segunda-feira, 13 de junho de 2011

Canção de Ninar - Parte 2:

A menina da Íris Cor-deRosa, sempre sentiu-se incompleta. De uma maneira que nem ela mesma conseguia explicar, ela sentia-se sozinha e deslocada. Aos poucos, foi percebendo que todas as pessoas tinham seu preço. Mas ela resolveu que as pagaria com amor.

A jovem, questionadora por natureza, era uma artista. Insipirava-se nas mais longelíneas sensações, e assim escrevia. Seu amor pelas palavras era o único a qual ela considerava verdadeiro.

Quieta, de longe observava tudo, e assim tornou-se uma coadjuante na sua própria história de vida. Mal lembravam de seu nome, mas ela não se importava, afinal ela também não o conhecia. A menina que tinha a Íris Cor-de-Rosa como uma violeta selvagem, acolheu-se na luz das estrelas. Vez que outra, era possível pegá-la deitada, observando os céus. Por diversas vezes, viu o sol transformar-se em lua.

Era uma garota de sorriso brando e pela macia e aconchegante. Sua mãe dizia que ela sempre teria seu colo, para afagar-se.

Numa tarde de outono, a jovem recebeu a notícia que mudaria sua vida: Sua família havia morrido num trágico acidente, na qual ela jamais saberia detalhes, afinal após ouvir as palavras "eu lamento", ela correu. A menina correu para nunca mais voltar.

Após sepultar seu último sorriso arrastado por um mar de lágrimas, a menina pode ver no horizonte, um lindo unicórnio branco. Ela sorriu pela última vez.

Sentada na grama de lugar nenhum, onde as brisas pairavam sobre as folhas de cerejeiras que ali perpetuavam há décadas, a garota ficou. Tentava resgatar na memória algum bom momento, para alegrar-se. Não lembrou de nada. Só no que pensava, era que sua mãe havia lhe prometido companhia para sempre. Mas o para sempre foi um para sempre pela metade.

A menina da Íris Cor-deRosa levantou e correu. Correu como se soubesse onde deveria ir. Correu tanto que perdeu o rumo ( ou talvez o encontrou)...

Ao abrir a porta, viu o menino Coração de Leão com os pulsos mutilados e alma vazia. Os pulsos ela pôde curar, mas a alma dele estava longe demais a esta altura...

Passado o episódio, a menina sentia imenso orgulho do jovem Coração de Leão, e toda noite contemplava as estrelas e pescava novas esperanças.

Embreagada no êxtase das palavras, a menina não parou de escrever. Viu nas folhas que virava, um eterno refúgio, e assim mergulhou com todas suas forças. Foi o preço que ela tinha que pagar.

No dia seguinte, a menina havia desaparecido. À noite, duas estrelas brilhavam em seu apogeu, e um livro estava sob o tronco das Cerejeiras. Nele estava gravado o seguinte Epílogo:

" O Menino Coração de Leão e a Menina da Íris Cor-de-Rosa, uma Canção de Ninar".






Os Astros, brilhariam, enfim, juntos para sempre.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Canção de Ninar:

Desolado. Decepcionado com a insensibilidade e fugacidade humana, o jovem Coração de Leão planejou pôr fim à sua existência. Preferia a morte à uma vida sem amor.

Quando criança, sua mãe lhe disse que ele nasceu para ser um astro. Ela não se referia à fama, e isso ele logo percebeu.

Durante sua vida, ele foi discriminado e agredido. Não o aceitavam do jeito que ele era. Coitado, ele não compreendia tanta raiva. Era tão ingênuo, que soava como fraco.

O menino Coração de Leão estava sozinho. Chegou a pensar em mudar e fingir ser outro. Mas não conseguiu. Ele tinha coração. O doce menino aterrado em seu maior pesadelo. As pessoas o acusavam, xingavam e até o excluíam. Ele passou a se sentir estranho. Um monstro! Olhava-se no espelho durante horas e chorava, sem entender o que havia de errado consigo.

