Eu acho que morrer por amor deveria ser o final exato de todo poeta. Quem sabe o romantismo e o realismo possam se relacionar num fetiche transcendental (?) Sabe, um pouco de autenticidade pra variar. Uma morte inexplicável e misteriosa, sobretudo por amar de mais --ou de menos-- Este seria um desfecho digno pros artistas do fantasioso e irônico anonimato. Porque só então pela morte encontrariam o reconhecimento.
Eu aprendi que quando uma música passa a te recordar ( e ativar instintivamente) sensações adversas, a missão dela foi cumprida. Apesar de não ser músico, sonho com uma sinfonia perfeita. Quem sabe um dia possa escrevê-la para um músico de fato.
Eu imagino algo como guitarras cromadas de coragem e luzes sexuais num psicodélico encontro cármico. A bateria flertaria com as batidas mixadas que os corpos que flutuam sobre a grama emanam. Seria como uma convenção de utopias. Chantili e suco de limão por todo chão, e no ar flechas incendiárias marcariam ''arcos com suas íris''. Uma chuva incandescente despiria todos de suas máscaras negras, e os braços se tocariam, antes dos lábios. Um presságio de morte. Uma Alcatraz ultravioleta de prisma quase inocente. As cordas entorpecidas pelas histórias que se amontoam, arrebentariam involuntariamente. Mas o som não pararia. Dançaríamos até morrer. Glitter em espelho fosco nas paredes, e em céu aberto um labirinto de roseirais espinhosos. Amor ponteagudo em flores e frutos.
A paz vai brotando despretensiosamente por entre as roupas rasgadas e os cabelos despenteados. Uma multidão condenada pelas vaidades, mas que aos poucos dissolve o estelar suspiro de vingança, marcham como coral único. E os poetas, de longe, entregam suas almas em frascos retirados das histórias antigas. Algo como garrafas de martíni e vodca esvaziadas pelo vento. Objetos fugazes que agora servem de correio para náufragos isolados na ilha alucinógena de suas doentias mentes.
O suicídio é morte honrosa. Não de um fraco cansado da luta, mas de um romântico herói que pôs sua beleza em livros que não serão lidos, mas que imortalizarão seu espírito em comunhão ao anjo negro que recepcionará todos no portão do esquecimento.
E que os heróis morram por amor! Que os covardes corram da glória e assistam este tributo com inveja pomposa de mártires prateados! E que a dor, que vem em ondas, ponha-nos em prova com sua tormenta perpétua.
Confesso: Eu findo a vida pelo amor que jamais senti, mas que sempre acreditei. Pois crime maior seria morrer por tal guerra que nunca hei de acreditar.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- E Cada Dia Ensolarado É Uma Tempestade Adiante:
Bela canção é aquela que se faz ouvir nas vidraças de todo santuário. E a chuva que caía lá fora bradava ferozmente e estremecia a terra como soldados rebeldes em busca da paz. E cada gota era uma salvação.
A música ressoava na catedral do meu coração. Os sinos assoviavam e o escuro clareava. Uma brecha no tempo se fazia presente, e de longe me trazia a recordação do aroma de baunilha dos livros antigos. E cada lágrima era uma cachoeira.
A história se contava sozinha,e aquelas crianças que jogavam pedras pelo chão viram as alegrias se desmancharem como pó. Tudo desmoronou como pilares de areia. Como os pilares da Igreja. E cada barulho era um sinfonia.
As lembranças se desenhavam pelo horizonte. Bastava olhar no espelho pra notar as cicatrizes do passado. Sabe, aquelas cicatrizes que só a gente enxerga. E cada lágrima agora, era uma tempestade.
Quando os céus enfurecidos de impiedosos relâmpagos esbravejavam as nuvens, todos corriam pras suas casas. Um se cobria rapidamente com as cobertas, até não ver mais luz alguma. Afinal não se pode temer o que não se vê. Outro abraçava a mãe pra confortar-se de segurança. E tinha outro que se enchia de coragem e dizia "Eu não tenho medo!". Em geral, era a forma mais orgulhosa de se comparar aos outros.
Quando a saudade faz-se notar, é um aviso de que tu já perdeu a parte boa da festa. Quando se escreve sobre ela sem citá-la descaradamente então... É sinal de que por mais que tu tente mudar tudo de uma hora pra outra, as recordações já se tornaram poesias... E cada vírgula tornou-se um ponto final.
Mas eu aprendi que se tu realmente ama algo, deve deixá-lo ir. Tu deves essa liberdade ao mundo! É a melhor forma de dizer "Se mudar de ideia, pode voltar, eu estarei aqui!". Porque cada 'até logo' foi um 'adeus'.
E só quando uma canção te recordar bons momentos (que talvez nem tenham existido), tu estarás livre enfim. Embora tudo não tenha passada de hipóteses e utopias, a sua história sempre será uma melodia única.
Afinal toda música é uma despedida.
A música ressoava na catedral do meu coração. Os sinos assoviavam e o escuro clareava. Uma brecha no tempo se fazia presente, e de longe me trazia a recordação do aroma de baunilha dos livros antigos. E cada lágrima era uma cachoeira.
A história se contava sozinha,e aquelas crianças que jogavam pedras pelo chão viram as alegrias se desmancharem como pó. Tudo desmoronou como pilares de areia. Como os pilares da Igreja. E cada barulho era um sinfonia.
As lembranças se desenhavam pelo horizonte. Bastava olhar no espelho pra notar as cicatrizes do passado. Sabe, aquelas cicatrizes que só a gente enxerga. E cada lágrima agora, era uma tempestade.
Quando os céus enfurecidos de impiedosos relâmpagos esbravejavam as nuvens, todos corriam pras suas casas. Um se cobria rapidamente com as cobertas, até não ver mais luz alguma. Afinal não se pode temer o que não se vê. Outro abraçava a mãe pra confortar-se de segurança. E tinha outro que se enchia de coragem e dizia "Eu não tenho medo!". Em geral, era a forma mais orgulhosa de se comparar aos outros.
Quando a saudade faz-se notar, é um aviso de que tu já perdeu a parte boa da festa. Quando se escreve sobre ela sem citá-la descaradamente então... É sinal de que por mais que tu tente mudar tudo de uma hora pra outra, as recordações já se tornaram poesias... E cada vírgula tornou-se um ponto final.
Mas eu aprendi que se tu realmente ama algo, deve deixá-lo ir. Tu deves essa liberdade ao mundo! É a melhor forma de dizer "Se mudar de ideia, pode voltar, eu estarei aqui!". Porque cada 'até logo' foi um 'adeus'.
E só quando uma canção te recordar bons momentos (que talvez nem tenham existido), tu estarás livre enfim. Embora tudo não tenha passada de hipóteses e utopias, a sua história sempre será uma melodia única.
Afinal toda música é uma despedida.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Confissões de Uma Pista de Dança -- Alexitima:
E de repente, lá estava eu. De braços abertos pra receber um ultimato qualquer. Nestes tais braços, escorria o sangue que fluía através dos cortes propositalmente elaborados. E quando a chuva teve início, então tal mancha sanguínea parecia colorir o resto do corpo como uma bênção. O suor da face fora se apagando, e as luzes também. Logo lembrei que pelas pernas a culpa também havia se feito com hematomas. Mas tudo ainda valia a pena. E os olhos foram se fechando...
