal.
Eu não sei como e nem quando ao certo, mas parece que só agora realmente entendi o que é solidão. E o quanto ela te consome no silêncio. E justo agora que percebi que a presença das pessoas faz falta. Eu preciso ser questionado. Duvidar. Odiar. Apaixonar. O estilo auto-suficiente era objetivo único de vida. Agora não sei mais.
Acho que finalmente posso descrever a sensação da pista de dança: Me sinto abraçado por todos! Como uma droga que dá prazer momentâneo, eu desejei a eternidade da noite. Mas ela acabou. Como meu castelo de cartas. Desabaram. Ora, seria eu só mais um carente inconformado?
Um a um. Meus soldados morreram. Ou renunciaram. Tão rápido e letal que nem vi. Nem senti. Aconteceu. Como fluído intravenoso que primeiro anestesia a dor e depois frustra o sub-ataque interno. O vírus aglutinador dos sonhos. Sangue na pista de dança! - Gritou um. Terapia do singular. Sem guerreiros não há guerra afinal.
É tarde demais pra lembrar a falta que cada peão faz ao meu tabuleiro. E seria hipócrita dizer que eu mudaria as coisas se pudesse. Porque eu não mudaria. Só com a dor aprende-se a esquecer. E a dor acabou.
Eu não vejo mais motivos pra confessar os erros e aprendizados dessa pista de dança. A música acabou. As pessoas foram embora. Logo as luzes serão apagadas. É difícil acreditar que a minha festa termina assim. Mas velhos hábitos são sempre flamejantes.
Sentado neste canto onde o neon ainda ilumina os quadrados, eu vi um mundo todo passar sobre este chão. E agora eu não consigo mais levantar. Não tenho forças pro próximo round. W.O. ao esquecimento.
Nunca fui bom com despedidas, e praticamente disse tudo que tinha vontade. E mesmo aquilo que não foi fito foi memorável. Tudo, pela poesia que não teria fim...
...Mas afinal, como poetizar sem poeta?
segunda-feira, 30 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Corra Estrela Cadente, Corra!
" O pedido parecia muito simples, e a escolha a ser tomada mais ainda. Mesmo assim eu tremia, como na minha primeira vez. Relutava. Não é o tipo de coisa que se perde o medo com o passar do tempo. Passado e futuro te esmagam como verme. E presente não há -- A mutação é constante demais pra isso. E ainda que os livros insistam, nem todo conto de fadas tem final feliz. Eu sei. Só é difícil aceitar que amor não seja tudo. Porque deveria ser.
E como um poeta que tem suas palavras roubadas pelo acalanto da noite, corpo e alma brigaram. Romperam sua ligação jamais vista ou entendida. E eu, como amante inocente e sonhador, vi minhas estrelas despencarem sem luz. O beijo traidor da poesia vazia fez-se vivo. Fervoroso. As estações se embaralharam e o luar dormiu. Eternamente.
O adeus estava ali. Como sexo congênito. Vulgar. O fim era óbvio. Palavras sobravam. Sentidos anestesiavam. O abraço enfim fora recebido, como favor prestado e prazo findado. Sombra e luz ainda brigariam. Mas eu não estaria mais ali para assistir."
E como um poeta que tem suas palavras roubadas pelo acalanto da noite, corpo e alma brigaram. Romperam sua ligação jamais vista ou entendida. E eu, como amante inocente e sonhador, vi minhas estrelas despencarem sem luz. O beijo traidor da poesia vazia fez-se vivo. Fervoroso. As estações se embaralharam e o luar dormiu. Eternamente.
O adeus estava ali. Como sexo congênito. Vulgar. O fim era óbvio. Palavras sobravam. Sentidos anestesiavam. O abraço enfim fora recebido, como favor prestado e prazo findado. Sombra e luz ainda brigariam. Mas eu não estaria mais ali para assistir."
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Confissões de Uma Pista de Dança - A Quase Última Playlist do Dj (Prólogo Final):
Eu poderia ser melhor. Não sei onde, mas poderia. Faltou humildade pra diminuir esse poder visionário que carrego nas palavras. Faltou auto-estima pra combater as tolas adversões que todos se pegam refletindo. Corpo e alma poderiam se entender melhor, e eu poderia ser menos exigente comigo mesmo e com o resto do mundo. Poderia ter criticado menos e agido mais. Até diria que gripes e resfriados me afetariam mais constantemente, mas agradecer aos remédios que me curam não seria ruim.
Eu poderia ter sido menos romântico e utópico, e ter encarado a realidade sem pintá-la e bordá-la tanto. Mas poderia também esquecer da verdade, vez que outra, e fingir que o amor daria certo. Vai que desse mesmo?!
Não dá pra controlar tudo a sua volta, nem fazer com que as pessoas ajam de acordo com a sua vontade, quando você quiser. E tudo acontece rápido demais. No fim, os planos que você tanto bolou, podem não passar de empecilhos que ocuparam seu tempo.
Eu não fui tão corajoso quanto pensei, nem tão bonito, nem tão feio. A medida certa era o que importava. Nem a mais nem a menos. Optei por combater a hipocrisia (apesar de tê-la como cúmplice às vezes). Até tentei mudar o mundo, começando pelos seus habitantes. Mas às vezes me senti bom demais pra ser como os outros. Achava que fosse melhor. Sem tanto medos, preconceitos, futilidades. Foi aí que o tal de amor chegou pra me bater sem pena. Me atropelou e demoliu todas as razões que eu demorei tanto pra erguer, como carapaça.