Certo dia, resolveu arrancar da sua alma o que todos diziam ser tão ruim. O jovem Coração de Leão com um punhal em mãos e o pulso mutilado, viu as luzes virarem sombras. Por sorte (ou talvez destino), foi salvo rapidamente pela menina da Íris Cor-de-Rosa.

Passado este episódio, o garoto juntou forças e resolveu seguir em frente, após muito esbravejar culpando sua mãe de tê-lo iludido com falsas esperanças.

Ele estava decidido a rebelar-se contra todos. Não aguentava mais ser discriminado. Porém numa noite, acordou de repente de um sonho com sua mãe, e ao aproximar-se da jenela, viu uma estrela brilhar em destaque. Era como se estivesse lendo uma mensagem cósmica.

Passou-se o tempo, e o jovem que teve seu coração congelado pela perversidade mundana agora agia como o inocente menino que sempre foi.

Não se acostumara jamais com tanto perjúrio e ofensa. Ele fugia de tudo e todos. Nunca aprendeu a lidar com as hostilidades. No fundo de sua alma, ele só queria amar. Amar e ser amado. Para ele, este é o único refúgio a qual podemos recorrer. Sem amor, sentiu-se fadado à solidão. Ele sabia que todos são únicos em suas essências, e desejava com todas suas forças, que todos percebessem isso.

Mas o jovem Coração de Leão sentia-se preso a um eterno sonho, que nunca se realizaria. Numa noite, em seu quarto, sendo afagado pela silenciosa brisa de despedida, o menino contemplava as estrelas. Então enxendo seus olhos de coragem (pois as lágrimas haviam secado), empunhou uma adaga na mão esquerda, e num só movimento atingiu o próprio peito. Os olhos fechavam e tudo era tomado pela escuridão, exceto as estrelas que continuavam a brilhar. Ajoelhado e com o Coração de Leão agora perdendo as últimas batidas, põde sorrir aliviado e feliz, pois agora ele teria um Lar.





O menino realmente era um Astro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amante em Ascensão:

Embreagado. Depois de embebido a última gora de perversidade e voluptuosidade. Embreagado. Depois de abarcá-lo ternamente. Abalroado. Confuso e trépido. Beijado por lábios de açucenaa com hálito singular.
Meu amante (no sentido romancista da palavra), sequer entende de um ábaco ou coisa parecida. Mas é dono de uma abstança cultural incrível. Ele é do tipo calmo como um sereno e límpido céu, que por vezes abespinha-se como uma ressaca marítima.
Minha amante fulgura e encanta num bailéu sentimental de maneira prudente. Fulgaz e ponderada, guia-me como num cabriolé puxado por um unicórnio.
Dantes perigoso, agora imprescindível. Ele é chuva de prata guardada num frasco de veneno. Recita-me éclogas que soam de forma ingênua.
Minha amante facínora, vil e veloz, leva em seu pescoço, um pendante cor-de-rosa. Veste-se com gabarito e elegância. Isto me atrai. Seu andar é fulgaz e impiedoso.
De maneira lacônica, meu amante conquista-me. Não consigo resistir aos seus olhos de ressaca e à sua voz arrastada. Um beijo de nécar e um sussurr bandido.
Ele/Ela é o meu vício. Meu lábaro ostentado em montanha d'ouro.
Embreagado. Embebido da última gota do seu amor selvagem e ilusório. Satisfeito.
Morte em tráfico de amor.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lágrimas de Peter Pan:

Vítima do complexo de Peter Pan, que não quer crescer porque não quer assumir responsabilidades. O mundo dos adultos é falso e perigoso. Prefiro ficar com meu espelho quebrado de bolso, e enfrentar seu reflexo fadado às injustiças sem pensar nelas agora. Deixa eu voltar a sonhar, e só me acorde quando os doces não fizerem mal à saúde e todos possuírem coração. Quem sabe neste dia, a neve voltará a encantar e eu serei livre para voar. Não estou à procura da estrada de tijolos amarelos, pois não possuo um lar. Eu me escondo embaixo da cama, quando o monstro do armário resolve aparecer, e finjo resolver problemas de gente grande. Não acredito em bruxas, mas sei que elas existem. Tentei arrancar o que de pior havia em mim através dos meus pulsos. Resultado? Matei algo em mim. Lágrimas roxas já derramei e por vezes, fugi de medo. Preso à uma madrugada infinita, sinto falta de amores que nunca tive, e de poesias ainda não lidas. Embreagado de ilusões, fui até onde pude. Agora viro mais esta página. O sonho acabou. O voo acabou. Os tijolos perderam as cores e as lágrimas secaram. Nem mesmo os monstros me assustam mais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Às vaidades que se Consomem:

Estive resgatando lembranças num transe do passado.
Afogando sonhos e pescando esperanças
Num mar de estrelas que percorre meu corpo.

Fulguras de um horizonte tão mágico.
Estive preso a contos e fábulas, de um tempo inexistente
Resgatando corações em campos de batalha,
E soldados no abismo de suas almas.

Resolvi então, vestir-me com todas minhas cicatrizes,
Para que todos pudessem ver o que deságua do meu ser.

Estive numa fuga alucinógena,
Contrabandeando emoções num tráfico inóspito.
Correndo na pista das mentiras,
E saltando em indignos obstáculos.

Ao longe, serpenteando o córrego da minha mente,
Surgiu a neblina da inveja.
O que poderia fazer?? Apenas cantar.
Cantar para o mundo, sonetos de pura entrega,
Implorando que me deixem ser quem eu realmente sou.

Estive driblando os contratempos, e com eles
Afastando as sombras brancas do voo das borboletas.

Estive a cantar para o mundo, sobretudo,
Pela esperança.


Peguei então em minhas mãos, o fogo das vaidades,
E como que num piscar de olhos,
Ele se consumiu,
E assim extinguiu-se.

sábado, 7 de maio de 2011

Quais suas Experiências?

Já me joguei numa piscina, desejando não voltar.
Já deitei na grama e assisti a lua virar sol.
Já observei a cidade de cima, e não achei o meu lugar nela.
Já me apaixonei e pensei que seria para sempre, mas o para sempre foi um para sempre pela metade.
Já fiquei olhando as estrelas e pescando sonhos.
Já bebi whisky até não sentir mais meus lábios.
Já apostei corrida, descalço no asfalto.
Já entreguei flores, e com elas, a esperança de um desamor.
Já me senti sozinho, rodeado de milhares de pessoas.
Já acordei durante a noite, e tive medo.
Já gritei de felicidade.
Já chorei perdas imensuráveis.
Já lamentei a falta de amigos que se foram.
Já me questionei motivos para ainda sorrir.
Já tive o coração partido, e parti tantas outros.
Já durmi ao volante, com a intenção de não mais acordar.
Já desejei seguir diversas profissões, e hoje entendi que por traz delas diversos sonhos se afogam.
Já roubei uma flor, num imenso jardim.
Já mutilei meus pulsos, tentando arrancar deles marcas que selam minha alma.
Já me senti o garoto mais feio do mundo, e nunca superei o complexo de patinho feio.
Já me senti um covarde, ao gaguejar na frente do espelho em treinos de conversas que nunca existiram.
Já fugi, briguei, insisti e enfureci.
Já esnobei, com um complexo de Napoleão.
Já me arrependi e era tarde pra me desculpar.
Já recusei desculpas porque era tarde pra se arrepender.
Já experimentei todas as drogas, e a que mais gostei foi a música.
Já dormi ao som de uma trilha sonora triste.
Já fui a um funeral, e não senti nada.
Já fui beijado, e não senti nada.
Já sucumbi aos meus sentimentos, e me arrependi.
Já fiz sexo sem compromisso e não me arrependi.
Já tive vontade de matar!
Já me senti morto.
Já quis viver para sempre, para entender a humanidade.
Já condenei a todos por minhas infelicidades.
Já julguei precipitadamente e já fui julgado tarde demais.
Já estive no meio do deserto, sozinho, e senti teu perfume.
Já quis morrer, e assim matei parte de mim.
Já quis viver mais...e vivi!