Eu nunca soube identificar e assim classificar sensações e sentimentos. Pra mim isso é uma falha mecânica da inércia humana. Esse contratempo vem e nos arrasa com seu temporal paranoico. E eu já sou cheio de obsessões discutíveis.
Parece bobagem, mas eu não consigo lidar com o que pra mim é inexplicável. E como possuo esse jeito controlador, não suporto ter algo em mim que me desvirtue e me encha de ansiedade.
Enquanto todo mundo corre em busca de amor, vingança, afeto e delírios à parte, eu só sinto as dores se alastrarem pelo meu corpo. Minha cabeça dói intensamente e meus músculos pulsam como uma onda elétrica avassaladora... É uma angústia sem fim.
Eu não sei dizer se já amei alguém. Não sei dizer se um dia amarei. Por mais que eu quisesse, não conseguiria explicar com palavras as sensações que privam meu raciocínio. E eu vejo que todos se importam de mais com isso. Nomear todas as relações limita a naturalidade.
Viver com vontade de chorar ou a raiva que transcende a consciência seria uma punição cruel de mais. É como uma condenação póstuma. Então quase que automaticamente quando algo do gênero passa a me afetar, meu corpo responde com uma dor física. Acho que é uma válvula de escape. Chega a ser gratificante sentir fisicamente este mal. Assim posso ficar estável, e apesar de saber que é uma solução passageira, posso confiar na fuga pela dor material que meu corpo propicia.
O problema é que o corpo é uma máquina fadada ao fracasso, ora ou outra. E certas vezes a angústia e a confusão psíquica chegam a um ponto tão extremo que eu preciso fazer as coisas funcionarem, de um jeito ou de outro. Quando a dor não reage por si, é preciso empunhar-se de esperança e acordá-la do seu sono insano.
Talvez naquele dia eu tenha pegado pesado de mais. Há um limite a ser descoberto. Mas todo aquele transtorno tava me sufocando, e a minha claustrofobia social me impulsionou a pegar a faca, e gozar com o auto-flagelo. O suor era frio. Aparentemente eu tava esgotado. Mas por dentro tudo fervilhava loucamente. Quando os poros foram se rasgando, o sangue brotou como uma erupção radiante.
E pouco antes dos meus olhos se fecharem, tive a impressão de ter sentido meus lábios mandarem uma mensagem satisfatória que se alimentava de alívio: Era um sorriso.
Tá bem, talvez tenha sido só um espasmo muscular, mas prefiro ver as coisas dessa forma.
Eu nunca soube identificar e assim classificar sensações e sentimentos. Pra mim isso é uma falha mecânica da inércia humana. Esse contratempo vem e nos arrasa com seu temporal paranoico. E eu já sou cheio de obsessões discutíveis.
Parece bobagem, mas eu não consigo lidar com o que pra mim é inexplicável. E como possuo esse jeito controlador, não suporto ter algo em mim que me desvirtue e me encha de ansiedade.
Enquanto todo mundo corre em busca de amor, vingança, afeto e delírios à parte, eu só sinto as dores se alastrarem pelo meu corpo. Minha cabeça dói intensamente e meus músculos pulsam como uma onda elétrica avassaladora... É uma angústia sem fim.
Eu não sei dizer se já amei alguém. Não sei dizer se um dia amarei. Por mais que eu quisesse, não conseguiria explicar com palavras as sensações que privam meu raciocínio. E eu vejo que todos se importam de mais com isso. Nomear todas as relações limita a naturalidade.
Viver com vontade de chorar ou a raiva que transcende a consciência seria uma punição cruel de mais. É como uma condenação póstuma. Então quase que automaticamente quando algo do gênero passa a me afetar, meu corpo responde com uma dor física. Acho que é uma válvula de escape. Chega a ser gratificante sentir fisicamente este mal. Assim posso ficar estável, e apesar de saber que é uma solução passageira, posso confiar na fuga pela dor material que meu corpo propicia.
O problema é que o corpo é uma máquina fadada ao fracasso, ora ou outra. E certas vezes a angústia e a confusão psíquica chegam a um ponto tão extremo que eu preciso fazer as coisas funcionarem, de um jeito ou de outro. Quando a dor não reage por si, é preciso empunhar-se de esperança e acordá-la do seu sono insano.
Talvez naquele dia eu tenha pegado pesado de mais. Há um limite a ser descoberto. Mas todo aquele transtorno tava me sufocando, e a minha claustrofobia social me impulsionou a pegar a faca, e gozar com o auto-flagelo. O suor era frio. Aparentemente eu tava esgotado. Mas por dentro tudo fervilhava loucamente. Quando os poros foram se rasgando, o sangue brotou como uma erupção radiante.
E pouco antes dos meus olhos se fecharem, tive a impressão de ter sentido meus lábios mandarem uma mensagem satisfatória que se alimentava de alívio: Era um sorriso.
Tá bem, talvez tenha sido só um espasmo muscular, mas prefiro ver as coisas dessa forma.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Músicas do Aqui e Agora pras Pessoas de Ontem e Sempre:
Não é que eu não goste das pessoas. Eu só não gosto da companhia delas!
Sabe, tenho 3 irmãos mais velhos, então desde novo eu aprendi a ficar sozinho. Claro que no início eu odiava não ter com quem brincar, mas rapidamente construí uma personalidade auto-suficiente. Desde então, a ausência das pessoas tornou-se até um presente pra mim.
Não é que eu não confie nas pessoas. Mas elas sempre se mostram iguais no final das contas. E eu sei que eu tô generalizando, porém até que me provem o contrário minha opinião continuará a mesma: Ninguém vale a pena! E como é difícil lidar com a verdade, geralmente minha companhia torna-se um problema.
Eu não tô afim de agir como um robô programado e/ou falar coisas pra ser alguém agradável (ou melhor falando, comprar 'fama' e 'falsas amizades' com comentários superficiais). Sou até um tanto cruel quanto a isso. Por isso me acostumei a não ser exatamente a pessoa mais rodeada de 'amigos'. Mas eu lido muito bem com a solidão!
E quer saber, todos no mundo estão sozinhos, mas a gente demora pra perceber. E quando percebe, demora mais ainda pra aceitar. É difícil se desapegar e assumir as responsabilidades sozinho. Tem que ter muita personalidade! Por isso sempre (ou quase sempre) acabamos ligando nossas escolhas às pessoas que nos cercam. É como justificar a covardia e falta de atitude com um blábláblá de "Mas o que as pessoas vão pensar?"
E na maioria das vezes, todos assumem um papel de juiz da verdade pra condenar e/ou qualificar as roupas diferentes, o corte de cabelo e tudo mais como nível de boa índole e caráter... VSF né!
Por isso que eu não vejo problema algum em afogar as mágoas (ainda bem que elas não sabem nadar!) em uns 4 ou 5 copos de absinto. A fada verde sim é uma ótima companhia.
Não é que eu não goste de estar com as pessoas. É que pra mim todas tem presença descartável! Claro que alguns tem utilidades mais específicas como fotografar os lances tensos da festa, ou ainda emprestar o corpo pra que eu extraia dele alguma satisfação... Tá legal, peguei pesado né?!
Mas gente, eu nasci sozinho. E assim um dia espero morrer. Não preciso de ninguém pra me dizer como agir ou pôr minhas atitudes numa régua de bons atos. Vai medir outra coisa vai! Gente de mais sempre complica tudo... Esse é o problema de um 'sex in group'.