Erguei-me novamente então.
Achei-me fraco demais pra combater o mundo lá fora. Não era tão belo quanto o espelho sussurrava timidamente, nem tão esperto. E tratando-se de um mundo onde as aparência são tudo, senti-me acuado.
Tão logo percebi que força e fraqueza são pontos de vista questionáveis. Nada é tão definitivo. Extremista. E goste ou não da minha beleza, inteligência, ironia, o mundo me fez assim para enfrentá-lo.
E eu sei que desapontamentos me derrubarão e sonhos podem não passar de miragens e me confundir, mas se eu devo ser diferente, o mundo terá que me bater com mais força da próxima vez.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Confissões de Uma Pista de Dança -- A Quase Última Playlist do Dj (Introdução) :
" Um sádico comportamento, quase sempre mal visto, não acelera a degradação de fato, e os pilares podem ruir antes mesmo de admitirmos que estamos fazendo tudo errado. Mas há quem ouse dizer (e eu de concordar), que cada dia passado sem uma gota de redenção certeira, porém verdadeira, corrói a vida toda, pouco a pouco. E o tempo passa. Desapercebido, sutil como uma febre exorbitante que nasce numa infecção adiposa, mas arrasador, como uma gangrena generalizada devido maus cuidados. E o tempo passa. Rápido demais pra que se perceba as inflamações assintomáticas do bom gosto. E logo vem a queda!
E só quando o caixão se fecha perpetuando a inutilidade cardíaca e dos demais mecanismos, é que aquele sorriso gratuito da infância, a ira desastrada da adolescência, e até porque não os problemas que parecem insolucionáveis da vida toda, soam saudosos e tão próximos... Mas eles também passam, e só o que resta é a culpa e o remorso da vida não vivida, e a saudade, que será carregada infinitamente como uma cruz em suas costas, enquanto as lembranças te açoitam, e a nostalgia prega seus membros, um a um, numa punição cármica, nem sempre merecida, mas coagida de um tempo quase apagado pela neblina do infernal arrependimento... Do qual você rezará (porque agora terá fé), pra que um dia acabe."
E só quando o caixão se fecha perpetuando a inutilidade cardíaca e dos demais mecanismos, é que aquele sorriso gratuito da infância, a ira desastrada da adolescência, e até porque não os problemas que parecem insolucionáveis da vida toda, soam saudosos e tão próximos... Mas eles também passam, e só o que resta é a culpa e o remorso da vida não vivida, e a saudade, que será carregada infinitamente como uma cruz em suas costas, enquanto as lembranças te açoitam, e a nostalgia prega seus membros, um a um, numa punição cármica, nem sempre merecida, mas coagida de um tempo quase apagado pela neblina do infernal arrependimento... Do qual você rezará (porque agora terá fé), pra que um dia acabe."
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Músicas pra Você, Verdades pra Mim:
Sempre foi difícil aceitar os fatos e tentar me entender. Parecia tão mais fácil fingir que os receios eram contos (embora tão reais e presentes) que logo eu me tornei aquela figura distante e vazia. Então eu sou o culpado, certo?
Eu nunca quis ser esse destruidor de corações. Mas de alguma forma aprendi muito com cada pedaço deles que carrego até hoje. Mas sempre como um imenso quebra-cabeça que falta uma peça. E outra. E mais uma... Cada lasca afetiva que mutilei levo comigo nos bolsos. E devo dizer, eles estão pesados.
Eu não sou vítima! De certa forma agradeço pelas hostilidades, afinal toda armadura antes de ser ideal, deve sofrer na moldura incandescente. E verdade seja dita, a vida não é fácil e ponto! E se fosse, onde ficaria a diversão? Eu só queria mesmo ter mais argumentos a meu favor. Menos contrapesos sabe?! Mas nesse julgamento eu já fui carta fora do baralho há muito tempo... A diferença do antes pro agora é que dessa vez eu sou aquela carta que guardamos na manga. O trunfo. O ultimato. A saída. E seja ela qual for, tenho que jogar com o que tenho: Sarcasmo Competitivo. Afinal de contas, o jogo é um liquidificador imperdoável.
Eu só queria que as coisas realmente fossem diferentes. Nada é como deveria ser, e isso me mata aos poucos. Tudo desencadeou uma série de acontecimentos (alguns já citados no decorrer do tempo), que fez com que eu me destruísse por completo, quando entendi que o errado sempre fui eu. Então o encrenqueiro morreu? Sabe-se lá né.
Em contrapartida, comecei a me remontar minuciosamente, com peças planejadas. A vida fez isso comigo. Aprendi por conta própria a controlar as emoções, evitando as fraquezas.
E eu podia ter me saído muito bem. Tudo daria certo, mas foi então que tudo aquilo que tu me disse me atropelou como uma irônica recordação: "Podemos até superar as falhas e lidar com os erros, mas mesmo que tentemos esconder, lá dentro, outra fraqueza nascerá só pra nos provar que não passamos de brinquedos... Eternamente inacabados."