E hoje, preso a essa madrugada, escrevo, sozinho, como sempre estive. Explicando de forma subjetiva tudo que já senti e tudo que denovo sentirei.

E ao ler e reler, indignado, à pergunta sobre quais minhas experiências de vida, deixo a seguinte indagação:

--Como posso ter experiência alguma, se tudo o tempo todo está em transformação e nada volta a ser como era?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Finita Certeza:

Você eu não sei, mas eu pretendo é viver para sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende só de mim, mas tento fazer minha parte. Evito as brigas e discussões desvairadas (exceto quando estas ferem meu orgulho), realizo exercícios diários, cuido da alimentação e higiene... mas também, quem dera a eternidade dependesse apenas de esforços vaidosos.

Mas pensando bem, a vida eterna nos trará problemas. A finitude sempre foi uma angústia humana, mas também um consolo, pois nos desobriga de entender a razão da existência. A ideia religiosa da vida após a morte é duplamente atraente, afinal nos dá a eternidade sem a perplexidade de entendermos tudo agora.

E quem sabe, num prolongamento da minha vida, teria mais tempo para amuderecer conceitos e sensações. Talvez até passe a compreender as razões que me levam a amar. Tudo bem, admito que não tenho todo esse otimismo. Mas pelo menos não teria que especular sobre como tudo vai acabar porque nunca vai acabar.

Ah se bastasse tempo para saber do Amor! Aposto que em milhares de anos, continuaria sendo um tolo... um tolo amante. E mesmo com esta vida, que tem seus dias contados, sei que o amor que por vezes renego, é o único remédio infinito da minha dor.

Já na eternidade, sem precisar morrer, a angústia da finitude é substituída pela angústia da incompreensão infinita.

Estaremos ridiculamente fadados a estar nesta bola magnética, olhando para as estrelas e perguntando como e por que -- para sempre.

E viver neste mundo de preocupações, desolado do amor, é como não ter um Lar. E como não tenho um Lar, estou por toda parte. Espalhado, em busca de pedaços que me faltam.



Um inverno de renascimento traz adiante uma primavera... de desolação?



Mesmo dentre fracassadas tentativas de extrair do mundo, o segredo para a longevidade, no fundo, sei que basta embeber do teu amor nesta frágil taça que é a vida, para que nossas almas vivam juntas para sempre.






Inspirado na obra Viver Para Sempre! de Luiz Fernando Veríssimo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Meu Diamante Púrpura:

E mesmo com este silencioso grito desesperado, poderia jurar que era um pedido de socorro. Irrelutante, e talvez irreversível grito. Um chamado cósmico, vindo de longe. Parecia um idioma inflexível e desnorteado, que inebriava pairando ao meu redor. Minha mente estava tão confusa que só pude sentir um arrepio que atravessou minha alma e a partiu em dois lados desiguais.

Talvez não fosse um pedido de socorro, e sim um chamado. Duvidava dessa capacidade, até então. Mas há certas coisas, que são irremediáveis e inimagináveis. Aos poucos, era como se uma sensação longíqua de frustração tomasse conta do meu corpo e mente. Me sentir acuado e desprotegido. Mesmo assim, preferia sentir aquela dor do que não sentir nada.

Assim como a fé, que resgata a vitalidade se alimentando de lembranças enterradas em túmulos rasos, a esperança parecia renascer. Por mais que eu não entendesse sequer uma palavra deste viajante intergaláctico, me sentia compreendido e afagado.