Eu até já tentei me ligar à algumas pessoas. Relevei muita coisa e fui autêntico pacas... Mas acho que não sou do tipo que a maioria procura.
O problema é que todo mundo tá preocupado de mais inflando seus egos e procurando uma maneira de menosprezar as minorias ( Aí eu pergunto pra vocês Diamantezinhos, quem neste mundo injusto e condenatório tem capacidade de tornar-se Maioria?).
"Eu tenho saudade de quando a música servia pra unir as pessoas. Mas só o que eu vejo agora são rappers esbanjando dinheiro em seus carrões, e vadias em videoclipes. Eu não preciso de dinheiro. Eu não preciso de jóias. Eu só quero fazer o mundo dançar."
Sabe, tenho 3 irmãos mais velhos, então desde novo eu aprendi a ficar sozinho. Claro que no início eu odiava não ter com quem brincar, mas rapidamente construí uma personalidade auto-suficiente. Desde então, a ausência das pessoas tornou-se até um presente pra mim.
Não é que eu não confie nas pessoas. Mas elas sempre se mostram iguais no final das contas. E eu sei que eu tô generalizando, porém até que me provem o contrário minha opinião continuará a mesma: Ninguém vale a pena! E como é difícil lidar com a verdade, geralmente minha companhia torna-se um problema.
Eu não tô afim de agir como um robô programado e/ou falar coisas pra ser alguém agradável (ou melhor falando, comprar 'fama' e 'falsas amizades' com comentários superficiais). Sou até um tanto cruel quanto a isso. Por isso me acostumei a não ser exatamente a pessoa mais rodeada de 'amigos'. Mas eu lido muito bem com a solidão!
E quer saber, todos no mundo estão sozinhos, mas a gente demora pra perceber. E quando percebe, demora mais ainda pra aceitar. É difícil se desapegar e assumir as responsabilidades sozinho. Tem que ter muita personalidade! Por isso sempre (ou quase sempre) acabamos ligando nossas escolhas às pessoas que nos cercam. É como justificar a covardia e falta de atitude com um blábláblá de "Mas o que as pessoas vão pensar?"
E na maioria das vezes, todos assumem um papel de juiz da verdade pra condenar e/ou qualificar as roupas diferentes, o corte de cabelo e tudo mais como nível de boa índole e caráter... VSF né!
Por isso que eu não vejo problema algum em afogar as mágoas (ainda bem que elas não sabem nadar!) em uns 4 ou 5 copos de absinto. A fada verde sim é uma ótima companhia.
Não é que eu não goste de estar com as pessoas. É que pra mim todas tem presença descartável! Claro que alguns tem utilidades mais específicas como fotografar os lances tensos da festa, ou ainda emprestar o corpo pra que eu extraia dele alguma satisfação... Tá legal, peguei pesado né?!
Mas gente, eu nasci sozinho. E assim um dia espero morrer. Não preciso de ninguém pra me dizer como agir ou pôr minhas atitudes numa régua de bons atos. Vai medir outra coisa vai! Gente de mais sempre complica tudo... Esse é o problema de um 'sex in group'.
Eu até já tentei me ligar à algumas pessoas. Relevei muita coisa e fui autêntico pacas... Mas acho que não sou do tipo que a maioria procura.
O problema é que todo mundo tá preocupado de mais inflando seus egos e procurando uma maneira de menosprezar as minorias ( Aí eu pergunto pra vocês Diamantezinhos, quem neste mundo injusto e condenatório tem capacidade de tornar-se Maioria?).
"Eu tenho saudade de quando a música servia pra unir as pessoas. Mas só o que eu vejo agora são rappers esbanjando dinheiro em seus carrões, e vadias em videoclipes. Eu não preciso de dinheiro. Eu não preciso de jóias. Eu só quero fazer o mundo dançar."
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- O Duelo que poderia ter Resultado em Amor:
E dito e feito. Parece que todas as canções já foram cantadas. E acho que aqui vai mais uma.
Certa vez ouvi falar que as borboletas foram um símbolo místico poderoso. Significariam renovação e liberdade, além da tal áurea misteriosa.
Mas toda beleza tem compromisso direto com a propensão ao caos. Sendo assim, quando um grupo de borboletas colorem e destoam a vermelhidão do crepúsculo dos céus, com seu bater de asas, no lado contrário do mundo um terrível desastre aconteceria, assim contrabalanceando o bom e o ruim.
Mas todos sabem que há muitas outras coisas entre o bem e o mal, antes de se definirem os heróis e os vilões. E ainda que um tente se travestir do outro, não será uma capa brilhante que o dará super força e capacidade de atravessar as nuvens com seu voo super sônico...
...Bem como, olhar pro lado oposto toda vez que tu passa por mim não significa que eu não esteja me remoendo de vontade de sorrir, e desarmar-me, facilitando tudo.
E ainda que me despisse da armadura que carrego, nossos olhares continuariam a se provocar, e a sempre iniciar um eterno duelo de esgrima. E as faíscas que sairiam dos nossos floretes, até poderiam tingir um novo futuro com saudade e esperança, mas não reconstruiriam a escala cinzenta que foi o nosso passado.
Porque toda vez que penso no quanto poderia ter gostado de ti, e o quanto estive disposto a abdicar por essa loucura, me vem em mente as fraquezas que me impediram e a sensatez que evitou esse conflito mortal.
Ainda hoje quando finjo que somos meros conhecidos e desafiantes nessa arena inocente (porém sangrenta) que é este campo abandonado, não esqueço por um minuto sequer, que se esta fosse a solução, inflaria o peito de coragem e deixaria que o laminasse com sua paixão violenta.
Mas tenho a impressão que não seria o bastante. Nossas almas se comunicaram pelos corredores que é esta vida infernal. E algo neste encontro, trucidou nossas semelhanças e a colocaram frente a frente. Espelho cósmico da realidade.
...Se algo realmente pudesse mudar a história, abriria este vasilhame derrubado em lágrimas e libertaria cada borboleta que aprisionei durante todo este tempo, para enfim dormir infinitamente em teus braços, até que uma catástrofe nos unisse inteiramente, pela morte.
Certa vez ouvi falar que as borboletas foram um símbolo místico poderoso. Significariam renovação e liberdade, além da tal áurea misteriosa.
Mas toda beleza tem compromisso direto com a propensão ao caos. Sendo assim, quando um grupo de borboletas colorem e destoam a vermelhidão do crepúsculo dos céus, com seu bater de asas, no lado contrário do mundo um terrível desastre aconteceria, assim contrabalanceando o bom e o ruim.
Mas todos sabem que há muitas outras coisas entre o bem e o mal, antes de se definirem os heróis e os vilões. E ainda que um tente se travestir do outro, não será uma capa brilhante que o dará super força e capacidade de atravessar as nuvens com seu voo super sônico...
...Bem como, olhar pro lado oposto toda vez que tu passa por mim não significa que eu não esteja me remoendo de vontade de sorrir, e desarmar-me, facilitando tudo.
E ainda que me despisse da armadura que carrego, nossos olhares continuariam a se provocar, e a sempre iniciar um eterno duelo de esgrima. E as faíscas que sairiam dos nossos floretes, até poderiam tingir um novo futuro com saudade e esperança, mas não reconstruiriam a escala cinzenta que foi o nosso passado.