Eu nunca quis ser esse destruidor de corações. Mas de alguma forma aprendi muito com cada pedaço deles que carrego até hoje. Mas sempre como um imenso quebra-cabeça que falta uma peça. E outra. E mais uma... Cada lasca afetiva que mutilei levo comigo nos bolsos. E devo dizer, eles estão pesados.
Eu não sou vítima! De certa forma agradeço pelas hostilidades, afinal toda armadura antes de ser ideal, deve sofrer na moldura incandescente. E verdade seja dita, a vida não é fácil e ponto! E se fosse, onde ficaria a diversão? Eu só queria mesmo ter mais argumentos a meu favor. Menos contrapesos sabe?! Mas nesse julgamento eu já fui carta fora do baralho há muito tempo... A diferença do antes pro agora é que dessa vez eu sou aquela carta que guardamos na manga. O trunfo. O ultimato. A saída. E seja ela qual for, tenho que jogar com o que tenho: Sarcasmo Competitivo. Afinal de contas, o jogo é um liquidificador imperdoável.
Eu só queria que as coisas realmente fossem diferentes. Nada é como deveria ser, e isso me mata aos poucos. Tudo desencadeou uma série de acontecimentos (alguns já citados no decorrer do tempo), que fez com que eu me destruísse por completo, quando entendi que o errado sempre fui eu. Então o encrenqueiro morreu? Sabe-se lá né.
Em contrapartida, comecei a me remontar minuciosamente, com peças planejadas. A vida fez isso comigo. Aprendi por conta própria a controlar as emoções, evitando as fraquezas.
E eu podia ter me saído muito bem. Tudo daria certo, mas foi então que tudo aquilo que tu me disse me atropelou como uma irônica recordação: "Podemos até superar as falhas e lidar com os erros, mas mesmo que tentemos esconder, lá dentro, outra fraqueza nascerá só pra nos provar que não passamos de brinquedos... Eternamente inacabados."
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Total Eclipse do Coração:
"Esse não é um conto convencional, e as luzes ou as trevas por vezes podem se confundir em meio a este labirinto de espelhos. Eu poderia fugir a tudo isso e fingir um novo mundo, mas eu sou um romântico insaciável, e minha fome pelo engano está envaidecida. Afinal, todos gostam de ser enganados. Desde a soberba mais lúdica, ao canto mais onipotente de exaltação divina. O engano está na verdade. Na mentira. Haja onde estiver, só quando se ama se constrói... Ou destrói. "
As escadas erguem-se sob o céu, e o ponto de partida é como as nuvens negras da tempestade que se aproximam. Pouco a pouco os ventos mandam a notícia da reviravolta. E dito e feito. Bem como sob o temporal, as histórias encharcaram minha alma de recordações recortadas de sonhos. Resgatas de um subconsciente privado. Atado. Mas ainda assim lá está ele. Despontando. Desregulando...
Perante o medo, eis a fraqueza. Nunca fui forte como bradei, nem tão puro quanto diriam, mas a culpa não se faz minha se eles idealizam minha vida em listras horizontais e anil. Afinal, o mito narrado em poesia constrói-se sobre qualquer direção. Mas o retoque do poeta só é dado de fato àquelas obras consideradas exuberantes. Viçosas. Peçonhentas. Bem como só costuramos os atos que foram partidos pela violenta tsunami do arrependimento.
Agora pare o mundo! Ouça as preces com atenção. Cante sobre a melodia. Arranjo. Sinfonia. Permita-se escutar. O vai e vem de traições e amarguras é que movimenta os contos. Ninguém consegue ser de verdade, então descansemos na pele açucarada da primavera. Banquete matinal da inveja.
Toda história carece de bons ruídos. Veracidade. O perfume que inconscientemente revela traços de personalidade... E toda essa baboseira só faz sentido porque é o que queremos tragar. Engolir. E lá estão todos, esperando uma intervenção divina. Mas ela não chegará.
Do holofote das passarelas à penumbra gelada do cemitério. Basta um passo. A escolha equivocada. "Então grite, mude." - disse ele. Mas a mudança não chega. Ainda que eu pudesse (e posso) evitar, meu conto se conta sozinho. Não é da minha mente que sai. Nem do total eclipse que é meu coração. Porém, palavras fundamentadas em anseios descrevem uma vida. Bastaria pouco mais que 3 minutos, como uma canção, pra eu te convencer das nossas semelhanças (e extremas diferenças).
E o truque é muito simples. Não é magia ou milagre. Basta voltar ao início do labirinto, quando os espelhos pareciam inteiros e reluzentes. O problema são as batalhas alvoroçadas. As palavras ditas sem querer dizer. A falta de desejo me entristece. A aparente saciedade e o conformismo. De fato, a falta de vontade não construirá vidas ou mortes. Mas certamente fará perpetuar a prisão que nos rodeia. Os muros intransponíveis. A vergonha que temos de ser de verdade. E essa prisão sim, chegará.
E da prisão à liberdade, pouco se diferencia, quando dia-a-dia passamos a viver menos, e ainda digo mais, nos importamos às pampas com extremo orgulho, e a morte vem em ondas. Orgulho assassino. E nem de morte morrida ou morte matada cito e destaco. Trata-se de morte encomendada. Aguardada. Porque quando sorri, vê-se uma brecha na aurora e bons dias enfim chegam. Aahhh dia bom!
E tic tac, big bang. As músicas perderam os nomes, e as batidas se depararam com uma fixação maluca de ausência poética...