Velocidade supersônica e poderes sobrenaturais. Não, eles não me surpreenderam. De alguma maneira, eu passava a entender sua linguagem. Podia ler seu coração, e ele estava tão assustado quanto o meu.

Este amor me deixou fora de órbita, inerte. Aos poucos eu percebi o quão vazio eu era, e quão feliz estava agora. Eu fui abduzido pelo seu espírito. Era como se minha alma fosse libertada pelo viajante das estrelas, e agora ela voava junto a ele.

E tudo que eu idolatrava como forma de comunicação, perdia seu valor. Agora nos entendíamos de um jeito totalmente transcendental. Raios púrpuras e toques de diamante: Era tudo que eu podia ver e sentir, e isso me completava.

Nosso amor seria eterno, como uma explosão de estrelas de nêutrons. Este foi o meu segredo durante anos. Refúgio inóspito da covardia mundana.

Minh'alma em cristais de libélula o entreguei, e em troca perguntei o nome do meu Viajante amado.
Ele apenas respondeu:

"Não julgue-me por pseudônimos ou codinomes. Chame-me como quiser, afinal serei eternamente Teu Viajante. Você ouviu meu pedido de socorro. Eu estava confuso e inseguro, mesmo assim você abriu sua alma para me acolher. Achei o que procurava. Tu és meu maiorastro, minha insígnia da maior das vitórias. Tu és meu, bem como sou teu."



Deste dia em diante, tive a certeza que mesmo que eu falasse a Língua dos Anjos, ou a Língua dos Homens, sem o seu amor, nada seria...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Falar-te de Mim

Bastaria para eu me perder em meus sonhos, que ele não dissesse nada. Sua falta de argumentos, me desnorteava. Quem sabe porque ele não tinha o que dizer. Ou talvez porque nada o que dissesse mudaria minha opinião agora. O fato é que ele ainda me fazia perder a fala, mesmo em silêncio.

Bastaria então, eu viver essa tal de abstinência poética, para que ele tivesse muito o que contar. E esse excesso de informações, que outrora era inexistente, agora me avassalava como uma avalanche. Perdia então, a fala novamente.

Bastaria ainda, que dissesse que me ama, para que todas minhas certezas almejadas se rompessem e esfarelassem em novas incertezas. E tudo que havia planejado, teria que ser repensado. O que posso dizer?

Bastou ele dizer-me que me ama, e eu tolamente acreditei com todas as forças, e assim creditei nele toda uma confiança renovada pela dor. Bastou-me ouvir juras (que por vezes soaram como injúrias) para empunhar-me de esperanças e afagos. Mas tinha muito a ser dito.

Não bastasse desarmar-me de todas as malícias e propecções, ainda atirou-me num inebriante mar de culpa. Ora, cala-te. Eu sabia o que tinha de ser dito.

Bastaria-me sussurrar palavras ao vento, e ao deleite de ouví-las, poderia descansar em paz. Mas parecia que ele havia as catado (e assim acatado), e com um único e certeiro golpe, fez-me acreditar nele. Basta! Não posso pestanejar. Tenho que lhe dizer...

Erguendo-se tiranamente perante meus encabulados olhos, fixou-me um também tirano olhar, à espera de minhas condolências. E assim bastou-se, para que eu lhe dissesse, num só tempo:


"Não sei de que lado estou, nem para qual lado correr, ou ainda qual lado comprar, mas sempre que disseres que me ama, eu hei de acreditar".


Fitou-me então, perversamente e sorriu.

Quando dei por mim, o via cada vez mais longe, mais distante, sombreando o horizonte. E ao acordar, lá estava ele, devorando-me com um malicioso (mas terno) olhar. E bastou-me então que ele dissesse "Eu te Amo", para que eu o amasse novamente.