Porque toda vez que penso no quanto poderia ter gostado de ti, e o quanto estive disposto a abdicar por essa loucura, me vem em mente as fraquezas que me impediram e a sensatez que evitou esse conflito mortal.
Ainda hoje quando finjo que somos meros conhecidos e desafiantes nessa arena inocente (porém sangrenta) que é este campo abandonado, não esqueço por um minuto sequer, que se esta fosse a solução, inflaria o peito de coragem e deixaria que o laminasse com sua paixão violenta.
Mas tenho a impressão que não seria o bastante. Nossas almas se comunicaram pelos corredores que é esta vida infernal. E algo neste encontro, trucidou nossas semelhanças e a colocaram frente a frente. Espelho cósmico da realidade.
...Se algo realmente pudesse mudar a história, abriria este vasilhame derrubado em lágrimas e libertaria cada borboleta que aprisionei durante todo este tempo, para enfim dormir infinitamente em teus braços, até que uma catástrofe nos unisse inteiramente, pela morte.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- O Sono Eterno do Amor:
A morte iminente é uma grande preocupação. Algo tão incompreensível e misterioso, no mínimo tira a órbita de qualquer celeste figura.
A morte é o que de comum temos com o resto da humanidade. E num dia escravizado pelo abraço sinuante da grande galeria que é o pôr-do-sol, assistiremos o encontro inevitável do fim e início, tão próximos e tão distantes. Tão próximos que alinham-se no limite cósmico da renovação, à beira da eternidade. E tão distantes que desembaraçam a história, e pontuam em suas extremidades como bússolas equivocadas pela infinita mentira.
Eu castigo a carne. Dilacero e apreendo o pesar humano. Até mesmo o menosprezo. Essa sombra instigante e insípida de pecado. O resultado da desordem. O paraíso poderia ser refeito, emoldado. Mas para isso, a carne haveria de se extinguir. Assim, purificaria as terras com seu abandono, e santificaria as chamas com sua vulgar presença. Livrai-os de todo esse mal, agora e sempre!!
Eu castigo meu corpo. Culpo os batimentos cínicos de sangue que percorrem este labirinto hostil e mal acabado. Acorrento os braços pra que não mais toquem por tocar, e rasgo o peito, como flecha lançada, para retirar o ardor cardíaco da vida.
Aaahh por muito tempo lutei por esta tal vida... Por prazeres temporários e tempestuosos que pude almejar. Deitado sob os espinhos, vi o sol tornar-se lua e a lua tornar-se sol. Eis a magia atemporal dos astros. Mas qualquer aliança forjada pela lei dos homens tende a ser destruída. Não há nada que os pare. Não há nada que os convença. Dinheiro e sexo compram paz e justiça. E a vida não trata-se de beleza, fama ou poder. É apenas uma escola incerta pra morte. E não há nada de ruim nisso! Afinal tudo o tempo todo trata-se de se preparar para o desapego. Para o abandono material e físico. E por isso sou assim, livre e cruel. Não há nada que eu queira levar. Não há nada que me prenda, sobretudo a crucifixos e terços. Não mais evoluído que ninguém. Tampouco menos ruim. Mas eu castigo a carne, e além disso a culpo... Mas não guardarei rancor. A carne é vulnerável e limitada, mas eu enxergo além. E apesar de sempre ressoar com tristeza e pesar, a morte um dia será a saída ideal. O 'Gran Finale' elaborado minuciosamente.
Sem dúvidas, será lindo!
Então ele disse: "Tu ages como se estivesse brincando de ser Deus. Enquanto jogas esses dados, diga-me, como podemos saber que, mesmo com toda aquela neve que cai lá fora, ainda existe um mundo sob ela?"
E eu o respondi: "Eu não posso afirmar nada. E muito menos prometer. Mas eu diria que, enquanto estamos aqui, e tudo lá fora morre e vive freneticamente, o mundo gostaria de ter certeza que nós estamos aqui também."
A morte é o que de comum temos com o resto da humanidade. E num dia escravizado pelo abraço sinuante da grande galeria que é o pôr-do-sol, assistiremos o encontro inevitável do fim e início, tão próximos e tão distantes. Tão próximos que alinham-se no limite cósmico da renovação, à beira da eternidade. E tão distantes que desembaraçam a história, e pontuam em suas extremidades como bússolas equivocadas pela infinita mentira.
Eu castigo a carne. Dilacero e apreendo o pesar humano. Até mesmo o menosprezo. Essa sombra instigante e insípida de pecado. O resultado da desordem. O paraíso poderia ser refeito, emoldado. Mas para isso, a carne haveria de se extinguir. Assim, purificaria as terras com seu abandono, e santificaria as chamas com sua vulgar presença. Livrai-os de todo esse mal, agora e sempre!!
Eu castigo meu corpo. Culpo os batimentos cínicos de sangue que percorrem este labirinto hostil e mal acabado. Acorrento os braços pra que não mais toquem por tocar, e rasgo o peito, como flecha lançada, para retirar o ardor cardíaco da vida.
Aaahh por muito tempo lutei por esta tal vida... Por prazeres temporários e tempestuosos que pude almejar. Deitado sob os espinhos, vi o sol tornar-se lua e a lua tornar-se sol. Eis a magia atemporal dos astros. Mas qualquer aliança forjada pela lei dos homens tende a ser destruída. Não há nada que os pare. Não há nada que os convença. Dinheiro e sexo compram paz e justiça. E a vida não trata-se de beleza, fama ou poder. É apenas uma escola incerta pra morte. E não há nada de ruim nisso! Afinal tudo o tempo todo trata-se de se preparar para o desapego. Para o abandono material e físico. E por isso sou assim, livre e cruel. Não há nada que eu queira levar. Não há nada que me prenda, sobretudo a crucifixos e terços. Não mais evoluído que ninguém. Tampouco menos ruim. Mas eu castigo a carne, e além disso a culpo... Mas não guardarei rancor. A carne é vulnerável e limitada, mas eu enxergo além. E apesar de sempre ressoar com tristeza e pesar, a morte um dia será a saída ideal. O 'Gran Finale' elaborado minuciosamente.
Sem dúvidas, será lindo!
Então ele disse: "Tu ages como se estivesse brincando de ser Deus. Enquanto jogas esses dados, diga-me, como podemos saber que, mesmo com toda aquela neve que cai lá fora, ainda existe um mundo sob ela?"
E eu o respondi: "Eu não posso afirmar nada. E muito menos prometer. Mas eu diria que, enquanto estamos aqui, e tudo lá fora morre e vive freneticamente, o mundo gostaria de ter certeza que nós estamos aqui também."
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Confissões de Uma Pista de Dança -- O Mal do Século: Os Assassinos de Egos
Toda recuperação é um aprendizado. E a dor faz parte dela. Não é por acaso. Por mais improvável e multicolor que uma ferida possa desmitificar a nossa força, aprender a superar será a maior e única lição de ser aceita. E ainda que nosso ego entre em confronto direto (e proporcional) com todas as vaidades, ainda assim a dor estará lá, pra lembrar que há algo a ser recordado, e um dia curado.