Mas cá pra nós, joguem suas palavras e cuspam seus versos. Uma dia serei poeta e mostrarei o quão entorpecidos estávamos quando prometemos amor eterno. Eterno não passa de uma passagem de tempo inconsistente demais para que nossa coragem admita que é um risco. Risco esse que vale todos esses poemas... Ou não?!
Aaahh ironia agridoce, faz meu corpo todo destilar prazer numa história de boa tarde. Vizinhança venenosa de artistas e soldados.
PS * Quando o sol morrer, venha dormir no aconchego do meu coração traidor.
** Título em homenagem à Bonnie Tyler **
As escadas erguem-se sob o céu, e o ponto de partida é como as nuvens negras da tempestade que se aproximam. Pouco a pouco os ventos mandam a notícia da reviravolta. E dito e feito. Bem como sob o temporal, as histórias encharcaram minha alma de recordações recortadas de sonhos. Resgatas de um subconsciente privado. Atado. Mas ainda assim lá está ele. Despontando. Desregulando...
Perante o medo, eis a fraqueza. Nunca fui forte como bradei, nem tão puro quanto diriam, mas a culpa não se faz minha se eles idealizam minha vida em listras horizontais e anil. Afinal, o mito narrado em poesia constrói-se sobre qualquer direção. Mas o retoque do poeta só é dado de fato àquelas obras consideradas exuberantes. Viçosas. Peçonhentas. Bem como só costuramos os atos que foram partidos pela violenta tsunami do arrependimento.
Agora pare o mundo! Ouça as preces com atenção. Cante sobre a melodia. Arranjo. Sinfonia. Permita-se escutar. O vai e vem de traições e amarguras é que movimenta os contos. Ninguém consegue ser de verdade, então descansemos na pele açucarada da primavera. Banquete matinal da inveja.
Toda história carece de bons ruídos. Veracidade. O perfume que inconscientemente revela traços de personalidade... E toda essa baboseira só faz sentido porque é o que queremos tragar. Engolir. E lá estão todos, esperando uma intervenção divina. Mas ela não chegará.
Do holofote das passarelas à penumbra gelada do cemitério. Basta um passo. A escolha equivocada. "Então grite, mude." - disse ele. Mas a mudança não chega. Ainda que eu pudesse (e posso) evitar, meu conto se conta sozinho. Não é da minha mente que sai. Nem do total eclipse que é meu coração. Porém, palavras fundamentadas em anseios descrevem uma vida. Bastaria pouco mais que 3 minutos, como uma canção, pra eu te convencer das nossas semelhanças (e extremas diferenças).
E o truque é muito simples. Não é magia ou milagre. Basta voltar ao início do labirinto, quando os espelhos pareciam inteiros e reluzentes. O problema são as batalhas alvoroçadas. As palavras ditas sem querer dizer. A falta de desejo me entristece. A aparente saciedade e o conformismo. De fato, a falta de vontade não construirá vidas ou mortes. Mas certamente fará perpetuar a prisão que nos rodeia. Os muros intransponíveis. A vergonha que temos de ser de verdade. E essa prisão sim, chegará.
E da prisão à liberdade, pouco se diferencia, quando dia-a-dia passamos a viver menos, e ainda digo mais, nos importamos às pampas com extremo orgulho, e a morte vem em ondas. Orgulho assassino. E nem de morte morrida ou morte matada cito e destaco. Trata-se de morte encomendada. Aguardada. Porque quando sorri, vê-se uma brecha na aurora e bons dias enfim chegam. Aahhh dia bom!
E tic tac, big bang. As músicas perderam os nomes, e as batidas se depararam com uma fixação maluca de ausência poética...
Mas cá pra nós, joguem suas palavras e cuspam seus versos. Uma dia serei poeta e mostrarei o quão entorpecidos estávamos quando prometemos amor eterno. Eterno não passa de uma passagem de tempo inconsistente demais para que nossa coragem admita que é um risco. Risco esse que vale todos esses poemas... Ou não?!
Aaahh ironia agridoce, faz meu corpo todo destilar prazer numa história de boa tarde. Vizinhança venenosa de artistas e soldados.
PS * Quando o sol morrer, venha dormir no aconchego do meu coração traidor.
** Título em homenagem à Bonnie Tyler **
terça-feira, 27 de março de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Toda Vida Começa na Primeira Viagem:
Toda alma é viajante. Cheia de sonhos, enganos, pesadelos. Bastaria um bom dia florido e tudo ficaria bem.
A viagem começa dentro de mim. Eis o passeio solitário, um 'olá' à vizinhança obscura das nossas ideologias. Quando menos se espera, lá está ele. Um tal pudor que antes adormecia. E como defesa única, claro, o ego. Nossa carapaça intransigente, eclíptica. Bem vindo ao ponto de partida.
Toda viagem, para que seja verdadeira, precisa de um passaporte notório. Aquele motivo incolor. Não basta os 'quês' e a 'quem'. Precisamos daquele 'porque' mesmo! E toda trajetória estará fadada ao fracasso, caso não esteja pronto a desafiar-se por completo.
Dentro em nós os sonhos são erguidos como arranha-céus dentre a virulenta hospedagem dos medos. Cá em nós, as esperanças abrigam bondosamente raios solares, mesmo com tudo batendo e gritando freneticamente - Fervilhando. Ainda assim, guardamos um espacinho especial para a fé.
