Que pode uma criatura,senão entre criaturas,amar?
Amar e esquecer,
Amar e malamar,
Amar,desamar,amar?
Sempre,e até de olhos fechados,amar?
Que pode,pergunto,o homem,
sozinho,em eterna rotação universal,senão
Rodar também,e amar?
Amar o que o amor traz à praia,
E o que a onda sepulta na areia,
O que na brisa marinha se torna sal,
E no seu poente se torna angústia?
Amar solenemente a solidão do deserto,
A entrega e a compaixão,
A voz áspera,o amor inóspito,
Um vaso sem flor, uma estrada de ferro,
E o peito inerte, pronto para ser flechado,
Como rua sem sonhos...Amar a oportunidade!
Eis o nosso destino:Amor sem conta,
Distribuído pétala a pétala,
Doação ilimitada e completa de ingratidão.
E na concha vazia do amor, à procura medrosa,
paciente de um desamor.
Amar nossa própria falta de amor,
E na aguerrida ânsia de amar,
Engolir as lágrimas e o beijo tácito,
Como calor distinto e sede infinita.
Que pode uma criatura,senão entre tantas outras criaturas,amar?
domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Montecchio e Capuletto: O Prólogo do Amor
"Era uma vez a bela verona,
onde o ódio entre duas famílias, era trazido à tona.
Como o vil som das espadas,
A guerra entre os Montecchio e os Capulleto não era apenas uma fachada.
Dentre os desfechos de uma sangrenta batalha,
no mais profundo pó,
Julieta Capulleto e Romeu Montecchio: O amor de dois corpos, numa alma só.
Caberia na tumultuada Verona,num crescente amor de precipitação,
o fulgaz da brasa que acalentava o mesmo coração?
Mesmo julgados e condenados, por este trépido destino traçado,
Romeu e Julieta não julgavam-se viver no pecado.
Armas em punho,coragem e lealdade,
o embate épico,que se tornaria apenas saudade.
Mesmo com lágrimas matinais da aurora,
para Julieta e Romeu, ninguém poderia pará-los agora.
E nos mais remoídos ventos de piedade,
mais além,estava prestes a iniciar um terrível combate.
Soltos ao vento,lançados à sorte:
A luta mútua e incessante do Amor,selada pela morte."
Luís Paz & André Lima
onde o ódio entre duas famílias, era trazido à tona.
Como o vil som das espadas,
A guerra entre os Montecchio e os Capulleto não era apenas uma fachada.
Dentre os desfechos de uma sangrenta batalha,
no mais profundo pó,
Julieta Capulleto e Romeu Montecchio: O amor de dois corpos, numa alma só.
Caberia na tumultuada Verona,num crescente amor de precipitação,
o fulgaz da brasa que acalentava o mesmo coração?
Mesmo julgados e condenados, por este trépido destino traçado,
Romeu e Julieta não julgavam-se viver no pecado.
Armas em punho,coragem e lealdade,
o embate épico,que se tornaria apenas saudade.
Mesmo com lágrimas matinais da aurora,
para Julieta e Romeu, ninguém poderia pará-los agora.
E nos mais remoídos ventos de piedade,
mais além,estava prestes a iniciar um terrível combate.
Soltos ao vento,lançados à sorte:
A luta mútua e incessante do Amor,selada pela morte."