Não há dor alguma que possa ser descrita num poema. Talvez até seja citada, vez que outra, mas é sempre a sombra de uma paixão traidora ou de um desamor mundano. Não há definição correta, ou próxima da realidade, pra toda aquela dor. Tanto sofrimento encolhido e diariamente esmagado por um cínico orgulho de ferro. E não há espaço pra dor e mal de amor na mesma frase, porque por mais terrível e assombroso, que possa ser um grito agonizante, a dor te consome no silêncio da alma. E pra amar, a alma faz-se de puritana e desconfiada. Deixem-os enfim descansar na paz eterna. No eterno ardor do gemido acalorado da primavera... Na paz da dor perpétua.
Toda lei de amar torna-se vulnerável após embebida a primeira gota de melancolia. Ninguém mais enxerga os assassinos de falsos egos que nos rondam. Mas eu continuo a ver os corpos se empilhando. Um a um, a mídia estética e todo o barato purpurinado por traz da venda de caráter, é absorvido pela vitalidade sanguínea de cordas musicais. E depois que extraem o último suspiro de rock n' roll, te jogam num cemitério de boas intenções.
Eu já tentei alertá-los sobre esse jogo. Mas acho que todos estão dispostos a esvaziar seus cofres de sanidade por uma fama instantânea. Algo que futilmente os tire de suas vidinhas sonolentas. Ligam-se os holofotes, apaga-se a moral. Ou o moral. Entenda como for.
"Corra na balança até alcançar Saturno; Sue até esquecer da última vez que ingeriu algo comestível; Beba até a dor confundir-se com o tédio... E sorria pra câmera. Nunca pare de sorrir! Alguém tem que acreditar no seu sorriso. Alguém tem que sentir alguma coisa, enfim. Não se preocupe com os antigos amigos. Eles não eram bons pra você. Eram uma má influência. Não te acharam incrível quando você fumou toda aquela banalidade, ou quando injetou mentira, em vez de morfina, em si mesmo. Eles também serão apedrejados. Nada mais do que você foi, ou gostaria de ser importa. Contente-se por não ser gordo ou uma lésbica."
Quando se corre de quem você é, fica fácil assumir a dor como par perfeito. E o conformismo e satisfação que ela parece te proporcionar te preencherão por muito tempo. Muito mesmo. Você se achará um máximo! Mas logo a dor retornará, e você vai se perguntar "Mas por quê? Por que comigo?" ... E a resposta sempre vem acompanhada da própria pergunta: Porque até a dor um dia findará, e se extinguirá.
Não há dor alguma que possa ser descrita num poema. Talvez até seja citada, vez que outra, mas é sempre a sombra de uma paixão traidora ou de um desamor mundano. Não há definição correta, ou próxima da realidade, pra toda aquela dor. Tanto sofrimento encolhido e diariamente esmagado por um cínico orgulho de ferro. E não há espaço pra dor e mal de amor na mesma frase, porque por mais terrível e assombroso, que possa ser um grito agonizante, a dor te consome no silêncio da alma. E pra amar, a alma faz-se de puritana e desconfiada. Deixem-os enfim descansar na paz eterna. No eterno ardor do gemido acalorado da primavera... Na paz da dor perpétua.
Toda lei de amar torna-se vulnerável após embebida a primeira gota de melancolia. Ninguém mais enxerga os assassinos de falsos egos que nos rondam. Mas eu continuo a ver os corpos se empilhando. Um a um, a mídia estética e todo o barato purpurinado por traz da venda de caráter, é absorvido pela vitalidade sanguínea de cordas musicais. E depois que extraem o último suspiro de rock n' roll, te jogam num cemitério de boas intenções.
Eu já tentei alertá-los sobre esse jogo. Mas acho que todos estão dispostos a esvaziar seus cofres de sanidade por uma fama instantânea. Algo que futilmente os tire de suas vidinhas sonolentas. Ligam-se os holofotes, apaga-se a moral. Ou o moral. Entenda como for.
"Corra na balança até alcançar Saturno; Sue até esquecer da última vez que ingeriu algo comestível; Beba até a dor confundir-se com o tédio... E sorria pra câmera. Nunca pare de sorrir! Alguém tem que acreditar no seu sorriso. Alguém tem que sentir alguma coisa, enfim. Não se preocupe com os antigos amigos. Eles não eram bons pra você. Eram uma má influência. Não te acharam incrível quando você fumou toda aquela banalidade, ou quando injetou mentira, em vez de morfina, em si mesmo. Eles também serão apedrejados. Nada mais do que você foi, ou gostaria de ser importa. Contente-se por não ser gordo ou uma lésbica."
Quando se corre de quem você é, fica fácil assumir a dor como par perfeito. E o conformismo e satisfação que ela parece te proporcionar te preencherão por muito tempo. Muito mesmo. Você se achará um máximo! Mas logo a dor retornará, e você vai se perguntar "Mas por quê? Por que comigo?" ... E a resposta sempre vem acompanhada da própria pergunta: Porque até a dor um dia findará, e se extinguirá.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Pegando Coelho por Lebre:
Se eu lembrasse que o mundo é um lugar tão pequeno quanto o gosto que eu tenho por cores neutras, eu pararia de me surpreender quando tudo parece se transmutar num digno dramalhão mexicano.
Tempos atrás, conheci um garoto que certamente tem uma personalidade oposta a minha. É impulsivo, inconsequente, teimoso e cheio de intensidade. Vocês já devem imaginar no que deu né? Obviamente muitas brigas (muitas mesmo), que se intercalaram em momentos acolhedores. Senti um carinho grandioso por ele, e um repentino espírito cuidadoso. Eu sempre me sinto responsável pelas pessoas. Gosto de cuidar delas (alguém tem que fazer isso né?!), apesar de não merecerem.
Não sei se o fato de ser mais novo influencia, mas ele ainda é muito imaturo. Às vezes eu achava que surgia uma tímida maturidade nele, porém era profundamente rasa. Eu não entendi direito o que ele quer. Claro que nem ele sabe ainda, todavia me apeguei a ele. Então nos cruzamos algumas vezes na pista de dança, e trocamos ''uma ideia''.
Por um tempo, ele disse gostar de mim. E eu admito que pensei em retribuir. Porém logo percebi que ele é um garoto carente de conquistas e que na verdade só tava a fim de curtir a adolescência (fato comum). Acho que na verdade eu estive prestes a ser só mais um na vida dele. Eu poderia ter exigido mais, contudo ele não tava pronto pra assumir um papel mais complexo. Poderia também exigir menos de mim, entretanto eu já to num lance diferente, noutro patamar.
Logicamente temos amigos em comum. Até já troquei ''uma ideia'' com uma amiga dele, e outras histórias que não vem ao caso agora. Tudo poderia continuar muito bem, cada um no seu mundo, e vez que outra unindo-os. Seria o bastante. Mas eu sei que ele tava querendo provar algo. E eu o ensinava truques e artimanhas pra lidar com as pessoas. No entanto, ele se achava sabichão. A verdade é que ele ainda é ingênuo, vê o mundo ora cor-de-rosa, ora desesperador. Mas esse guri tem futuro! Um dia encontrará a razão... Ou a emoção certa o achará.
Por meses o coloquei sobre meus cuidados. A prisão não é tão diferente desse mundo. Se você não for forte o bastante, é melhor se aliar com as pessoas certas. Eu tenho sorte por ser um bom mentiroso, com uma lábia fantástica e uma credibilidade quase inabalável.