E lá longe, no horizonte inesperado, a orquestra não pára. A sinfonia reluz as catedrais do meu coração. Bastaria então que tais músicos vestindo preto e ouro perdessem pouco de sua fé para que o arranjo perfeito de suas eiras e beiras transformassem-se num ruído apaixonante de canção fúnebre.
Aaahhh som de despedida! Desapeguei tantos nomes de sobrenomes e sobrepus tantas mentiras pra evitar que a dor se alastrasse... Eis o enterro dos heróis pela alma.
Ainda hoje as cicatrizes esternas refletem o alvoroço do meu sangue. A viagem já ultrapassara sua metade. Era hora de decisões em fogo de brasa. Mas a dor parecia forte demais. Ainda agora, ao reler meu conto, meus olhos enchem-se de lembranças mórbidas e recordações varridas do espírito. Refuga a felicidade e relembre os velhos tempos - disse. Os ventos de prata que faziam meu cabelo brilhar e meus joelhos tremerem... Amor sem dor é como roleta russa sem balas, afinal.
Toda viagem deve ser solitária. Em tal rua abandonada pelo crepúsculo das histórias que não se contam em livros, o vi despedir-se. Nada é fácil tratando-se de fim. Novo início. Novo adeus... Apenas uma noite nos separou da eternidade.
E mesmo agora que vejo a viagem chegando ao seu fim, não consigo mais parar. De que adianta felicidade solitária, afinal?
Mas toda viagem se faz necessária quando se precisa encontrar respostas. E mesmo que eu não as tenha, sei que cada fuga motivada pelos motivos mais fúteis e imperdoáveis será lembrada como início do desapego.
Agora, dentre todos estes túmulos que rodeiam a verdade, vejo que em cada um deles sepultei parte da minha vida.
Um a um os heróis tornaram-se vilões e as estrelas receberam seus próprios céus. Meus amores foram mutilados em sanguinário grito desesperado de liberdade. Minha infância fora inflamada num córrego maldito de hiperresponsabilidades. Meu caráter posto à prova em dilacerações físicas, escanteamento natural e gosto duvidoso por entorpecentes -- Pra mim, anestésicos da realidade. Da verdade... E meu talento enfim engulido em drama e abandono.
Talvez nem toda viagem necessite ser uma trégua alcançada numa tarde de outono, perante o pôr-do-sol naquele lugarzinho donde hei de descansar... Mas na certa toda viagem é uma guerra findada e um acordo perpétuo de novos confrontos que nascerão, viverão e morrerão.
Como que uma gaivota que leva consigo os ventos do sul ao norte, sem ofensas, sem segundas intenções.
Apenas uma viagem solitária.
A viagem começa dentro de mim. Eis o passeio solitário, um 'olá' à vizinhança obscura das nossas ideologias. Quando menos se espera, lá está ele. Um tal pudor que antes adormecia. E como defesa única, claro, o ego. Nossa carapaça intransigente, eclíptica. Bem vindo ao ponto de partida.
Toda viagem, para que seja verdadeira, precisa de um passaporte notório. Aquele motivo incolor. Não basta os 'quês' e a 'quem'. Precisamos daquele 'porque' mesmo! E toda trajetória estará fadada ao fracasso, caso não esteja pronto a desafiar-se por completo.
Dentro em nós os sonhos são erguidos como arranha-céus dentre a virulenta hospedagem dos medos. Cá em nós, as esperanças abrigam bondosamente raios solares, mesmo com tudo batendo e gritando freneticamente - Fervilhando. Ainda assim, guardamos um espacinho especial para a fé.
E lá longe, no horizonte inesperado, a orquestra não pára. A sinfonia reluz as catedrais do meu coração. Bastaria então que tais músicos vestindo preto e ouro perdessem pouco de sua fé para que o arranjo perfeito de suas eiras e beiras transformassem-se num ruído apaixonante de canção fúnebre.
Aaahhh som de despedida! Desapeguei tantos nomes de sobrenomes e sobrepus tantas mentiras pra evitar que a dor se alastrasse... Eis o enterro dos heróis pela alma.
Ainda hoje as cicatrizes esternas refletem o alvoroço do meu sangue. A viagem já ultrapassara sua metade. Era hora de decisões em fogo de brasa. Mas a dor parecia forte demais. Ainda agora, ao reler meu conto, meus olhos enchem-se de lembranças mórbidas e recordações varridas do espírito. Refuga a felicidade e relembre os velhos tempos - disse. Os ventos de prata que faziam meu cabelo brilhar e meus joelhos tremerem... Amor sem dor é como roleta russa sem balas, afinal.
Toda viagem deve ser solitária. Em tal rua abandonada pelo crepúsculo das histórias que não se contam em livros, o vi despedir-se. Nada é fácil tratando-se de fim. Novo início. Novo adeus... Apenas uma noite nos separou da eternidade.
E mesmo agora que vejo a viagem chegando ao seu fim, não consigo mais parar. De que adianta felicidade solitária, afinal?
Mas toda viagem se faz necessária quando se precisa encontrar respostas. E mesmo que eu não as tenha, sei que cada fuga motivada pelos motivos mais fúteis e imperdoáveis será lembrada como início do desapego.
Agora, dentre todos estes túmulos que rodeiam a verdade, vejo que em cada um deles sepultei parte da minha vida.