Luís Paz & André Lima
O Último selo
...Preso à penúmbra de um destino corrompido pela inveja. Uma maldição cármica que guia ao desgosto de um alter ego. Como numa arena de combate,onde os gladiadores triunfam um combate alucinógeno. A tentação da carne realçada pelo crepúsculo matinal. A preguiça de abrigar-se de uma tempestade,quando o caos atravessa e parte o seu medo em dois. Num frívolo discurso,de uma autoridade, onde subitamente temos vontade de vomitar. A real decadência social,o desleixo completo (e óbvio),que as pessoas tendem a tentar esconder. É chuva de prata guardada num frasco de veneno. É o sangue de um anjo caído, em eterno triunfo de mais uma alma corrompida. A luz divina que não alcança a sombria ganância do Homem. Eclipse espacial que cobra a humanidade de trevas, fadados ao fracasso,num longíquo abismo gélido,condenados à eternidade vazia...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Espada e Escudo
No início, havia apenas a escuridão, mas como todos sabem, onde há sombra, há luz. Pouco a pouco, foram nascendo as primeiras estrelas, e com o choque entre estes corpos celestes e a escuridão (que já ali habitava), houve uma grande explosão. A terra tremeu e os céus choraram. Deste grande impacto, duas lágrimas atravessaram a galáxia, nascendo assim os irmãos Espada e Escudo. Espada jurou destruir tudo que se opusesse à sua frente. Escudo, por sua vez, jurou usar sua luz para proteger a todos. Nascia assim, o eterno confronto entre os irmãos. Visivelmente, Espada herdara a maldade e a ganância da Escuridão. Escudo descendia veementemente, da benevolência e insegurança das Estrelas. Apesar de nascidos juntos, na mesma colisão estelar, percebia-se fortemente, que seus destinos transcorriam caminhos opostos. Espada era arrasador, imprudente, frio e orgulhoso. Queria conquistar tudo através da força. Escudo, em contrapartida, era ingênuo, defensivo, acolhedor e maturo. Dizem que as faíscas deste combate deram origem ao Céu e ao Inferno. Pouco a pouco, o poder dos Irmãos enfraquecia mais e mais, sem aparente motivo. Notando essa repentina perda, Espada resolveu transferir seu poder para os homens: Ensinou-lhes a coragem, a inventividade, a criatividade e a força. Percebendo a ação do irmão, Escudo transferiu seu poder à Natureza, criando assim o fogo, o ar, a água e a terra. Notaram então, que seus poderes, controlados pelos humanos e a natureza, poderiam ser utilizados juntos. O home alimentava-se das águas, plantava e cultivava alimentos na terra, usava energia eólica e difundia sua inventividade com a brasa. Os irmãos, arrependidos desta luta milenar, resolveram fazer as pazes e acordaram trabalhar juntos. Porém, era tarde demais. Espada e Escudo tinham seus poderes totalmente usurpados pelo homem e pela natureza, podendo nada mais fazer. Os irmãos uniram-se novamente e numa nova grande explosão, dissiparam-se no espaço. O homem por sua vez, com seu intelecto criativo, passou a utilizar mais da natureza do que ela poderia oferecer-lhe. O fogo, o ar, a água e a terra, revoltaram-se contra a raça humana, iniciando um novo embate terrestre, criando assim, a desarmonia e o caos. Numa repentina tempestade, a Escuridão tomou conta do Planeta. As estrelas, todavia, injuriadas com tal feito, emanaram uma luz tão forte que ao dissipar a Escuridão, destruíram também o Homem e tudo mais que existia. O silêncio reinou no nada. Muito distante dali, era possível observar reflexos incandescentes. O som não podia propagar-se, mas era possível observar um rastro cósmico, como a calda de um cometa, que indicava um novo início. Espada e Escudo, finalmente descansavam em paz...Juntos!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Palavras ao Vento...
Arte por arte,arte rebuscada,arte-estética,arte formal,Conformado pela arte.
Brigas de brasas,brasas que amansam,brisas inconstantes,de beijos bravos e bocas seladas.
Corações fúteis,futilidade mental,mente superior,questão de valor,voluptuosa corrente,corrente cardíaca.
De dados diferentes,diferentes maneiras.De um lado ao outro,destruindo barreiras,de doidos mansos,que dormem.
Espreitando e talvez espreitados,pelas estreitas estradas deste mundo afora,distinguido por ti,achado pela aurora.
Fome que corrói,fome que fraqueja,como o frio lá de fora,para aqueles que fugiam,e que agora chega.
Gosto de gostar,gentil maneira de pensar.Gritos de dor como o gozo da alegria,garante os generais, herdeiros natos, da militar hierarquia.