Eu queria ser o ponto fixo dele. O abraço reconfortante de quando ele caísse. E eu fui. Destruí a possibilidade de criar um romance. Achei melhor consolidar nosso lado fraterno. Que assim seja! Esquecemos as amarguras passadas de vis discussões sangrentas e tornamo-nos apenas escudeiros. Mas esse tal destino é uma droga, não é?!
Acho que tudo teria ficado bem, se não fosse aquela quarta-feira. Numa conversa de praxe, ele envia a foto de um suposto 'ficante'. Dá pra adivinhar quem era? Siiiiiiiiiiiiiiiim, o Y1. Sério galera, não to inventando isso pra trazê-lo de volta a história. Mas o L1 junto com o Y1? Travei na hora. Não soube o que lhe dizer. E até hoje to devendo esse argumento a ele. Mas aquilo de fato me ofendeu. Eu sei que não deveria, e claro que o Y1 já foi enterrado na história, mas isso me pareceu perseguição.
É isso que chamam de coincidência? Foi mal, não acredito nessas coisas. Eu sei que deveria ser mais compreensível, mas isso me soou perversamente irônico. Hoje eu teria uma atitude diferente, talvez mais correta, mas sabem o que pensei na época? "Foda-se a diplomacia. Que FDP!". Me senti quase caindo na mesma armadilha do tempo. Mas dessa vez meu espírito feroz e vingativo agiu de antemão. Minha primeira atitude foi covarde e cruel: Tirei qualquer proteção e vínculo que poderia ter com o L1. Foi como largar um coelho fofo na jaula de felinos famintos. E eu só fiquei de longe, assistindo o banquete dos bichanos.
Eu não tava pronto pra encarar tudo de novo. E o L1 não tava pronto pra esse ataque tão inesperado. Claro que eu poderia simplesmente ter superado. Mas eu não o fiz. E quer saber? Me diverti muito com cada gota de sangue que o L1 jorrava por cada golpe que sofria. A verdade é uma brecha violenta entre a mentira e o esquecimento.
Se Madalena foi apedrejada como uma vagabunda qualquer, eu acho que um coelho que quer ser lebre merece um rugido á altura.
Tempos atrás, conheci um garoto que certamente tem uma personalidade oposta a minha. É impulsivo, inconsequente, teimoso e cheio de intensidade. Vocês já devem imaginar no que deu né? Obviamente muitas brigas (muitas mesmo), que se intercalaram em momentos acolhedores. Senti um carinho grandioso por ele, e um repentino espírito cuidadoso. Eu sempre me sinto responsável pelas pessoas. Gosto de cuidar delas (alguém tem que fazer isso né?!), apesar de não merecerem.
Não sei se o fato de ser mais novo influencia, mas ele ainda é muito imaturo. Às vezes eu achava que surgia uma tímida maturidade nele, porém era profundamente rasa. Eu não entendi direito o que ele quer. Claro que nem ele sabe ainda, todavia me apeguei a ele. Então nos cruzamos algumas vezes na pista de dança, e trocamos ''uma ideia''.
Por um tempo, ele disse gostar de mim. E eu admito que pensei em retribuir. Porém logo percebi que ele é um garoto carente de conquistas e que na verdade só tava a fim de curtir a adolescência (fato comum). Acho que na verdade eu estive prestes a ser só mais um na vida dele. Eu poderia ter exigido mais, contudo ele não tava pronto pra assumir um papel mais complexo. Poderia também exigir menos de mim, entretanto eu já to num lance diferente, noutro patamar.
Logicamente temos amigos em comum. Até já troquei ''uma ideia'' com uma amiga dele, e outras histórias que não vem ao caso agora. Tudo poderia continuar muito bem, cada um no seu mundo, e vez que outra unindo-os. Seria o bastante. Mas eu sei que ele tava querendo provar algo. E eu o ensinava truques e artimanhas pra lidar com as pessoas. No entanto, ele se achava sabichão. A verdade é que ele ainda é ingênuo, vê o mundo ora cor-de-rosa, ora desesperador. Mas esse guri tem futuro! Um dia encontrará a razão... Ou a emoção certa o achará.
Por meses o coloquei sobre meus cuidados. A prisão não é tão diferente desse mundo. Se você não for forte o bastante, é melhor se aliar com as pessoas certas. Eu tenho sorte por ser um bom mentiroso, com uma lábia fantástica e uma credibilidade quase inabalável.
Eu queria ser o ponto fixo dele. O abraço reconfortante de quando ele caísse. E eu fui. Destruí a possibilidade de criar um romance. Achei melhor consolidar nosso lado fraterno. Que assim seja! Esquecemos as amarguras passadas de vis discussões sangrentas e tornamo-nos apenas escudeiros. Mas esse tal destino é uma droga, não é?!
Acho que tudo teria ficado bem, se não fosse aquela quarta-feira. Numa conversa de praxe, ele envia a foto de um suposto 'ficante'. Dá pra adivinhar quem era? Siiiiiiiiiiiiiiiim, o Y1. Sério galera, não to inventando isso pra trazê-lo de volta a história. Mas o L1 junto com o Y1? Travei na hora. Não soube o que lhe dizer. E até hoje to devendo esse argumento a ele. Mas aquilo de fato me ofendeu. Eu sei que não deveria, e claro que o Y1 já foi enterrado na história, mas isso me pareceu perseguição.
É isso que chamam de coincidência? Foi mal, não acredito nessas coisas. Eu sei que deveria ser mais compreensível, mas isso me soou perversamente irônico. Hoje eu teria uma atitude diferente, talvez mais correta, mas sabem o que pensei na época? "Foda-se a diplomacia. Que FDP!". Me senti quase caindo na mesma armadilha do tempo. Mas dessa vez meu espírito feroz e vingativo agiu de antemão. Minha primeira atitude foi covarde e cruel: Tirei qualquer proteção e vínculo que poderia ter com o L1. Foi como largar um coelho fofo na jaula de felinos famintos. E eu só fiquei de longe, assistindo o banquete dos bichanos.
Eu não tava pronto pra encarar tudo de novo. E o L1 não tava pronto pra esse ataque tão inesperado. Claro que eu poderia simplesmente ter superado. Mas eu não o fiz. E quer saber? Me diverti muito com cada gota de sangue que o L1 jorrava por cada golpe que sofria. A verdade é uma brecha violenta entre a mentira e o esquecimento.
Se Madalena foi apedrejada como uma vagabunda qualquer, eu acho que um coelho que quer ser lebre merece um rugido á altura.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Eternos como Diamantes:
Pessoas que realmente são felizes, não alarmam sobre isso por aí. Quem sai nomeando cada pedaço de um relacionamento só pode ser do tipo desesperadamente inseguro.
Eu não sei quanto á vocês, mas eu quero viver pra sempre. Outro dia me perguntaram o que eu achava da morte. Ora sei lá, não morri ainda! Pelo contrário, cada momento de dor e fraqueza me mantém ainda mais vivo. Então é bom se prepararem, porque eu viver pra sempre.
Eu nunca me preocupei com o que eu deixaria de recordação quando eu morresse. Claro que sou muito novo pra pensar nisso, mas quem me garante que eu não vou morrer daqui há 10 minutos? E como eu prefiro prevenir, vou logo dizendo que eu fui muito feliz, apesar de tudo. Eu experimentei um aglomerado de sensações que eu nem imaginava existir, e todos os erros óbvios me ensinaram novos caminhos pra chegar ao acerto.