Um a um os heróis tornaram-se vilões e as estrelas receberam seus próprios céus. Meus amores foram mutilados em sanguinário grito desesperado de liberdade. Minha infância fora inflamada num córrego maldito de hiperresponsabilidades. Meu caráter posto à prova em dilacerações físicas, escanteamento natural e gosto duvidoso por entorpecentes -- Pra mim, anestésicos da realidade. Da verdade... E meu talento enfim engulido em drama e abandono.
Talvez nem toda viagem necessite ser uma trégua alcançada numa tarde de outono, perante o pôr-do-sol naquele lugarzinho donde hei de descansar... Mas na certa toda viagem é uma guerra findada e um acordo perpétuo de novos confrontos que nascerão, viverão e morrerão.
Como que uma gaivota que leva consigo os ventos do sul ao norte, sem ofensas, sem segundas intenções.
Apenas uma viagem solitária.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- E Então os Olhos Negros do Destino se Fixaram... Em mim:
Toda verdade é sustentada por ilusões e mentiras. Equívocos emocionais, e até porque não, racionais. Razão e emoção confrontam seus demônios constantemente, e só o que sobra destas faíscas pode concretizar nossa realidade. Logo, encarar seus defeitos e aprender a lidar com eles nos aproxima enfim da verdade. Da autenticidade. Porque não há nada mais verídicos do que um cósmico e platônico jogo de mentiras.
E como não sabemos lidar com a verdade, estipulamos mentirar pra criar uma nova realidade. A nossa verdade. Idealizamos utopias e as transportamos para nossa vida. Nosso dia-a-dia... E se há morte, há vida.
A imaginação é a grande culpada. Nos permite sonhar com o pretexto perfeito. Mas não há nada de errado em viver nesta fuga. O único problema é acordar. Viver a droga da verdade, sem purpurina, sem molduras, sem mais... Apenas a verdade, crua e sem pinceladas amigas.
E então quando decidimos espantar os elos com a realidade, de uma vez por todas, ainda deixamos ganchos soltos aleatoriamente. Uma chance mais de resgatar a sanidade perdida e parar de brincar de casinha... um dia. Eis a tesoura necessária pra desligar os entrelaços afetivos entre a mentira e a força. Nosso ultimato!
E existe a possibilidade de permitir um acesso mais a fundo. Uma exploração a finco dos nossos desejos de meia noite. Mas seria ousado demais. Então só o álcool e o sangue que brota pela nossa ira e desespero, podem ser nossos remédios. Nossa toxina necessária, que enche de remorso a sensatez fúcsia. Eis então que a nuvem paira novamente sobre nossos ombros e parece sugar nossa perspicácia como um todo. Logo nos torna 'desconvictos' e barulhentos. Gritamos no silêncio da alma pra que ninguém escute os lamentos.
Enterramos nossos heróis impiedosamente e jogamos os brinquedos velhos pela janela, fingindo uma maturidade ainda não adquirida. Nem as mentiras sustentam mais o ego ferido pelo abandono, mas ainda assim continuamos. Insistimos. O engano consome tudo. Todos os tempos. O tempo todo.
Não. Não há nada de errado em construir um mundo mais afável. Menos necessitado. Não há nada de ruim em consertar os sonhos em neve e fogo. Mas os erros sempre retornam, e por mais que eu fuja, os olhos tempestuosos e implacáveis do destino sempre estarão fixados... Em mim.
E como não sabemos lidar com a verdade, estipulamos mentirar pra criar uma nova realidade. A nossa verdade. Idealizamos utopias e as transportamos para nossa vida. Nosso dia-a-dia... E se há morte, há vida.
A imaginação é a grande culpada. Nos permite sonhar com o pretexto perfeito. Mas não há nada de errado em viver nesta fuga. O único problema é acordar. Viver a droga da verdade, sem purpurina, sem molduras, sem mais... Apenas a verdade, crua e sem pinceladas amigas.
E então quando decidimos espantar os elos com a realidade, de uma vez por todas, ainda deixamos ganchos soltos aleatoriamente. Uma chance mais de resgatar a sanidade perdida e parar de brincar de casinha... um dia. Eis a tesoura necessária pra desligar os entrelaços afetivos entre a mentira e a força. Nosso ultimato!
E existe a possibilidade de permitir um acesso mais a fundo. Uma exploração a finco dos nossos desejos de meia noite. Mas seria ousado demais. Então só o álcool e o sangue que brota pela nossa ira e desespero, podem ser nossos remédios. Nossa toxina necessária, que enche de remorso a sensatez fúcsia. Eis então que a nuvem paira novamente sobre nossos ombros e parece sugar nossa perspicácia como um todo. Logo nos torna 'desconvictos' e barulhentos. Gritamos no silêncio da alma pra que ninguém escute os lamentos.
Enterramos nossos heróis impiedosamente e jogamos os brinquedos velhos pela janela, fingindo uma maturidade ainda não adquirida. Nem as mentiras sustentam mais o ego ferido pelo abandono, mas ainda assim continuamos. Insistimos. O engano consome tudo. Todos os tempos. O tempo todo.