Comparados,facilmente, à fracas hienas ao mar,inutilmente lutadores,que insistem em investigar,os 'quês' e 'porquês' de inverno à verão, cachorro ladrão,joga-se ao mato,caça o gato,foge com o prato,almoço almoçado,sorte do dia,cardápio da semana.
Lento com a derrama, lamento contínuo,um deleite desbravado,loteria ganha.
Mil maneiras se tem, e as melhores moças são as mentiras,mas não das moças,e sim as próprias que mentiram.
Nada e nunca, n'água se encontram,como o palhaço e o circo,ninguém tem nada contra.
Outra vez finja,orvalho recente, opositor crescente,ora faz chuva,ora ele chora,ouve-me agora?
Põe-se o sol,e perguntas desabrocham,penas setenciadas,pratos limpos,porto vazio,pena justa.
Queimada da angústia,querida primavera,de quentes monções,alíquota cobrada,pena dobrada.
Risos que rompem,com o silêncio regido,regado pela noite,de estranho rugido.
Semente plantada,depois da pena julgada,sintonia da alvorada,serpente criada,súbita facada.
Terra descoberta,tinha-se colonizado.Tarde chegaram,já havia-se dominado.Terapeuta confuso,doce torresmo,uma vez jogado ao vento,unicamente em conjunto,doce de uva,urge o respeito.
Voz velada do veneno verniz,brilho voraz. Vagas lembranças,de velas que se apagaram.
Vozes volúveis,vezes vagas,vagas lembranças,da história que se passara...
Brigas de brasas,brasas que amansam,brisas inconstantes,de beijos bravos e bocas seladas.
Corações fúteis,futilidade mental,mente superior,questão de valor,voluptuosa corrente,corrente cardíaca.
De dados diferentes,diferentes maneiras.De um lado ao outro,destruindo barreiras,de doidos mansos,que dormem.
Espreitando e talvez espreitados,pelas estreitas estradas deste mundo afora,distinguido por ti,achado pela aurora.
Fome que corrói,fome que fraqueja,como o frio lá de fora,para aqueles que fugiam,e que agora chega.
Gosto de gostar,gentil maneira de pensar.Gritos de dor como o gozo da alegria,garante os generais, herdeiros natos, da militar hierarquia.
Comparados,facilmente, à fracas hienas ao mar,inutilmente lutadores,que insistem em investigar,os 'quês' e 'porquês' de inverno à verão, cachorro ladrão,joga-se ao mato,caça o gato,foge com o prato,almoço almoçado,sorte do dia,cardápio da semana.
Lento com a derrama, lamento contínuo,um deleite desbravado,loteria ganha.
Mil maneiras se tem, e as melhores moças são as mentiras,mas não das moças,e sim as próprias que mentiram.
Nada e nunca, n'água se encontram,como o palhaço e o circo,ninguém tem nada contra.
Outra vez finja,orvalho recente, opositor crescente,ora faz chuva,ora ele chora,ouve-me agora?
Põe-se o sol,e perguntas desabrocham,penas setenciadas,pratos limpos,porto vazio,pena justa.
Queimada da angústia,querida primavera,de quentes monções,alíquota cobrada,pena dobrada.
Risos que rompem,com o silêncio regido,regado pela noite,de estranho rugido.
Semente plantada,depois da pena julgada,sintonia da alvorada,serpente criada,súbita facada.
Terra descoberta,tinha-se colonizado.Tarde chegaram,já havia-se dominado.Terapeuta confuso,doce torresmo,uma vez jogado ao vento,unicamente em conjunto,doce de uva,urge o respeito.
Voz velada do veneno verniz,brilho voraz. Vagas lembranças,de velas que se apagaram.
Vozes volúveis,vezes vagas,vagas lembranças,da história que se passara...
terça-feira, 27 de julho de 2010
O Planeta Azul:
O menino que mora num Planeta Azul,
Feito a calda de um cometa,
Quer se corresponder com alguém de outra galáxia.