Eu sempre tive uma obsessão por perfeição. E consertar as coisas, além de ser um prazer, me lembra do quão privilegiado sou pela minha aptidão em análise.
Durante muito tempo eu vivi na expectativa de provar ao mundo que eu era normal. Até que num dia saquei a real importância que a vida nos ensina, com os tombos e decepções que ela traz. Agora eu sei que preciso ser perfeito. Não preciso ser o mais gato, nem o mais inteligente. Não preciso fingir outros gostos pra andar com os populares ou ser descolado.
A vida é uma roleta-russa, mas a maioria das escolhas são nossas. Você não precisa entrar nesse jogo. Claro que é mais fácil culpar o mundo e gritar com todos. Mas um dia a gente aprende a lidar com o fracasso com naturalidade.
As pessoas sempre me viram como um garoto contido e certinho. Mas falando sério, eu nunca quis passar essa impressão. Eu só quero ser o MAIS gato e o MAIS descolado. quero ser GENIAL. Não quero ser só mais um. Sei que pode parecer arrogância. Mas acho que não há nada de errado em querer ser o melhor possível.
Só de pensar que um dia não terei mais esse refúgio fico desolado. Eu não sei se tô aproveitando as oportunidade como deveria, e nem se fui justo com as pessoas que gostaram de mim. Eu sempre exigi muito de todo mundo. E mais ainda de mim mesmo. Acho que no fundo só quero ser surpreendido por algo que me faça correr sobre aquele vidro sem pensar na dor. Quero um motivo pra não tachar mais a humanidade como um bando de desalmados.
Sabe, acho que às vezes que perdi o controle e falei e agi como um idiota serviram pra me mostrar um outro lado das coisas. Eu sei que pareço um hipócrita quando digo que sou contra ilegalidades e o uso de escapismo em álcool e aliados. Afinal, não posso negar que estes são prazeres imensuráveis.
Quer saber? A vida não depende de quem somos. Amanhã eu não serei o mesmo, bem como ontem fui outra pessoa. O que importa no final é o resultado de todas as pessoas que aprendemos a ser durante a vida.
Nada nem ninguém é tão limitado quanto dizem. Nada é tão preto no branco assim. Existem muitas verdades e possibilidades a serem exploradas. Eu não to aqui pra julgar ninguém, mas acho que todos deveriam experimentar outros caminhos. Quem sabe você até encontre o seu.
Diamantezinhos, eu nunca tive sorte como amante (ou tive sorte pra caramba, depende o ponto de vista).
Eu sou um poeta, então posso desenhar com as palavras. Pintar versos dramáticos sobre o ar, e transformá-los em canção de ninar. Meu real objetivo é causar quaisquer sensações imagináveis. Só quero que você se permita sentir e interpretar minhas palavras como quiser (e puder).
Sinta raiva, medo, compaixão, afeto... E até por que não, amor. Acho que minha verdade pode ser apaixonante.
Tem muita gente que me acha insensível, e eu não os culpo. Mas aprendi que o melhor pra mim seria agir com tamanha frieza imperial. Mas cada um se defende como pode né?!
...Não há decepção maior que a vida. Sei que a morte trata-se de um reinício. Um eterno ciclo de renovação e nova oportunidade. Mas admito que será uma pena acabar com tudo isso um dia. Por mim, ficaria aqui incomodando vocês com minhas histórias inconsequentes e amarguradas (porém verídicas) pra sempre.
Como um apaixonado pela psicologia, posso dizer que não há verdade maior do que o 'fenômeno de transferência'. Mas como adolescente questionador, sarcástico, crítico e charmoso, afirmo que não há nada mais eterno do que os diamantes.
Eu não sei quanto á vocês, mas eu quero viver pra sempre. Outro dia me perguntaram o que eu achava da morte. Ora sei lá, não morri ainda! Pelo contrário, cada momento de dor e fraqueza me mantém ainda mais vivo. Então é bom se prepararem, porque eu viver pra sempre.
Eu nunca me preocupei com o que eu deixaria de recordação quando eu morresse. Claro que sou muito novo pra pensar nisso, mas quem me garante que eu não vou morrer daqui há 10 minutos? E como eu prefiro prevenir, vou logo dizendo que eu fui muito feliz, apesar de tudo. Eu experimentei um aglomerado de sensações que eu nem imaginava existir, e todos os erros óbvios me ensinaram novos caminhos pra chegar ao acerto.
Eu sempre tive uma obsessão por perfeição. E consertar as coisas, além de ser um prazer, me lembra do quão privilegiado sou pela minha aptidão em análise.
Durante muito tempo eu vivi na expectativa de provar ao mundo que eu era normal. Até que num dia saquei a real importância que a vida nos ensina, com os tombos e decepções que ela traz. Agora eu sei que preciso ser perfeito. Não preciso ser o mais gato, nem o mais inteligente. Não preciso fingir outros gostos pra andar com os populares ou ser descolado.
A vida é uma roleta-russa, mas a maioria das escolhas são nossas. Você não precisa entrar nesse jogo. Claro que é mais fácil culpar o mundo e gritar com todos. Mas um dia a gente aprende a lidar com o fracasso com naturalidade.
As pessoas sempre me viram como um garoto contido e certinho. Mas falando sério, eu nunca quis passar essa impressão. Eu só quero ser o MAIS gato e o MAIS descolado. quero ser GENIAL. Não quero ser só mais um. Sei que pode parecer arrogância. Mas acho que não há nada de errado em querer ser o melhor possível.
Só de pensar que um dia não terei mais esse refúgio fico desolado. Eu não sei se tô aproveitando as oportunidade como deveria, e nem se fui justo com as pessoas que gostaram de mim. Eu sempre exigi muito de todo mundo. E mais ainda de mim mesmo. Acho que no fundo só quero ser surpreendido por algo que me faça correr sobre aquele vidro sem pensar na dor. Quero um motivo pra não tachar mais a humanidade como um bando de desalmados.
Sabe, acho que às vezes que perdi o controle e falei e agi como um idiota serviram pra me mostrar um outro lado das coisas. Eu sei que pareço um hipócrita quando digo que sou contra ilegalidades e o uso de escapismo em álcool e aliados. Afinal, não posso negar que estes são prazeres imensuráveis.
Quer saber? A vida não depende de quem somos. Amanhã eu não serei o mesmo, bem como ontem fui outra pessoa. O que importa no final é o resultado de todas as pessoas que aprendemos a ser durante a vida.
Nada nem ninguém é tão limitado quanto dizem. Nada é tão preto no branco assim. Existem muitas verdades e possibilidades a serem exploradas. Eu não to aqui pra julgar ninguém, mas acho que todos deveriam experimentar outros caminhos. Quem sabe você até encontre o seu.
Diamantezinhos, eu nunca tive sorte como amante (ou tive sorte pra caramba, depende o ponto de vista).
Eu sou um poeta, então posso desenhar com as palavras. Pintar versos dramáticos sobre o ar, e transformá-los em canção de ninar. Meu real objetivo é causar quaisquer sensações imagináveis. Só quero que você se permita sentir e interpretar minhas palavras como quiser (e puder).
Sinta raiva, medo, compaixão, afeto... E até por que não, amor. Acho que minha verdade pode ser apaixonante.
