terça-feira, 27 de julho de 2010

O Planeta Azul:

O menino que mora num Planeta Azul,
Feito a calda de um cometa,
Quer se corresponder com alguém de outra galáxia.
Neste planeta aonde o menino mora, as coisas não vão tão bem assim:
O azul está ficando desbotado, e os homens brincam de guerra.
O ser humano está se perdendo na futilidade, e as palavras perdendo sua essência.
Então o menino procura, com urgência, alguém de outra galáxia, para trocarem selos, figurinhas e esperanças.
Um habitante de outra galáxia aceita corresponder-se com o menino do Planeta Azul.
O mundo deste habitante é todo feito de vento e as folhas de cerejeira pairam pelos ares.
Não há fome nem guerra.
Nas tardes perfumadas, as pessoas passeiam de mãos dadas rindo à toa.
Elas podem, realmente, amar-se.
Nesta galáxia, ninguém faz a morte, ela acontece naturalmente, e o sentimento verdadeiro supera tudo.
O habitante da outra galáxia, aceita trocar selos e figurinhas, e pede ao menino que encha os bolsos de esperança, e não só os bolsos, mas também as mãos, os cabelos, a voz, o coração... que a doença do Planeta Azul ainda tem solução.

Um comentário:

  1. Visualizo todas suas palavras e suas sensações!
    parabéns pelo talento.

    abraço

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Leia com atenção.
Não esquecendo que tudo é desenvolvido como poesia livre, seja uma crítica ou um ponto de vista.
Ninguém é obrigado a concordar, mas respeitar e ser sincero ajuda ^^