Neste planeta aonde o menino mora, as coisas não vão tão bem assim:
O azul está ficando desbotado, e os homens brincam de guerra.
O ser humano está se perdendo na futilidade, e as palavras perdendo sua essência.
Então o menino procura, com urgência, alguém de outra galáxia, para trocarem selos, figurinhas e esperanças.
Um habitante de outra galáxia aceita corresponder-se com o menino do Planeta Azul.
O mundo deste habitante é todo feito de vento e as folhas de cerejeira pairam pelos ares.
Não há fome nem guerra.
Nas tardes perfumadas, as pessoas passeiam de mãos dadas rindo à toa.
Elas podem, realmente, amar-se.
Nesta galáxia, ninguém faz a morte, ela acontece naturalmente, e o sentimento verdadeiro supera tudo.
O habitante da outra galáxia, aceita trocar selos e figurinhas, e pede ao menino que encha os bolsos de esperança, e não só os bolsos, mas também as mãos, os cabelos, a voz, o coração... que a doença do Planeta Azul ainda tem solução.
Feito a calda de um cometa,
Quer se corresponder com alguém de outra galáxia.
Neste planeta aonde o menino mora, as coisas não vão tão bem assim:
O azul está ficando desbotado, e os homens brincam de guerra.
O ser humano está se perdendo na futilidade, e as palavras perdendo sua essência.
Então o menino procura, com urgência, alguém de outra galáxia, para trocarem selos, figurinhas e esperanças.
Um habitante de outra galáxia aceita corresponder-se com o menino do Planeta Azul.
O mundo deste habitante é todo feito de vento e as folhas de cerejeira pairam pelos ares.
Não há fome nem guerra.
Nas tardes perfumadas, as pessoas passeiam de mãos dadas rindo à toa.
Elas podem, realmente, amar-se.
Nesta galáxia, ninguém faz a morte, ela acontece naturalmente, e o sentimento verdadeiro supera tudo.
O habitante da outra galáxia, aceita trocar selos e figurinhas, e pede ao menino que encha os bolsos de esperança, e não só os bolsos, mas também as mãos, os cabelos, a voz, o coração... que a doença do Planeta Azul ainda tem solução.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Ponto de Paz
Sou o filho do amor e do ódio,
Guerreiro desolado, pela decepção mundana.
Sou o ferro e o aço em fusão,
Projeto cibernético, experimento humano.
Sou símbolo cármico da luta infindável,
Protetor fiel de batalhas exploradas.
Sou o calor das verdejantes montanhas,
O frio cósmico das gélidas florestas boreais.
Sou o fruto do orgulho partido,
Das pétalas caídas, da desordem humana.
Sou o último espectro de Pandora,
A esperança que não foi mostrada aos humanos,
A lei corrompida e a coragem difundida.
Sou a permissão e a culpa, representante do fim,
Simbolizo o tributo à noite, e a congregação dos dias,
Sou o fim aguardado, as tardes chuvosas,
O ar em infinita combustão.
Sou o fruto proibido de um romance ruim.
Sou o descendente de uma geração abalada pela desonra.
Sou o caminho da evolução, o pendante da paixão, da igualdade e da ordem.
Sou o big bang de emoções, o resto da ilusão.
Sou o que sobrou da paixão, você está pronto para me amar?
Sou o oásis desertificado, a aurora austral, a falha elíptica.
Sou o eclipse do seu sonho, o bem e mal em eterna união e confronto.
Sou a benção do carinho, a tentação do Éden e o caminho do infinito.
Sou o guerreiro, a espada e o escudo, o castigo dos perdedores e a vitória de quem não lutou.
Sou a explosão das estrelas, num amor eterno.
Sou a hipocrisia e o tráfico de emoções.
Sou o seu beijo, o toque da sua mão e o seu olhar.
Sou pena de fogo, o calor do inferno celeste, o frio do céu rubro.
Sou o pecado e a sua salvação.
Sou o seu sonho, em carne e tentação.