Tem muita gente que me acha insensível, e eu não os culpo. Mas aprendi que o melhor pra mim seria agir com tamanha frieza imperial. Mas cada um se defende como pode né?!
...Não há decepção maior que a vida. Sei que a morte trata-se de um reinício. Um eterno ciclo de renovação e nova oportunidade. Mas admito que será uma pena acabar com tudo isso um dia. Por mim, ficaria aqui incomodando vocês com minhas histórias inconsequentes e amarguradas (porém verídicas) pra sempre.
Como um apaixonado pela psicologia, posso dizer que não há verdade maior do que o 'fenômeno de transferência'. Mas como adolescente questionador, sarcástico, crítico e charmoso, afirmo que não há nada mais eterno do que os diamantes.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Confissões de uma Pista de Dança -- Um (a) Novo (a) Paz:
"E cada vez que uma nova história surge, dentre todo este vazio, é como se a antiga se apagasse. Eu sempre fui assim. Me adapto de acordo com seus erros... E um dia os consertarei."
É guerra! Enquanto me reerguia e unia todos os cacos que ficara meus sentimentos, decidi emoldar todas as estruturas e insensatamente alternar o curso da minha nova história. Alguns achariam besteira e simplesmente se entregariam. Mas eu não. Agora lutarei por tudo aquilo que a tempestade arrasou, junto com a minha esperança. Mergulhei num louco amor obsessivo, do qual ainda que eu falasse a língua dos anjos, não conseguiria explicar a vocês. E também, eu não sei direito aonde vou chegar com tudo isso, logo, vamos deixar rolar...
Então eles me olharam, como que questionando aquela faca que pingava uma coloração vermelha e espessa que eu empunhara ligeiramente. Eu disse "Abra meu corpo e faça uma cirurgia nele. Retire até a última camada de sobriedade impregnada, porque agora lutarei até o fim."
Dito e feito. Eu tento lembrar dos acontecimentos com maior exatidão, mas embora tenha recusado anestesia, minhas ideias se confundem com refrões de músicas.
Acho que eu tentei ignorar os ruídos lá fora, e o temporal que veio e foi num piscar de olhos. É difícil sair da sua zona de conforto e caminhar sobre o vidro. Mas agora sentindo cada caco laminando meus pés e a dor que arde em meu peito, a saída após o túnel é minha única força.
Lutarei com cada pedaço do meu corpo e cada partícula negativa da minha memória, que por anos pôs minha positividade em subterfúgio. E por cada vez que sucumbi perante a insegurança e extrema racionalidade.
...Então desatei aqueles nós que enferrujavam meus antebraços e bradei, como num uivo, pela alcateia toda: "Por muito tempo eu estive aqui. Eu até teria me jogado daquele trem por você. Fingiria que não me importo quando você bagunça tudo e desorganiza minha vida. Mas acho que esse foi o único motivo que me atraiu até aqui: todas essas imperfeições. Porque algo em mim tende a querer consertar cada estupidez que você faz, e a trocar lágrimas por sorrisos. Mas agora não! Agora é guerra!"
E como que me reerguendo e pingando suor em troca de ingratidão, vi inimigos tornarem-se amigos, e amigos jogando as armas ao chão. Não culparei suas fraquezas agora, mas aquilo foi como uma adaga cega cravada no meu estômago.
Deixarei de lado momentaneamente todo o glamour e tesão pela boemia hiper-romântica de corações palpitantes quando eu chego naquela pista de dança. Agora o momento é sério (tô tentando poxa). O garoto dourado aqui destilou as primeiras gotas do seu veneno. Já podemos até ver alguns resultados: Uma porção de estrelinhas em troca de um boa-noite-cinderela.
Descobrir do que sou capaz será como testar novas posições do kama sutra: uma confusão que pode ser interessante.
O I. me disse "Cuidado pra não absorver todo esse poder e transformá-lo em mágoa. Afinal, sabemos que ela sempre destrói qualquer império..." Mas não esquenta com isso. Rancor não faz parte do menu do dia. Que tal fritas e uma porção de sarcasmo?
Sabe aquele sorriso... Aquele capaz de findar qualquer guerra? Aquele sorriso será meu!
Diamantezinhos, agora vamos pro tudo ou nada. Vamos à batalha!!
É guerra! Enquanto me reerguia e unia todos os cacos que ficara meus sentimentos, decidi emoldar todas as estruturas e insensatamente alternar o curso da minha nova história. Alguns achariam besteira e simplesmente se entregariam. Mas eu não. Agora lutarei por tudo aquilo que a tempestade arrasou, junto com a minha esperança. Mergulhei num louco amor obsessivo, do qual ainda que eu falasse a língua dos anjos, não conseguiria explicar a vocês. E também, eu não sei direito aonde vou chegar com tudo isso, logo, vamos deixar rolar...
Então eles me olharam, como que questionando aquela faca que pingava uma coloração vermelha e espessa que eu empunhara ligeiramente. Eu disse "Abra meu corpo e faça uma cirurgia nele. Retire até a última camada de sobriedade impregnada, porque agora lutarei até o fim."
Dito e feito. Eu tento lembrar dos acontecimentos com maior exatidão, mas embora tenha recusado anestesia, minhas ideias se confundem com refrões de músicas.
Acho que eu tentei ignorar os ruídos lá fora, e o temporal que veio e foi num piscar de olhos. É difícil sair da sua zona de conforto e caminhar sobre o vidro. Mas agora sentindo cada caco laminando meus pés e a dor que arde em meu peito, a saída após o túnel é minha única força.
Lutarei com cada pedaço do meu corpo e cada partícula negativa da minha memória, que por anos pôs minha positividade em subterfúgio. E por cada vez que sucumbi perante a insegurança e extrema racionalidade.
...Então desatei aqueles nós que enferrujavam meus antebraços e bradei, como num uivo, pela alcateia toda: "Por muito tempo eu estive aqui. Eu até teria me jogado daquele trem por você. Fingiria que não me importo quando você bagunça tudo e desorganiza minha vida. Mas acho que esse foi o único motivo que me atraiu até aqui: todas essas imperfeições. Porque algo em mim tende a querer consertar cada estupidez que você faz, e a trocar lágrimas por sorrisos. Mas agora não! Agora é guerra!"
E como que me reerguendo e pingando suor em troca de ingratidão, vi inimigos tornarem-se amigos, e amigos jogando as armas ao chão. Não culparei suas fraquezas agora, mas aquilo foi como uma adaga cega cravada no meu estômago.
Deixarei de lado momentaneamente todo o glamour e tesão pela boemia hiper-romântica de corações palpitantes quando eu chego naquela pista de dança. Agora o momento é sério (tô tentando poxa). O garoto dourado aqui destilou as primeiras gotas do seu veneno. Já podemos até ver alguns resultados: Uma porção de estrelinhas em troca de um boa-noite-cinderela.
Descobrir do que sou capaz será como testar novas posições do kama sutra: uma confusão que pode ser interessante.
O I. me disse "Cuidado pra não absorver todo esse poder e transformá-lo em mágoa. Afinal, sabemos que ela sempre destrói qualquer império..." Mas não esquenta com isso. Rancor não faz parte do menu do dia. Que tal fritas e uma porção de sarcasmo?
Sabe aquele sorriso... Aquele capaz de findar qualquer guerra? Aquele sorriso será meu!
Diamantezinhos, agora vamos pro tudo ou nada. Vamos à batalha!!
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