Não. Não há nada de errado em construir um mundo mais afável. Menos necessitado. Não há nada de ruim em consertar os sonhos em neve e fogo. Mas os erros sempre retornam, e por mais que eu fuja, os olhos tempestuosos e implacáveis do destino sempre estarão fixados... Em mim.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- À Prova de Balas:
Todo amor tem tendência sadomasoquista, além da megalomania já conhecida. E não é uma fugacidade apática ou um tesão passageiro (bem, às vezes é). Mas é como se gostássemos de sentir aquela dor despudorada de ciúmes. Gelar com aquela palavra que entala na garganta. Chorar de ódio. E ainda por cima, delirar automaticamente quando ouvimos aquela balada estilo 'someone like you' ou ainda 'speechless'.
Não há nada de errado em se entregar. Até para aqueles mais introvertidos (cof cof). Mas é melhor saber que amar é como uma guerra. Um confronto dualista. Esgrimas como serpentes e tapa de pelica como aconchego. E digo mais: Em qualquer outra guerra eu seria o herói...
Eu vivi a música. Deixei que falasse. Ouvi. Deixei que beijasse. Conti. Eu vivi a música. Deixei que brigasse. Sorri. Pediu que perdoasse. O fiz. Eu vivi a música. Chorou, esperneou, bateu e fingiu. Eu li, reli e li novamente minha música como testamento de paixão fiel. Nós fomos a música. Ingeriu e cuspiu. Eu limpei, reatei. Deixei que questionasse. Questionei ainda mais. Eu vivi a música. Alinhei o fim e transformei-o em reinício. Apaixonou de novo. Mas eu morri pela música.
E como prova de que ainda há muito a ser dito e recordado, acorrentei minha mente nesta ideia fixa: O amor é auto-destrutivo. Arma voraz, vil, sutil, aglutinadora. Rompe com a paz e desperta milhões de fúrias titânicas. Não dá pra lidar com ele... Mas admito que gosto desse lance de morde e assopra.
Eu gostaria que ele não passasse de utopia, invenção. Um mito. Superstição. Talvez até seja. No sentido figurado, aquela história de uma mentira contada tantas vezes que torna-se verdade parece se aplicar perfeitamente.
Se é real ou não, não há certeza. Mas desconfio de que a psicologia possa explicar. Amar é como a fé: Atamos nossa esperança em algo insólito, considerado divino e onipotente, e mergulhamos neste anseio. Afinal, deve haver algo mais poderoso do que as nossas burrices. Algo a que culpar pelas aparentes injustiças. Tem que haver algo que nos dê esperança do glorioso. Quem não quer um pedaço do paraíso? Nirvana. Orgasmo Eterno. Paz.
E crer ou não neste objeto de dor e prazer, não cabe a nós. É irrelevante. Bem como desacreditar.
E por mais que tu gostes ou não, eu continuarei aqui. Inalcançável. Imaturo e vestindo as velhas armaduras. Não é com você ... É assim como todos.
Morda-me e arranque meu pedaço no paraíso.
Não há nada de errado em se entregar. Até para aqueles mais introvertidos (cof cof). Mas é melhor saber que amar é como uma guerra. Um confronto dualista. Esgrimas como serpentes e tapa de pelica como aconchego. E digo mais: Em qualquer outra guerra eu seria o herói...
Eu vivi a música. Deixei que falasse. Ouvi. Deixei que beijasse. Conti. Eu vivi a música. Deixei que brigasse. Sorri. Pediu que perdoasse. O fiz. Eu vivi a música. Chorou, esperneou, bateu e fingiu. Eu li, reli e li novamente minha música como testamento de paixão fiel. Nós fomos a música. Ingeriu e cuspiu. Eu limpei, reatei. Deixei que questionasse. Questionei ainda mais. Eu vivi a música. Alinhei o fim e transformei-o em reinício. Apaixonou de novo. Mas eu morri pela música.
E como prova de que ainda há muito a ser dito e recordado, acorrentei minha mente nesta ideia fixa: O amor é auto-destrutivo. Arma voraz, vil, sutil, aglutinadora. Rompe com a paz e desperta milhões de fúrias titânicas. Não dá pra lidar com ele... Mas admito que gosto desse lance de morde e assopra.
Eu gostaria que ele não passasse de utopia, invenção. Um mito. Superstição. Talvez até seja. No sentido figurado, aquela história de uma mentira contada tantas vezes que torna-se verdade parece se aplicar perfeitamente.
Se é real ou não, não há certeza. Mas desconfio de que a psicologia possa explicar. Amar é como a fé: Atamos nossa esperança em algo insólito, considerado divino e onipotente, e mergulhamos neste anseio. Afinal, deve haver algo mais poderoso do que as nossas burrices. Algo a que culpar pelas aparentes injustiças. Tem que haver algo que nos dê esperança do glorioso. Quem não quer um pedaço do paraíso? Nirvana. Orgasmo Eterno. Paz.
E crer ou não neste objeto de dor e prazer, não cabe a nós. É irrelevante. Bem como desacreditar.
E por mais que tu gostes ou não, eu continuarei aqui. Inalcançável. Imaturo e vestindo as velhas armaduras. Não é com você ... É assim como todos.
Morda-me e arranque meu pedaço no paraíso.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Entregue-se ao meu Romance:
Eu rabisquei a folha. Pus minha raiva e agressividade estampando tal página com dezenas de palavras desconexas. Nada fazia sentido, mas assim como a vida, basta pegar alguns fatos destacados e fazer sua releitura pessoal sobre. E o sentido será encontrado. Arte é uma questão individual de ponto de vista. Talvez eu não seja um artista. Acho realmente que sou só um guri problemático que expõe suas críticas e conflitos em forma de poesia. Afinal, enquanto as rimas se formam, ou se afastam violentamente, eu consigo relatar, criar ou ainda adaptar um mundo à minha visão.