Sou o passado obscuro, o presente trepudiado e o futuro de refúgio.
Sou o mártir da dor, e o arrepio de excitação.
Sou o ápice da verdade, e a mentira em apogeu.
Sou a ascensão dos fracos, a queda dos fortes.
Sou pedra bruta lapidada em sentimentos e carinho,
Sou o carinho difundido num frívolo orgulho.
Sou a arrogância, a fome de poder.
Sou a vaidade cósmica, a inveja do amor, a preguiça do perdedor, a ira selvagem, a ganância do rico, a avareza do pobre, o sexo casual.
Sou puro veneno, coberto de flores e espinhos.
Sou a última chance da humanidade, sou todas as suas ‘máscaras’, sou a vingança.
Sou o pecado da ingenuidade, a pura falta de pudor, a entrega total.
Sou o devorador de sentimentos, sou sua cara-metade, o oposto do que te atrai.
Sou o eterno apaixonado, a poesia global, sou eterno amante, eterno aprendiz de você, porque só em ti, sou também, o Ponto de Paz.
Guerreiro desolado, pela decepção mundana.
Sou o ferro e o aço em fusão,
Projeto cibernético, experimento humano.
Sou símbolo cármico da luta infindável,
Protetor fiel de batalhas exploradas.
Sou o calor das verdejantes montanhas,
O frio cósmico das gélidas florestas boreais.
Sou o fruto do orgulho partido,
Das pétalas caídas, da desordem humana.
Sou o último espectro de Pandora,
A esperança que não foi mostrada aos humanos,
A lei corrompida e a coragem difundida.
Sou a permissão e a culpa, representante do fim,
Simbolizo o tributo à noite, e a congregação dos dias,
Sou o fim aguardado, as tardes chuvosas,
O ar em infinita combustão.
Sou o fruto proibido de um romance ruim.
Sou o descendente de uma geração abalada pela desonra.
Sou o caminho da evolução, o pendante da paixão, da igualdade e da ordem.
Sou o big bang de emoções, o resto da ilusão.
Sou o que sobrou da paixão, você está pronto para me amar?
Sou o oásis desertificado, a aurora austral, a falha elíptica.
Sou o eclipse do seu sonho, o bem e mal em eterna união e confronto.
Sou a benção do carinho, a tentação do Éden e o caminho do infinito.
Sou o guerreiro, a espada e o escudo, o castigo dos perdedores e a vitória de quem não lutou.
Sou a explosão das estrelas, num amor eterno.
Sou a hipocrisia e o tráfico de emoções.
Sou o seu beijo, o toque da sua mão e o seu olhar.
Sou pena de fogo, o calor do inferno celeste, o frio do céu rubro.
Sou o pecado e a sua salvação.
Sou o seu sonho, em carne e tentação.
Sou o passado obscuro, o presente trepudiado e o futuro de refúgio.
Sou o mártir da dor, e o arrepio de excitação.
Sou o ápice da verdade, e a mentira em apogeu.
Sou a ascensão dos fracos, a queda dos fortes.
Sou pedra bruta lapidada em sentimentos e carinho,
Sou o carinho difundido num frívolo orgulho.
Sou a arrogância, a fome de poder.
Sou a vaidade cósmica, a inveja do amor, a preguiça do perdedor, a ira selvagem, a ganância do rico, a avareza do pobre, o sexo casual.
Sou puro veneno, coberto de flores e espinhos.
Sou a última chance da humanidade, sou todas as suas ‘máscaras’, sou a vingança.
Sou o pecado da ingenuidade, a pura falta de pudor, a entrega total.
Sou o devorador de sentimentos, sou sua cara-metade, o oposto do que te atrai.
Sou o eterno apaixonado, a poesia global, sou eterno amante, eterno aprendiz de você, porque só em ti, sou também, o Ponto de Paz.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Pena de Fogo
...Fulgaz de um combate épico, contraditório. Uma luta incessante, de punho sóbrio, onde inconscientemente batalhamos para perder, e desistimos para vencer. Num confronto onde tudo é válido, e acrescento ainda, que nada é proibido. Desentendimento dualista, comprometedor,que nos engana,engasga e esgana...
Perdi o ar,quando busquei conforto em novos ares,
Perdi o chão,quando me refugiei em novas idéias,
Perdi a razão, ao dizer que jamais amaria novamente.
Desconcertas-me,quando me olha nos olhos,
Afagas-me, em ternos abraços infinitos,
Seduzes-me, por completo, sem nada fazer.
É combustão instantânea, o calor que me consome,
É auto defesa, desviar a atenção de ti, para não me entregar,
É pena de fogo, que sobrevoa nossa relação.
Julgue o céu, se assim considerar o carinho romântico e afetuoso,
Julgue o inferno, pelas tão calorosas faíscas que rugem ao nosso encontro,
Julgue indefinível, apenas cósmico, bipolar, preciso e impreciso, imprevisível encontro de corpos celestes que anunciam um novo big bang.
Defina-me malicioso, por não poder pensar outra coisa, a não serem nossos corpos se tocando, num ritmo psicodélico.
Defina-me angelical, por ser um louco apaixonado, que perde o ar, o chão, e a razão (já citados), quando está frente a frente contigo.
Defina-me completo,quando te mostro que posso te levar a um céu rubro e a um inferno celeste,instantaneamente.
Quero-te como caça, para todo dia te prender e te devorar, numa ceia feromônica da nova estação.
Quero-te como caçador, para esperar o momento em que me aprisionará e fará o que quizer comigo.
Quero-te todos os dias, independente do modo, do sorriso, do toque, da razão (ou falta dela), da luxúria e de tudo mais, pois não posso imaginar meu Paraíso sem você para me aquecer, a todo instante.
Perdi o ar,quando busquei conforto em novos ares,
Perdi o chão,quando me refugiei em novas idéias,
Perdi a razão, ao dizer que jamais amaria novamente.
Desconcertas-me,quando me olha nos olhos,
Afagas-me, em ternos abraços infinitos,
Seduzes-me, por completo, sem nada fazer.
É combustão instantânea, o calor que me consome,
É auto defesa, desviar a atenção de ti, para não me entregar,
É pena de fogo, que sobrevoa nossa relação.
Julgue o céu, se assim considerar o carinho romântico e afetuoso,
Julgue o inferno, pelas tão calorosas faíscas que rugem ao nosso encontro,
Julgue indefinível, apenas cósmico, bipolar, preciso e impreciso, imprevisível encontro de corpos celestes que anunciam um novo big bang.
Defina-me malicioso, por não poder pensar outra coisa, a não serem nossos corpos se tocando, num ritmo psicodélico.
Defina-me angelical, por ser um louco apaixonado, que perde o ar, o chão, e a razão (já citados), quando está frente a frente contigo.
Defina-me completo,quando te mostro que posso te levar a um céu rubro e a um inferno celeste,instantaneamente.
Quero-te como caça, para todo dia te prender e te devorar, numa ceia feromônica da nova estação.
Quero-te como caçador, para esperar o momento em que me aprisionará e fará o que quizer comigo.
Quero-te todos os dias, independente do modo, do sorriso, do toque, da razão (ou falta dela), da luxúria e de tudo mais, pois não posso imaginar meu Paraíso sem você para me aquecer, a todo instante.
Fascínio:
Vida fácil,é o que os garotos querem,viver num mundo corrompido pela luxúria e futilidade.
Fascínio,disse alguém,fascínio pela vida.
A vida fácil que já foi corrompida.
A corrupção que foi mantida.
O Fascínio que permanece,mutável.
Como um espelho que quebra e pode ser consertado.
Como uma chuva que clarea a ideia.
Vida fácil que veio para alguns.Vida injusta.
Futilidade é dizer que beleza não é fundamental!
Fascínio,disse alguém,fascínio pela vida.
A vida fácil que já foi corrompida.