E foi assim que começou. Com um rabisco. Palavras inocentes, enroladas. Então um grito: Eu renego o amor! Desafio-o para uma prova real. E talvez duvidando, fui me apaixonando, e amando... E agora o faço demasiadamente presente. Ele pode ser coisa inventada pelo bicho homem, mas o fato é que seu conceito gera a maior parte das reivindicações. Amarguras e questionamentos. E cá pra nós, não há nada mais piegas que amar, né?!
Peço desculpa aos grandes poetas, mas eu não to aqui pra escrever romances. Eu redijo sentimentos - e a falta deles. Me dê um quadro e eu o pintarei com meus versos. Mas se por acaso romances surgirem, não me culpem pois sou um megalomaníaco fleumático, desvendo os medos nos olhos e as saudades pelos fios de cabelo. Faça-me seu amante.
E é assim que boas histórias nascem. Com traços inertes, despreocupados. Despretensiosos. Desculpa, mas não dá pra suportar a hipocrisia de relações montadas. Estagnadas num modismo e comodismo perpétuo do qual a sociedade está impregnada. Vendemos amor por sexo. E qual o preço da felicidade?
Nada pessoa, mas minhas palavras fluem como combustível, e eu voo alto. Tô cansado de toda essa droga de estampa. Por que não dá pra ser honesto hoje? Honesto consigo próprio. Chega dessa crítica e cobrança abusiva. Eu não vou mudar meu cabelo mal penteado, minhas roupas rasgadas (ou meu gosto duvidoso por loiras) por causa de gente que sustenta o ego de uma Igreja com profanação e mentiras. Engulam seus próprios demônios e admirem-os pelo espelho.
Eu não to dizendo que sou bom. Pelo contrário. Mas eu aprendi a lidar com a solidão, e sei que até nos dias que mais odeia a vida, ainda assim haverão certos Diamantezinhos que me apoiarão, ainda que eu nadasse em futilidade, ainda que eu beijasse alguém 'proibido pelo mundo', ainda que eu chorasse até perder as foras, ainda que eu desistisse... Eu só quero um pouco de fantasia, enfim.
Sem poemas. Sem pássaros. Sem pôr-do-sol. Tudo acabou.
Murchou. Teceu. No dia em que partiu.
Eu até cataria todos os cacos que me fazem sangrar, mas é tarde.
Nem as poesias me salvariam.
Mas eu tentei ser de verdade!
Transformei romance em história,
Início em fim,
Medo em força
E sonho em conto.
Faça uma mágica em mim.
E foi assim que começou. Com um rabisco. Palavras inocentes, enroladas. Então um grito: Eu renego o amor! Desafio-o para uma prova real. E talvez duvidando, fui me apaixonando, e amando... E agora o faço demasiadamente presente. Ele pode ser coisa inventada pelo bicho homem, mas o fato é que seu conceito gera a maior parte das reivindicações. Amarguras e questionamentos. E cá pra nós, não há nada mais piegas que amar, né?!
Peço desculpa aos grandes poetas, mas eu não to aqui pra escrever romances. Eu redijo sentimentos - e a falta deles. Me dê um quadro e eu o pintarei com meus versos. Mas se por acaso romances surgirem, não me culpem pois sou um megalomaníaco fleumático, desvendo os medos nos olhos e as saudades pelos fios de cabelo. Faça-me seu amante.
E é assim que boas histórias nascem. Com traços inertes, despreocupados. Despretensiosos. Desculpa, mas não dá pra suportar a hipocrisia de relações montadas. Estagnadas num modismo e comodismo perpétuo do qual a sociedade está impregnada. Vendemos amor por sexo. E qual o preço da felicidade?
Nada pessoa, mas minhas palavras fluem como combustível, e eu voo alto. Tô cansado de toda essa droga de estampa. Por que não dá pra ser honesto hoje? Honesto consigo próprio. Chega dessa crítica e cobrança abusiva. Eu não vou mudar meu cabelo mal penteado, minhas roupas rasgadas (ou meu gosto duvidoso por loiras) por causa de gente que sustenta o ego de uma Igreja com profanação e mentiras. Engulam seus próprios demônios e admirem-os pelo espelho.
Eu não to dizendo que sou bom. Pelo contrário. Mas eu aprendi a lidar com a solidão, e sei que até nos dias que mais odeia a vida, ainda assim haverão certos Diamantezinhos que me apoiarão, ainda que eu nadasse em futilidade, ainda que eu beijasse alguém 'proibido pelo mundo', ainda que eu chorasse até perder as foras, ainda que eu desistisse... Eu só quero um pouco de fantasia, enfim.
Sem poemas. Sem pássaros. Sem pôr-do-sol. Tudo acabou.
Murchou. Teceu. No dia em que partiu.
Eu até cataria todos os cacos que me fazem sangrar, mas é tarde.
Nem as poesias me salvariam.
Mas eu tentei ser de verdade!
Transformei romance em história,
Início em fim,
Medo em força
E sonho em conto.
Faça uma mágica em mim.
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