A corrupção que foi mantida.
O Fascínio que permanece,mutável.
Como um espelho que quebra e pode ser consertado.
Como uma chuva que clarea a ideia.
Vida fácil que veio para alguns.Vida injusta.
Futilidade é dizer que beleza não é fundamental!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A Discórdia:
Eis que inicia-se uma discussão entre os Irmãos Amor e Paixão:
[Paixão]=Mas como aceitar essa real desilusão?Nada mais pode argumentar,sua derrota está clara!
[Amor]=Vá com calma,minha querida,esquecestes que sou imprevisível e avassalador?
[Paixão]=Pudera eu,esquecer-me de tais caracteres,mas assim como és imprevisível para muitos,alguns já identificam um falso 'eu te amo' há distância,Amor.
[Amor]=Quem sabe,ponderada Paixão,mas usam-me sobriamente como demonstração de afeto rigoroso,também para a amizade...
[Paixão]=Mero engano querido,quem usa da sobriedade jamais cita-te em quaisquer afirmações!
[Amor]=Ora,terrível blasfêmia!Meu poder, de todo não és irracional...
[Paixão]=Mas,por que então,usam a força do teu nome,sem na verdade amarem?
[Amor]=Veja bem,a culpa é sua,afoita bela,quando eles estão sob a sua perpétua,nada enxergam,nada dominam,apenas querem voar,sem se quer terem asas,logo,você os deixa irracionais!!
[Paixão]=Que maligna ousadia sua!Agora culpa-me por não saberem o que fazem? Ao menos dou a eles um rol de esperanças,coisa que você se quer concede.És ingrato,desilude e fere!
[Amor]=Não perca a linha,querida,entendo seu ponto de vista,mas todos temos escolhas,e enquanto você prefere iludir e dar expectativas,decido ser sóbrio e objetivo.Se passarem pela minha aprovação,que sejam felizes por fim!
[Paixão]=Ora,não tente se fazer de bonzinho!Sejamos sinceros,você nem se importa se eles passarão por sua aprovação ou não...
[Amor]=Pode estares certa,mas não culpe-me por completo,apenas continuo o serviço de onde você parar!
[Paixão]=Não faça-se de vítima,afinal,você é encarregado de julgar se o que aprenderam comigo foi válido e será o suficiente para alcançarem a sua graça.
[Amor]=Correta afirmação Irmã,Mas que culpa tenho se os humanos não aprenderam a amar?
[Paixão]=Pois então,ensine-os a admirarem mais que a futilidade.
[Amor]=Estás esquecida,Paixão,que os olhos é você quem concede a eles?
[Paixão]=Nem por um instante Irmão,mas dar-lhes os olhos não significa conceder-lhes o dom da visão.Também não tenho culpa se os humanos não aprenderam,também,a enxergar mais que as aparências...
[Amor]=Estás a confundir-me.Pretendes o quê com tudo isso? Sequer usam "eu estou apaixonado por você" como dedicatória.Pare de se importar com os Mortais.EU,sou sempre O Lembrado,enquando você é apenas passageira...e na memória esquecida!
[Paixão]=Estás me desafiando Irmão?Pois bem,a partir de hoje,não mais pedirei sua ajuda,não mais partilharemos esta conduta,siga com seus fúteis 'amantes' e deixe-me com os esperançosos 'apaixonados'.
[Amor]=Que o duelo aconteça!Proteja seus Humanos e eu estarei com os desacreditados 'amadores'...
Por fim,o diálogo entre os Irmãos Amor e Paixão,assim findou-se.Prometeram a si mesmos jamais unirem-se novamente.O Amor gritou aos quatro ventos que nunca existiria um amor sobrevivente.Paixão clamou que nada mais passaria de sonhos.E assim,por milhares e milhares de ano,com a separação do Amor e da Paixão,jamais houve novamente provas verdadeiras de amor,amizade e união.O ser Humano nunca conseguiu consilhar ambos os lados e jamais aprendeu a enxergar a essência natural de todos.Assim,aprisionou-se no mundo da Luxúria,onde desistiu de amar e apaixonar-se...
Quanto aos Irmãos? Jamais voltaram a unir-se...
[Paixão]=Mas como aceitar essa real desilusão?Nada mais pode argumentar,sua derrota está clara!
[Amor]=Vá com calma,minha querida,esquecestes que sou imprevisível e avassalador?
[Paixão]=Pudera eu,esquecer-me de tais caracteres,mas assim como és imprevisível para muitos,alguns já identificam um falso 'eu te amo' há distância,Amor.
[Amor]=Quem sabe,ponderada Paixão,mas usam-me sobriamente como demonstração de afeto rigoroso,também para a amizade...
[Paixão]=Mero engano querido,quem usa da sobriedade jamais cita-te em quaisquer afirmações!
[Amor]=Ora,terrível blasfêmia!Meu poder, de todo não és irracional...
[Paixão]=Mas,por que então,usam a força do teu nome,sem na verdade amarem?
[Amor]=Veja bem,a culpa é sua,afoita bela,quando eles estão sob a sua perpétua,nada enxergam,nada dominam,apenas querem voar,sem se quer terem asas,logo,você os deixa irracionais!!
[Paixão]=Que maligna ousadia sua!Agora culpa-me por não saberem o que fazem? Ao menos dou a eles um rol de esperanças,coisa que você se quer concede.És ingrato,desilude e fere!
[Amor]=Não perca a linha,querida,entendo seu ponto de vista,mas todos temos escolhas,e enquanto você prefere iludir e dar expectativas,decido ser sóbrio e objetivo.Se passarem pela minha aprovação,que sejam felizes por fim!
[Paixão]=Ora,não tente se fazer de bonzinho!Sejamos sinceros,você nem se importa se eles passarão por sua aprovação ou não...
[Amor]=Pode estares certa,mas não culpe-me por completo,apenas continuo o serviço de onde você parar!
[Paixão]=Não faça-se de vítima,afinal,você é encarregado de julgar se o que aprenderam comigo foi válido e será o suficiente para alcançarem a sua graça.
[Amor]=Correta afirmação Irmã,Mas que culpa tenho se os humanos não aprenderam a amar?
[Paixão]=Pois então,ensine-os a admirarem mais que a futilidade.
[Amor]=Estás esquecida,Paixão,que os olhos é você quem concede a eles?
[Paixão]=Nem por um instante Irmão,mas dar-lhes os olhos não significa conceder-lhes o dom da visão.Também não tenho culpa se os humanos não aprenderam,também,a enxergar mais que as aparências...
[Amor]=Estás a confundir-me.Pretendes o quê com tudo isso? Sequer usam "eu estou apaixonado por você" como dedicatória.Pare de se importar com os Mortais.EU,sou sempre O Lembrado,enquando você é apenas passageira...e na memória esquecida!
[Paixão]=Estás me desafiando Irmão?Pois bem,a partir de hoje,não mais pedirei sua ajuda,não mais partilharemos esta conduta,siga com seus fúteis 'amantes' e deixe-me com os esperançosos 'apaixonados'.
[Amor]=Que o duelo aconteça!Proteja seus Humanos e eu estarei com os desacreditados 'amadores'...
Por fim,o diálogo entre os Irmãos Amor e Paixão,assim findou-se.Prometeram a si mesmos jamais unirem-se novamente.O Amor gritou aos quatro ventos que nunca existiria um amor sobrevivente.Paixão clamou que nada mais passaria de sonhos.E assim,por milhares e milhares de ano,com a separação do Amor e da Paixão,jamais houve novamente provas verdadeiras de amor,amizade e união.O ser Humano nunca conseguiu consilhar ambos os lados e jamais aprendeu a enxergar a essência natural de todos.Assim,aprisionou-se no mundo da Luxúria,onde desistiu de amar e apaixonar-se...
Quanto aos Irmãos? Jamais voltaram a unir-se...
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